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Detidos dois funcionários do Município de Namaacha flagrados com drogas

Foto: O País

Dois funcionários públicos afectos ao Município de Namaacha, na província de Maputo, e dois alunos da Escola Secundária local encontram-se detidos na Cidade de Maputo, indiciados do tráfico de drogas. Trata-se de cannabis sativa avaliada em cerca de 120 mil meticais.

A história desenrola-se desde a passada sexta-feira, quando quatro indivíduos seguiam viagem numa viatura particular de categoria ligeiros; os ocupantes do veículo vinham de Namaacha. Chegados à Cidade de Maputo, foram interceptados pela Polícia e, alegadamente, foi descoberta droga embrulhada em plásticos.

Os indiciados negam que tinham droga e denunciam tortura e extorsão protagonizada pelos agentes da Polícia. “Entramos no gabinete onde estavam cinco policiais civis. Ali fomos torturados e disseram para eu aceitar pegar a droga; eu questionei por que tinha que pegar porque a droga não é minha, ao que eles disseram para pegar e era só chapadas” disse o primeiro indiciado.

Um outro indiciado relata os mesmos cenários de tortura e atribui essas acções de agressão aos membros da PRM. “Bateram-me muito; tenho feridas, tudo o que eles falassem, tínhamos que aceitar, porque eles são agentes da PRM. Eu não fumo e nunca fumei. Eles batiam-nos e, quando perguntamos da quinta pessoa que estava no carro, deram-nos chapadas e eu fiquei assim.”

Os dois alunos, que supostamente pediram boleia aos dois funcionários municipais, também negaram o seu envolvimento no alegado tráfico de drogas.

“Nós viemos, quando chegamos à Junta, fomos mandados parar; quando descemos, levaram-nos para o Posto Policial de Albasine e, quando chegamos, fomos encarcerados, nada nos perguntaram.”

A Polícia refuta as alegações de tortura e extorsão e afirma que os indivíduos ora detidos foram encontrados em flagrante delito.

“Não houve cenários de tortura, o que sucede é que estes indivíduos foram encontrados em flagrante delito e não há necessidade de nós inquerirmos de qualquer que seja a forma para a responsabilização de eventual situação criminal. Eles foram encontrados em flagrante a circular naquela viatura e estas drogas estavam na sua posse”, explicou Leonel Muchina, porta-voz da PRM, na Cidade de Maputo.

O jornal “O País” soube da suposta existência do quinto elemento do grupo que se supõe ter subornado as autoridades policiais com mil dólares americanos e o mesmo não está encarcerado.

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