O País – A verdade como notícia

“Devemos agir como sociedade no combate ao contrabando”, Amélia Muendane

A presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Amélia Muendane, defende que o combate ao contrabando deve ser uma missão de todos os moçambicanos. Diz ainda que o aspecto social do crime é dos principais desafios no desenho de políticas para combatê-lo.

Em entrevista ao programa “O País Económico” da STV, transmitido na passada quinta-feira, Muendane, líder máxima da instituição responsável pela arrecadação de receitas tributárias em Moçambique, apresentou as principais constatações do seu estudo sobre o contrabando no país.

Considerado um “cancro” para a economia moçambicana, por roubar cerca de 12.9 por cento do Produto Interno Bruto, Amélia Muendane diz que não se pode ignorar o aspecto social do contrabando.

“Como um fenómeno social, o contrabando aparece ligado à necessidade de sobrevivência das populações, aos aspectos ligados à pobreza, aos aspectos ligados aos fenómenos culturais dos ancestrais”, salientou a fonte.

A presidente da Autoridade Tributária chama atenção para um segundo tipo de contrabando, o de natureza económica, ligado aos superlucros, e acrescenta que este segundo é o que mais lesa a economia, pois, movimenta grandes somas de dinheiro.

Questionada sobre os autores do crime, Muendane avança que o objectivo do estudo não era identificar caras e sim, entender a ocorrência deste fenómeno.

Ela admite a existência de uma “mão” externa nas redes deste crime. Ainda assim, o povo moçambicano, em geral, é chamado a fazer a sua parte.

“O que eu como moçambicano, na minha área de actuação, posso fazer”? Esta é a questão que Muendane chama-nos a fazer a nós mesmos.

“O Presidente já discursou. Nós não temos que discursar mais (…). Temos que agir”, disse Amélia Muendane, fazendo alusão ao discurso que o Presidente da República, Filipe Nyusi, fez na inauguração do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, em Moamba, província de Maputo.

Amélia Muendane considerou o discurso uma voz de comando ao qual todo moçambicano deve obedecer e combater o contrabando, denunciando e evitando o envolvimento com o mesmo.

E porque não existe solução sem acção, o referido estudo elaborado pela presidente da Autoridade Tributária de Moçambique e usado como tese para aquisição do grau académico de doutoramento, serviu como base para desenhar um plano estratégico de combate ao contrabando em Moçambique.

Partilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos