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Dia de Natal: A capital do país acordou deserta

Em dia de natal, a cidade acordou solitária. Com poucos carros a circular e com restaurantes e estabelecimentos comerciais todos encerrados.

As ruelas, as grandes avenidas, todas estavam desertas, salvos alguns seguranças que por imperativo de suas funções faziam companhia a si próprios…com semblantes tristonhos que denunciavam o lamento de ter que deixar a família em casa em pleno Natal para cumprir às formalidades que lhes trazem o pão todo santo mês. Que faze… é o que se podia ler nos seus rostos.

Não só os seguranças tiveram que apertar os cintos, os transportadores semi-colectivos de passageiros, vulgo “chapa” também se fizeram a rua para tentar a sorte num dia em que passageiros são excepção e não a regra. Alguns machimbombos dos TPM também circulavam…mas…vazios.

A imponência dos edifícios já não tinham beleza, estavam assombradas. Os polícias com a sua recente farda que elevou a sua autoestima é que faziam a ronda para garantir que nenhum larápio contrariasse a vontade do cidadão de bem, que era de passar as festas em segurança.

Mas ao contrário do que se viu no centro da capital, a praia da Costa do Sol, uma das mais famosas da cidade, foi visitada por muitos no dia do Natal, quiseram refrescar-se do calor e sol, diga-se, de assar passarinhos, que nos últimos dias fustiga a capital.

Há quem diga que Deus esqueceu Maputo no forno.

Os bairros, arredores da cidade, também estiveram em alta. Nem a crise, impediu os residentes de passar condignamente o dia da família.

O comércio informal na baixa da cidade de Maputo também esteve em alta, muitos trabalharam em pleno Natal.

Por fim, uma família que com camisetes a rigor foi desaguar na avenida 10 de Novembro para apanhar ar, desejou um feliz Natal a todos.

O turismo na capital foi zero, já que nada esteve aberto no dia do Natal.

 

 

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