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É hora de repetir a proeza!

Fotos: O País

A Selecção Nacional de Boxe pretende recuperar o trono da zona IV, conquistando o regional da modalidade que vai decorrer de 20 a 23 do mês corrente, no Pavilhão de Maxaquene.

Esteve no trono em 2018, encaixou 14 medalhas, fazendo a região IV render-se a Moçambique, quando Maputo foi palco do regional de boxe. Em 2019, no Botswana não houve espaço para repetir a proeza e ficou-se no segundo lugar. Neste 2022, em Maputo, há mais, por isso a selecção pretende recuperar a sua majestade. A uma luta que vai durar cerca de quatro dias, a força conjunta comandada por Lucas Sinoia, leva 18 elementos, 11 masculinos e sete femininos, em todas categorias.

À espera do arranque da prova, agendado para amanhã, no Pavilhão de Maxaquene, a selecção já respira a conquista e transborda na voz do capitão Solomone.

“O ambiente na selecção está muito bom. Estamos a trabalhar e treinar muito forte de modo a que ganhemos a prova”, garante.

Para ganhar a prova, muita coisa terá de vir ao de cima, sabe o senhor que muito deu e dá ao boxe nacional e que ajudou a selecção a conquistar no regional passado, 14 medalhas, das quais de ouro.

“É difícil afirmar a 100% que o título vai ficar em casa, porque paramos de competir há cerca de dois anos. Nem todo colectivo está preparado. Aliás, não esteve preparado por algum tempo para esta frente porque tínhamos chamado oito atletas para ir a Angola, mas depois da desistência do país, chamamos outros para Zâmbia, que também acabou desistindo da organização da prova, o que implicou chamada de mais atletas. Isso conta muito, por isso vamos a esta competição a seco”, alerta Sinoia, e de seguida encarnou o espírito de combate.

“Qualquer tropa que vai à guerra tem como objectivo ganhar. Neste momento os atletas estão motivados, mesmo os que estavam com a moral baixa, sentem-se espevitados. Já tivemos o título em nossas mãos, mas não conseguimos defender no Botswana. Nesta edição pretendemos vencer novamente.”

O Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes endereçou uma palavra de alento à selecção, da qual vislumbra alegria para o povo moçambicano.

“Estão todos animados. Como disseram, pretendem melhorar o desempenho conseguido em Botswana, em 2019. Podemos esperar uma boa prestação da selecção que poderá voltar a dar alegria aos moçambicanos. Estamos com eles, o povo moçambicano também”, assegurou Mendes.

 

MÁQUINA E MATHULE FORA

“Bons rapazes” do boxe nacional, mas engolidos pelas circunstâncias do contexto do boxe nacional. COVID-19 entre os pecados capitais. Augusto Mathule, medalha de ouro nos 75 kg, no regional de 2018 em Maputo, não estará, na presente edição. Os motivos da sua ausência não são lá muito conhecidos. Juliano Máquina e Armando Mucamba são outros nomes ausentes

Para o caso de Armando Mucamba, Lucas Sinoia justifica: “este ficou muito tempo sem treinar e só retomou há pouco tempo, por tanto optamos por não convocá-lo”.

Juliano Máquina: Máquina fez algumas competições, mas depois apresentou algumas exigências que não conseguimos satisfazê-las, por isso a solução foi deixá-lo de lado.

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