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Dívida força EDM a paralisar Sistema de Abastecimento de Água em Quissico

Trata-se de mais de um milhão de meticais que o operador do referido sistema deve à Electricidade de Moçambique. O referido Sistema de Abastecimento de Água foi construído em 2019, no âmbito da iniciativa presidencial PRAVIDA.

A infra-estrutura foi erguida com dinheiro público, mas a sua gestão foi adjudicada a uma empresa privada que, num horizonte de 20 anos, deveria aumentar a sua capacidade para garantir que o precioso líquido chegasse a mais de 40 mil pessoas.

Dois anos depois da sua inauguração, o operador enfrenta a primeira crise, que deixou muitas famílias sem água potável e teve de recorrer a fontes alternativas.

Face a esse cenário, a população de Quissico foi obrigada a procurar fontes alternativas, como por exemplo, por fontanários privados para ter acesso à água.

Sem energia, a empresa privada, gestora do sistema, não pode fornecer água aos seus clientes.

 

GOVERNO LOCAL JÁ FALA DE SOLUÇÕES

Segundo o Administrador de Zavala, Dário Machava, a crise de água em Quissico tem dias contados, uma vez que o Governo local já se reuniu com o operador para desenhar soluções ao problema.

Segundo o dirigente, o operador já apresentou à empresa Electricidade de Moçambique uma proposta de amortização da dívida em oito prestações. “Existe um trabalho que está a ser feito, a empresa Electricidade de Moçambique está sensível à situação. As partes já se sentaram para arranjar um meio-termo para solucionar esse impasse que está a provocar sofrimento à nossa população”, referiu.

O Sistema de Abastecimento de Água de Quissico tem capacidade para prover água a 25 mil pessoas e a sua construção custou 70 milhões de meticais.

Trata-se de um sistema que veio aliviar o sofrimento da população daquela vila que, por muitos anos, tinha, nos pequenos sistemas privados, a única alternativa para ter água potável. Para ter acesso a fornecedores privados, a população tinha de pagar entre um e dois meticais por cada recipiente de 20 litros.

Nos anos passados, a população tinha que, diariamente, percorrer distâncias com uma lata na cabeça para ter água e, vezes sem conta, fazia mais de quatro viagens por dia, para ter água suficiente às necessidades caseiras.

Segundo os moradores da vila, os custos pelo consumo de água fornecida pelos privados são elevados, pois, segundo contam, o valor ascende aos mil meticais mensais, valor considerado muito elevado para o bolso de muitos residentes.

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