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Quem doma estes “touros”?

Ninguém pára a Associação Black Bulls no Moçambola-2021. Sem precisar acelerar, “despachou” o aflito Textáfrica de Chimoio (4-0) e manteve o pleno de vitórias na

Quem doma estes “touros”?

Ninguém pára a Associação Black Bulls no Moçambola-2021. Sem precisar acelerar, “despachou” o aflito Textáfrica de Chimoio (4-0) e manteve o pleno de vitórias na

Costa do Sol venceu, sábado, o Ferroviário de Maputo por 94-77 num dos jogos que marcaram a retoma do basquetebol na capital do país cerca de um ano depois. Os “’canarinhos” saíram-se vencedores na dupla jornada, tendo aplicado “chapa 100” ao Aeroporto na sexta-feira: 130-53.

Boa pontuação. Boas indicações para o futuro. É, aliás, o mínimo que se exigia, exige e exigirá ao campeão e vice-campeão nacional, mormente o facto de concentrarem nos respectivos plantéis algumas das “estrelas” da modalidade da bola ao cesto.

Dois factores atractivos para que este duelo estivesse no centro das atenções. Primeiro, as contratações “galácticas” que não só elevam a fasquia no Costa do Sol como também deixam a equipa com muito mais opções.

Segundo, e mesmo depois de ficar “órfão” de muitas “estrelas”, a briosa campanha dos campeões nacionais na promissora Liga Africana de Basquetebol (BAL).

Desfalcado dos internacionais Hugo Martins e o combativo Custódio Muchate, Milagre “Mila” Macome viu-se limitado, sobretudo, na posição cinco. Muchate é, como se sabe, aquele jogador estoico e ressaltador que se impõe nas tabelas.

Em sentido contrário, o Costa do Sol não se podia queixar de opções para fazer maior rotação da equipa: David “Mano” Canivete, Ivan Machava, Octávio “Maguila” Magoliço, Nilton Seifane, Francisco Braga, Klaus Bunguele, Daniel Maveure, Asmilton Ribeiro, Egídio Zandamela, Titos Benjamim e Danilo Cumbe.

Mais agressivos defensivamente é como se apresentou o Costa do Sol. Fez pressão alta, criou crise de raciocino ao adversário nas saídas sobre pressão. Os “canarinhos” condicionaram, em alguns momentos, o campeão nacional nos ataques de posição.

De resto, a “zona pressing” obrigou o Ferroviário de Maputo a cometer alguns “turnovers” sempre que sujeito a esta condição.

Clarividentes no ataque, com destaque para David Canivete que criou muitos desequilíbrios, os “canarinhos” controlaram o primeiro quarto com um parcial de 27-16.

Reagiu, e muitíssimo bem, o Ferroviário de Maputo com alma de campeão e um jogo exterior certeiro, onde se destacou Manuel “Mango” Uamusse.

Com maior rotação da equipa, domínio no jogo interior e pressão a campo inteiro, o Costa do Sol saiu ao intervalo a vencer por 47-36.

Mais ajustados defensivamente, os “locomotivas” fizeram um terceiro quarto de bom nível reduzindo, de resto, a diferença para seis pontos: 47-41.

Os “locomotivas” fizeram um parcial de 5-0, com tiro exterior de Manuel “Mango” Uamusse e curto de Yuran Biosse.

Miguel Guambe, pressionado, solicitou um desconto de tempo para fazer os ajustes na sua equipa. Com as mãos quentes, Ivan Machava arrancou um tiro que galvanizou os vice-campeões nacionais.

Na tabela, o Costa do Sol dominava e explorava o jogo interior para disparar no marcador para 12 pontos ao cabo do terceiro quarto: 69-57.

Espectáculo valorizado, mas podia ter sido ainda melhor com uma arbitragem mais equilibrada dos internacionais António Englesse e Edmilson Lopes. Foi numa das contestações de Milagre “Mila” Macome que o “coach” dos “locomotivas” “apanhou” uma falta técnica.

Se no terceiro quarto o Ferroviário de Maputo apresentou-se com mais clarividência ofensiva, no quarto esteve ainda melhor.

