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Detidos indivíduos acusados de desviar camião com mercadoria avaliada em cerca de três milhões de meticais

O Serviço Nacional de Investigação Criminal deteve quatro indivíduos suspeitos de desviar um camião com produtos avaliados em cerca de três milhões de meticais. A viatura é  proveniente da África do Sul e o destino era um dos armazéns na cidade da Matola. Os indiciados tentaram, igualmente, vender a viatura por um milhão e quinhentos meticais.

Há quatro detidos suspeitos de desviar um camião e a respectiva mercadoria proveniente da África do Sul cujo destino final era um dos armazéns, na cidade da Maputo. A viatura tinha que ter chegado aos proprietários no dia sete deste mês, mas este nunca chegava o que colocou os proprietários em alerta, mas o motorista, de nacionalidade zimbabweana, alega que foi interpelado por assaltantes que o obrigaram a entregar o camião.

“Eles (os assaltantes), simplesmente, arrancaram o camião de mim e agora não o que aconteceu. Sobre os produtos, não sei qual foi o seu destino, realmente, não sei”, sublinhou o motorista do camião.

O condutor do camião diz que a viatura foi-lhe roubada em circunstâncias que não sabe explicar e muito menos o destino dado à mercadoria de cerca de três milhões de meticais que consigo trazia. O seu cúmplice, também, não tem muito a dizer.

“São coisas que aconteceram muito rápido por isso não gostaria de falar para a minha pôr a minha vida em risco”, justificou um dos cúmplices no crime de roubo do camião.

Depois do que os dois suspeitos chamam de assalto, o camião e a mercadoria tiveram destinos diferentes. A mercadoria foi descarregada nesta casa algures na cidade da Maputo cuja proprietária desconhece a proveniência e só aceitou que fosse armazenada na sua residência porque o seu cunhado assim o pediu.

“Não vi as pessoas que estavam a descarregar, só falei com ele ao telefone. Eu, quando acordei, vi as caixas e perguntei o que era e ele respondeu que eram produtos que pedia para eu guardar e eu concordei”, defendeu uma mulher, também detida em conexão com o caso.

Já o camião foi vendido a este homem a um milhão e quinhentos meticais. “Vi o camião e gostei. E eles disseram que tinham mercadoria e eu não queria mercadoria. Então, desengatei o “cabeça” e fui guardar no parque. Depois disso, esperei que descarregassem a mercadoria e levei a plataforma para o parque”, explicou o suspeito de comprar o camião roubado.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal recebeu a denúncia dos proprietários do armazém sobre o sumiço do camião e a respectiva mercadoria na semana passada, o que culminou na sua apreensão na madrugada deste sábado.

“Eles continuam aqui detidos e, brevemente, serão apresentados ao juiz de instrução criminal para os devidos efeitos de legalização”, afirmou Henriques Sitoe, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal, na província de Maputo.

Depois de concluídas as investigação o SERNIC poderá devolver a mercadoria e a viatura aos donos.

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