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“Do or die”…

A selecção nacional de basquetebol sénior masculino discute, de hoje a domingo, em Yaoundé, nos Camarões, o apuramento ao “Afrobasket” 2021 diante de Angola, Senegal e Quénia. Moçambique bate-se, hoje, às 21h00, com Angola e amanhã mede forças com o Senegal. Já no domingo, fecha a sua participação na 3ª janela de apuramento ao “Afrobasket” diante do Quénia.

Fim-de-semana de grandes decisões. Fim-de-semana de definições. Vamos ou não à 30.ª edição do “Afrobasket”?

Mantemos e honramos a tradição de participar no Campeonato Africano de Basquetebol sénior masculino, cujos dados evidenciam que somos clientes assíduos da prova com dez presenças consecutivas?

As respostas a estas questões teremos, claramente, no domingo, quando jogarmos a “mãe de todas as batalhas” diante do Quénia, adversário o qual temos, quem diria, a dura missão de vencer por mais de 17 pontos.

Sim! É um facto! Moçambique tem agora que correr atrás do prejuízo depois de ter perdido por 79-62, em jogo da 3.ª e última jornada da segunda janela da prova realizada em Novembro de 2020, em Kigali, no Ruanda.

Sem o “coach” Cliff Owuor, indisponível devido aos compromissos com o APR Basketball do Ruanda, o Quénia tem na australiana Elizabeth Mills a substituta para conduzir à equipa novamente a um “Afrobasket” 28 anos depois.

Na sua folha de serviço, Mills assumiu o cargo de assistente dos Camarões na fase de apuramento para o Mundial de Basquetebol, tendo ainda sido treinadora-adjunta da selecção da Zâmbia.

Mas antes, ou melhor, esta noite o duelo será com os angolanos no arranque da derradeira e decisiva campanha de qualificação ao “Afrobasket”.

Às 21h00, a selecção nacional bate-se com uma das potências da modalidade da bola ao cesto em África, não tivesse Angola um palmarés invejável com 11 anéis conquistados: 1989, 1992, 1993, 1995, 1999, 2001, 2003, 2005, 2007, 2009 e 2013.

É, por estes dados e outros elementos, um jogo de dificuldades acrescidas para Moçambique porquanto os nossos “manos” do outro lado do atlântico não podiam ser mais claros nos seus objectivos: vencer todos os jogos, encarando-os como autênticas finais.

Ao conjunto orientado por Miguel Guambe, compete naturalmente apresentar-se com agressividade defensiva para condicionar o seu adversário.
Mais: esclarecimento ofensivo, criando os necessários desequilíbrios no jogo exterior.

Mas este é o grande dilema: no leque de 12 escolhidos por Miguel Guambe, apenas Kendal “Kedinho” Manuel e Ivan Machava são talhados para os tiros exteriores. Há casos de David Canivete e Ermelindo “Mindo” Novela que interpretam muito bem a zona dos tiros exteriores.

Limitado, certo, na posição 1 face à lesão de Pio “Lingras” Matos, o seleccionador nacional deverá indicar para a armação do jogo um atleta com boa capacidade de fazer a transição defesa/ataque, organização e passes no “timing” certo.

Já no sábado, Moçambique terá pela frente mais um adversário de peso: Senegal. Os senegalenses sentiram dificuldades para vencer na segunda janela, numa partida em que Moçambique pressionou, sobretudo, no segundo e terceiro quartos. O Senegal venceu apenas por sete pontos: 60-53.

 

Angola aponta para o pleno

Hendecampeões africanos, os angolanos serão o primeiro obstáculo de Moçambique na terceira janela de qualificação para o “Afrobasket” 2021.
Os angolanos partem para esta fase com claro objectivo de vencerem os três jogos, sendo que para tal contam com uma estrutura composta por atletas experientes e outros novatos.

Para esta empreitada, o seleccionador nacional de Angola, José Neto- coadjuvado por Aníbal Moreira e Ricardo Rodrigues – conta com Childe Ndundão, Hermenegildo Santos e Gerson Domingos (bases), Melvyn da Silva, Leonel Paulo e Pedro Bastos (extremos), Carlos Morais e Gerson Gonçalves (extremo-bases), Gilson Bango, Valdelicio Joaquim, Jone Pedro e Alexandre Jungo (postes).

O poste Yanick Morreira, de 2, 11 metros, vai falhar esta janela de apuramento devido à dificuldades de voo provocado pelo novo coronavírus.

Contrariamente a segunda janela disputada em Novembro do ano passado, em Kigali, no Ruanda, o treinador brasileiro (José Neto) teve à sua disposição mais atletas porquanto optara antes pelos atletas do Petro de Luanda que tinham compromissos na Liga Africana de Basquetebol (BAL), prova adiada “sine die”.
Falando para o “Jornal de Angola”, o seleccionador nacional de Angola, José Neto, mostrou-se optimista quanto a uma boa prestação nesta etapa de apuramento ao Campeonato Africano de Basquetebol sénior masculino.

“São jogadores muito novos e o futuro da selecção passa por eles. Seria importante seguir os trabalhos de modo a estarem por dentro deste tipo de ambiente”, disse Neto.

O brasileiro destacou, por outro lado, a qualidade das opções que terá para atacar a presença na 30.ª edição do “Afrobasket´2021, competição a realizar-se de 24 de Agosto a 5 de Setembro próximo, em Kigali, Ruanda.

“Temos amplas condições de estar bem servidos, pois temos jogadores versáteis que podem actuar em duas ou três posições, uma característica comum no basquetebol moderno”, notou o “coach”.

E deixou claro que a equipa não vai relaxar nesta fase: “O primeiro erro, que o grupo poderia cometer, é pensar que precisamos apenas de uma vitória e garantir a qualificação. Serão três jogos e o pensamento deve estar voltado na superação de todos os adversários. Precisamos deixar patente o DNA de vencedores, tendo em conta a nossa capacidade”, disse José Neto ao Jornal de Desporto.

Para além do grupo “B”, Yaoundé alberga o “C” do qual fazem parte a Costa do Marfim, Guiné Equatorial e República da Guiné Conacri.

Já a cidade de Monsantir, na Tunísia, acolhe os grupos A, D e E, sendo que estas cidades ganharam o direito de albergar a terceira janela depois de terem provado reunirem condições exigidas pela Comissão Médica da FIBA para se evitar a propagação da Covid-19.

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