Ataques mais prolongados, circulação de bola e aposta no jogo exterior foram determinantes para que a equipa verde-e-branca continuasse a acreditar na recuperação no marcador, chegando mesmo a reduzir para quatro pontos: 71-67.

Os “canarinhos” resolveram com contra ataques, jogo exterior e interior e venceram por 17 pontos: 94-77.

Costa do Sol vencedor na dupla jornada 

Dois jogos, igual número de vitórias na dupla jornada do fim-de-semana no Torneio Nutrição. Este é o saldo do Costa do Sol que, na sexta-feira, aplicara “chapa 100” ao Aeroporto: 130-53. Os “canarinhos” lideraram em todos os quartos desta partida.

Ainda em seniores masculinos, a A Politécnica saiu-se vencedora na dupla jornada do Torneio Nutrição, tendo batido o Atlético (80-40) e Matolinhas (91-43).

Já a Universidade Pedagógica venceu o Aeroporto (70-52), enquanto o Maxaquene bateu o Atlético (58-48).

Ao nível dos seniores femininos, o Ferroviário de Maputo “arrasou” a reformulada e jovem equipa do Desportivo Maputo com “chapa 100”: 121-21. Já a A Politécnica venceu o Maxaquene por 15 pontos: 58-43.

No sábado, o Desportivo Maputo voltou a sofrer uma pesada derrota, desta feita diante do Costa do Sol 17-103.

 

A União Desportiva do Songo e Ferroviário da Beira protagonizam, domingo, às 15h00, no campo da primeira formação, o jogo mais importante da jornada 9 do Moçambola-2021.

Conseguirá, ao cabo de oito jornadas, Nacir Armando quebrar o enguiço? É desta que o Matchedeje de Mocuba arranca a primeira vitória no Moçambola-2021? Terá, Nelson Santos, na sua estreia, o antídoto para colocar novamente o Ferroviário de Nampula na rota das vitórias? Conservará a endiabrada Associação Black Bulls a sua invecibilidade na prova?

Estas, e mais outras questões não arroladas aqui, estão na ordem do dia na retoma de duas semanas depois do Moçambola-2021, após um interregno para dar lugar ao “Triangular” envolvendo os Mambas, Eswatini e Lesotho.

Songo estará, seguramente, no centro das atenções. É naquele ponto do país onde dois assumidos candidatos ao título travam argumentos, num duelo que se espera, acima de tudo, muito bem disputado. À semelhança do que aconteceu em 2016, quando os “locomotivas” se sagram campeões nacionais. E os canos viraram para os “latifos”.

Sem o brilharete esperado nas primeiras rondas, a União Desportiva do Songo acabou por “sacrificar” Nacir Armando. O que é certo é que, mesmo com esta “chicotada psicológica”, os “hidroeléctricos” não acertaram o passo ocupando, disputadas oito jornadas, a sexta posição com 12 pontos.

Os números, a esta altura, não vão ao encontro do que se esperava: três vitórias, igual número de empates e duas derrotas.

Depois da derrota em Lichinga, por 1-0, a União Desportiva do Songo espera buscar em casa a fórmula táctica que se encaixe nas características do adversário. É preciso, por isso, partir para exibições mais seguras que tranquilizem a equipa.

Terceiro classificado com 18 pontos, os mesmos que o seu homónimo de Maputo, o Ferroviário da Beira quer pontuar para não perder de vista Associação Black Bulls, líder da prova.

Depois da mal digerida derrota caseira com o Ferroviário de Maputo (0-1), os “locomotivas” do Chiveve almejam a sua sétima vitória no Moçambola e manter-se na linha da frente na tabela classificativa.

Em Maputo, naquele que será o jogo de abertura desta jornada, a Associação Black Bulls aponta para mais uma vitória na recepção ao aflito Textáfrica de Chimoio.

Os “touros” já deram o exemplo da forma como conseguem perceber os momentos do jogo. E é precisamente por serem um conjunto coeso, solidário e com força mental que lideram isoladamente o Moçambola-2021 com 22 pontos.

Ainda que perca, o que não está nas contas dos técnicos, a ABB mantém-se no topo da tabela classificativa.

Em Tchumene, o Textáfrica de Chimoio tem a árdua tarefa de impor a primeira derrota à equipa sensação da prova e dar um sinal de “existência” para sair da zona de despromoção.

