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Detidos oito funcionários dos tribunais distritais de Inhambane por desviar cerca de MZN 31 milhões

Trata-se de um esquema de delapidação dos cofres públicos, que teve lugar entre 2015 e 2020, através do qual foi possível lesar o Estado em mais de 31 milhões de meticais.

O dinheiro era destinado ao pagamento de juízes eleitos distritais, mas uma parte foi parar nos bolsos de 10 funcionários dos tribunais desses distritos.

O esquema consistia na transferência de valores a mais para as contas bancárias dos oficiais de Justiça dos distritos de Jangamo, Panda, Homoine, Funhalouro, Vilankulo, Govuro, Morrumbene e Inhassoro e estes, por sua vez, procediam ao levantamento e efectuavam os pagamentos devidos aos juízes eleitos.

Sucede que nem todo o valor ia para os juízes eleitos e uma parte do remanescente era depositada ou transferida para contas bancárias do responsável da Repartição Provincial de Finanças e outra ficava com os escrivães desses distritos.

Estão envolvidos no esquema 10 indivíduos, sendo dois da área administrativa do Tribunal Judicial de Inhambane, dos quais um é administrador judicial e outro é responsável da Repartição de Finanças.

Outros funcionários envolvidos são oito oficiais de Justiça dos distritos mencionados.

O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Inhambane, que confirma o sucedido, disse ao “O Pais” que corre, naquela instituição, a instrução do processo, sob o registo número 07/08/P/GPCCI/2021, relacionado com desfalque e que já estão detidas oito pessoas, não identificadas, supostamente envolvidas no caso.

Já com o esquema posto à vista, um dos implicados já iniciou o processo de devolução do valor.

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