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Dez anos após a morte de Kadhafi, Líbia poderá eleger presidente na sexta-feira

Foto: Notícias ao Minuto

A Líbia tem marcada para sexta-feira a eleição do primeiro presidente, desde a destituição e morte do ditador Muammar Kadhafi, há uma década, mas a realização do escrutínio na data prevista parece improvável.

As presidenciais previstas para esta sexta-feira, na Líbia, visam ajudar a unificar o país após uma década de guerra civil, mas, nas últimas semanas, têm-se multiplicado os apelos para o adiamento. Um total de 98 pessoas, incluindo duas mulheres, apresentaram as suas candidaturas.

Entre os candidatos conhecidos ao cargo de Chefe de Estado da Líbia destacam-se os nomes de Khalifa Haftar, tido como homem forte que liderou o designado Exército Nacional Líbio. Consta ainda Abdul Hamid Dbeibah, Primeiro-Ministro interino e líder do movimento Futuro da Líbia, criado no ano passado. A lista incluiu igualmente Seif al-Islam Kadhafi, filho do antigo ditador Muammar Kadhafi.

Segundo a imprensa, está-se nas vésperas do escrutínio sem que as listas oficiais dos candidatos à presidência tenham sido publicadas, nem houve sequer campanha eleitoral.

Além desta situação, bloqueios de estrada com veículos armados começaram a surgir nas ruas de Trípoli e a Organização das Nações Unidas pede contenção a todas as partes, dado o receio de haver mais violência, sectarismo e divisão a um país que permanece desintegrado.

A data de eleições na Líbia foi projectada em Outubro do ano passado, quando se assinou o cessar-fogo do conflito que dividiu o país em dois lados.

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