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Dom Germano defende que recursos naturais estão a ser transformados em maldição

A situação de instabilidade nas regiões centro e norte que esta a culminar com mortes de civis, indigna Dom Germano Gachane antigo mesmo de Nacala, neste momento reformado mas a exercer as funções de administrador apostólico na diocese de Gurué na sequência da morte do Bispo daquela Diocese. "A imagem que eu deixo é de esperança contra toda a esperança, isso significa que transcende a esperança humana. Ou seja existem as esperanças, esperança e as expectativas e nos como homens da fé temos de afirmar de pés juntos que nos temos um foco e que este foco chama-se a paz" disse Dom Germano.

Questionamos porque é que perante tantos apelos não só da igreja como também da sociedade civil entre vários mecanismos de conversações entre ouros para que se alcance a paz definitiva mas que culminam em fracasso causando desgraça nas famílias moçambicanas. Sobre o assunto, Dom Germano foi directo. Disse que o ser humano é um composto, de alma e corpo, inteligência, coração, vontade, sensibilidade e afectividade.

"A inteligência vai mais além do que a vontade, isto é, nos já vimos o caminho para percorrer mas falta-nos as forcas nas pernas, canetas para percorrer o caminho de bem que toda via conhecemos" disse acrescentando que um dos grandes problemas da situação da instabilidade são os recursos que estão a ser transformados em maldição e não em bênçãos. "Mas mesmo isso nos temos os poderes para transformar a maldição em bênçãos, está é uma afirmação na fé.

Questionado se advinha um futuro promissor para Moçambique sem guerra e com felicidade nos moçambicanos, Dom Germano foi simples e directo "Deus é pai sendo que não nos criou para destruição e por vias disso ele não dorme. O seu filho Jesus cristo na hora da morte disse que a morte é uma mentira e por isso venceu-a tendo ressuscitado. Ele tem poderes para nos arrancar do inferno da guerra e da divisão".

Já o reitor da universidade católica de Moçambique Filipe Sungo, defende que o homem e a mulher devem ser formados para ter visão crítica e trazer possíveis soluções a problemas actuais que desafiam o bem-estar do povo. Sungo defende que a paz é urgente e que todos devem fazer de tudo para acabar com as atrocidades no centro e norte do país.

O reitor da Universidade Católica de Moçambique desafiou sábado a um total de 132 graduados em diversos cursos de ensino a distância no distrito de Gurué, a usarem o conhecimento para acabar com as discrepâncias nos campos económico, político e social. Olhou com bastante preocupação a situação dos ataques no centro e norte do país que estão a ceifar vidas humanas.

 

 

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