À entrada desta jornada, os “fabris do planalto” ocupam a décima terceira posição com apenas cinco pontos, resultantes de uma vitória, cinco derrotas e dois empates. Há que arrepiar caminho, há que dar muito mais para uma manutenção tranquila.

Em Quelimane, temos jogo de estreias. Nos bancos técnicos, diga-se. No Matchedje de Mocuba, Nacir Armando procura diante do Ferroviário de Nampula alcançar a primeira vitória dos “militares” no campeonato. Claramente pressionado por se encontrar na zona de despromoção e, porque o seu desafio passa precisamente por devolver a estabilidade e regularidade competitiva, Nelson Santos não vai facilitar.

O segundo classificado da prova, Ferroviário de Maputo, recebe, domingo, o Incomáti de Xinavani, numa partida em que os “locomotivas” da capital querem capitalizar o factor “casa” para alcançarem a quinta vitória consecutiva no Moçambola.

No “Santuário 25 de Junho”, o Ferroviário de Nacala bate-se com o campeão Costa do Sol, nono classificado e a precisar de pontuar para não perder terreno face aos seus concorrentes directos na luta pelo título.

Dois degraus acima da linha de água, os nacalenses tudo farão para contrariar o favoritismo dos “canarinhos” e encaixarem os três pontos.

Na ressaca da celebração dos 100 anos desde a sua criação, o Desportivo Maputo terá, domingo, o Ferroviário de Lichinga. Não se perspectiva um jogo fácil para os “alvi-negros”, até porque os “locomotivas”, com um saldo de quatro vitórias e igual número de derrotas, têm criado algumas dificuldades aos seus adversários.

Os “alvi-negros”, encostados à zona de despromoção”, não podem voltar a “vacilar” sob o risco de se arrastarem para mais uma época difícil e recorrerem a calculadora no final da prova.

Ejaita, o goleador 

Ejaita, avançado da Associação Black Bulls, lidera a lista dos melhores marcadores do Moçambola-2021, com sete golos em oito jornadas. Seguem-se Dayo (Ferroviário da Beira) e Henriques (Desportivo Maputo), ambos com seis.

Ferroviário de Maputo e Costa do Sol batem-se, sábado, às 18h00, no pavilhão do Desportivo, no jogo de destaque da 8.ª jornada do Torneio Nutrição. A prova retoma esta sexta-feira com a realização de quatro jogos nos pavilhões d’A Politécnica e Desportivo.

O basquetebol está de volta na capital. E, na retoma, nada melhor que, em cima da mesa, o cardápio Ferroviário de Maputo vs Costa do Sol para saciar a fome dos aficionados da modalidade da bola ao cesto.

É a reedição da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal de 2019, ganha categoricamente pelos “locomotivas” por 3-0 no “play-off” da final à melhor de cinco.

Dois conjuntos com investimentos notáveis na contratação de jogadores nos últimos anos, pelo que carregados de ambições de chegar ao pódio em todas competições que tomam parte.

Será, não hajam dúvidas, interessante seguir este jogo até pela boa performance que o Ferroviário de Maputo apresentou na embrionária Liga Africana de Basquetebol (BAL), prova na qual encerrou a sua participação na 5ª posição.

Mais: mesmo tendo perdido algumas das suas estrelas, neste caso jogadores de selecção nacional, o Ferroviário de Maputo quer manter a sua fórmula do sucesso.

Aliás, é o que se exige a um grupo constituído maioritariamente por jogadores de seleccção nacional.

Custódio Muchate, Baggio Chimonzo, Milton Caifaz, Hugo Martins, Inélcio Chire, Yuran Biosse, Manuel Uamusse, Stélio Rodrigues e Muhambi Macuiana são algumas das armas de Milagre “Mila” Macome para açambarcar o troféu nesta e demais provas internas.

Interessante, e esta é uma das grandes expectativas, será perceber como é que Miguel Guambe, treinador do Costa do Sol, irá montar um xadrez reforçadíssimo esta temporada por jogadores com os internacionais David Canivete e Ivan Machava.

Estes vão se juntar a um grupo que, há dois anos, tirou o Ferroviário da Beira da rota do título e quebrou um ciclo de três finais consecutivas disputadas diante do seu homónimo de Maputo. Espanto para alguns, para outros nem tanto!

