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Duas americanas para o “sonho de África”

Uma Poste e uma Extremo, parecem ser as únicas coisas que Leonel Manhique precisava para, quem sabe, desta vez mudar a história e levar o Ferroviário de Maputo ao inédito titulo africano.

Cierra Robertson-Warren e Carmen Tyson Thomas são ambas norte-americanas e vão cumprir a sua primeira experiência em África.

As duas jogadoras têm 27 anos, sendo que Cierra está vinculada aos turcos da Urla BLD e, segundo o Jornal Ferroviário, conta com passagens por principais ligas de países como Bulgária, Polónia ou Hungria.

Ainda segundo a mesma fonte, a extremo Tyson Thomas provém das australianas Easter Mavericks, da Primeira Liga e já sagrou-se campeã na Eslovénia e Chile.

Portanto, equivale isto dizer que, as duas atletas são, em principio, de créditos firmados e vão agregar valor às campeãs nacionais para a empreitada que se avizinha.

Ao Ferroviário de Maputo só falta mesmo o título africano, que no entanto, esteve próximo em pelo menos três ocasiões.

As locomotivas falharam em 2006, 2016 e 2017, sendo que em 2007 e 2015 tiveram que conformar-se com o terceiro posto.

Vontade e ambição sempre estiveram lá e desta vez espera-se que haja festa e fogos-de-artifício no pavilhão do Maxaquene, palco da prova.

O técnico do ferroviário de Maputo, Leonel Manhique que levou a equipa ao terceiro lugar em 2015 e ao vice-campeonato em 2016, quer escrever uma historia diferente, por isso, a visão também tem que ser diferente.

”Em função do nosso desempenho no passado, olhamos para esta edição com ambição e missão de tudo fazer diferente para chegar ao título. Depois dos três últimos posicionamentos, não há nada neste momento que seja diferente de chegar ao primeiro lugar”.

Em relação aos dois reforços, Manhique diz que foram buscar o que não tinham no plantel.

“O Ferroviário de Maputo sempre quis trazer as melhores jogadoras para este tipo de competições. Fomos ao mercado a procura do que não tínhamos e acreditamos que fizemos melhores escolhas, dentro daquilo que pretendemos, para conquistar a prova”, referiu.

Entretanto, a capitã Ingvild Mucauro e a experiente Anabela Cossa são as que apareceram na conferência de imprensa para a projecção da prova.

Fundamental nas últimas três edições da Taça de Clubes, Mucauro já foi campeã africana em 2012 pela extinta Liga Desportiva e assume, quer mais.

 “Já temos Licção estudada e acreditamos que estamos preparadas para enfrentar esta fase. Nós, como atletas, em primeiro lugar queremos este título. O Ferroviário de Maputo como clube e Moçambique merecem esse título. Vamos fazer tudo o que podermos para conquistar a prova e garantir o título africano” sustentou a capitã Locomotiva.

Uma das mais relevantes no plantel locomotiva, esteve nos cinco ideais em 2016, para além de ter sido a melhor triplista.

Anabela Cossa foi três vezes campeã africana, duas pelo Desportivo e uma pela Liga Desportiva.

A jogadora diz que há muito que a luta começou. Os últimos três anos foram de quase, desta vez, Cossa quer que o Ferroviário termine em grande.

“Estamos a trabalhar há bastante tempo, devo dizer que esta luta começou há três anos e acho que a equipa já tem experiencia suficiente para encararmos esta prova de forma diferente. Estamos preparadas e concentrados para o efeito” explicou Cossa, para quem a pressão de estar a jogar em casa não vai afectar as atletas, ate porque o publico galvaniza mais a equipa”.

A direcção do clube não podia fazer diferente. O presidente Sancho Quipisso Jr. diz que estão a fazer de tudo para que a Taça, que seria a primeira desta dimensão, fique na vitrina do Ferroviário de Maputo.

“Um dos objectivos pelo qual organizamos esta prova é, justamente, para lutarmos pela conquista ao título. Tenho a impressão de que tudo está a correr bem e sinto que é desta vez” finalizou. 

 

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