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Doze idosos mortos este ano por alegada superstição em Inhambane

Em nove meses, pelo menos 12 idosos foram assassinados na província de Inhambane, acusados de prática de superstição.

O número de homicídios resultantes da justiça pelas próprias mãos, por causa daquele mal, duplicou, entre 2019 e 2020, na chamada terra de boa gente.

No grosso dos casos, os promotores desses actos são os filhos das vítimas, por alegada feitiçaria.

Segundo o procurador-chefe em Inhambane, Nazimo Mussa, em 2018, Inhambane registou três mortes. O número subiu para seis, em 2019. Em nove meses deste ano, já houve 12 casos.

Nazimo Mussa manifestou preocupação, sobretudo porque em algumas situações os homicídios são cometidos por mais de três pessoas. A fonte citou, por exemplo, o caso em que 23 pessoas enterraram seu familiar idoso, ainda com vida, na cidade da Maxixe.

Reagindo ao problema, a Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, disse que o Ministério Público deve ter um papel mais interventivo na prevenção deste tipo de crime.

Para a guardiã da legalidade, a intervenção do Ministério Público deve incidir mais nas comunidades e junto dos líderes comunitários e praticantes da medicina tradicional, porquanto alguns deles são considerados promotores do fenómeno.

Beatriz Buchili está de visita de trabalho à província de Inhambane, para monitorar o desempenho dos órgãos de Administração da Justiça.

 

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