Estamos a falar de nomes como Nilton Seifane, Francisco Braga, Daniel Maveure, Egídio Zandamela, Klaus Bunguele (contratado ano passado), Octávio Magoliço (que regressa ao clube com o qual campeou, em 2000, na Beira), entre outros. Com muita “fartura”, exige-se, de resto, muito mais aos “canarinhos”!

A prova abre, no entanto, na sexta-feira com a realização de quatro partidas. No pavilhão do Desportivo, a renovada e jovem equipa da casa “faz sala” ao bicampeão africano Ferroviário de Maputo, em jogo em atraso da 1ª jornada.

Com os olhos postos, claramente, na fase final dimensionada Taça dos Clubes Campeões Africanos, a realizar-se num país por indicar, o Ferroviário de Maputo vai aproveitar este e mais jogos para rodar a sua equipa.

Claramente, e outra coisa não se pode esperar, o Desportivo Maputo entra para esta e outras competições para ganhar tarimba.

Às 19h30, Aeroporto mede forças com o Costa do Sol em seniores masculinos. No outro extremo da cidade, ou seja, pavilhão d’A Politécnica, a equipa da casa mede forças com o Maxaquene em seniores femininos. Este é um jogo em atraso da 4ª jornada do Torneio Nutrição. Duas horas depois, será a vez do Atlético, terceiro classificado do grupo “A” com oito pontos, travar argumentos com a A Politécnica, quarto classificado menos dois.

Já no sábado, em seniores femininos, o Desportivo Maputo joga às 18h00 com o também candidato ao título candidato Costa do Sol no seu pavilhão. Leonel “Mabê” Manique ganhou dois reforços de vulto para reforçar este estatuto: Ingvild Mucauro e Eleotéria Lhavanguane, duas joias do Ferroviário de Maputo.

Em masculinos, no sábado, Universidade Pedagógica bate-se com Aeroporto no pavilhão d’ A Politécnica, numa partida marcada para às 14h00. A Politécnica vs Matolinhas (16h00) e Atlético vs Maxaquene (18h00) são os outros jogos agendados para esta ronda 8.

É, e apenas isso mesmo, a confirmação do que o “O País” avançara na sua edição de segunda-feira. Nelson Santos, treinador de 37 anos, foi confirmado como novo timoneiro do Ferroviário de Nampula.

O técnico português tem em cima da mesa do “Santuário 25 de Junho” um contrato até o final desta temporada, sendo que o mesmo é renovável por mais uma época.

A Santos, foi colocado desafio tirar os “axinenes” da zona de despromoção e conduzir a equipa a uma boa prestação no campeonato nacional de futebol.

Nelson Santos deverá estrear-se no próximo domingo no banco técnico do Ferroviário de Nampula que se desloca a Quelimane, onde irá medir forças com outro aflito Matchedje de Mocuba, em jogo da 9.ª jornada do Moçambola-2021.

Com uma campanha sofrível no campeonato, o Ferroviário de Nampula é penúltimo classificado com apenas quatro pontos.

Os “locomotivas” de Nampula apresentam um pobre salto de uma vitória, seis derrotas e um empate.

 

CHEGOU AO COSTA DO SOL EM 2015

Nelson Santos chegou ao país em 2015, levando no mesmo ano o Costa do Sol ao segundo lugar no Moçambola com 43 pontos, menos um que o Ferroviário de Maputo, consagrado campeão na última jornada.

Depois de um campeonato marcado por muitas críticas à arbitragem e a própria Liga Moçambicana de Futebol (LMF), o jovem treinador regressou à Portugal.

Na temporada 2017, Santos voltou a orientar o Costa do Sol, terminando o campeonato no segundo lugar.No mesmo ano, conquistou a Taça de Moçambique após vencer a União Desportiva do Songo por um a zero na final disputada no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ).

Já em 2018, Nelson Santos vinculou-se ao Ferroviário a o Ferroviário de Maputo, formação que viria a ocupar o segundo lugar com 54 pontos, menos quatro que a campeão União Desportiva do Songo.

No seu “curriculum”, Nelson Santos conta passagens pela Belenenses SAD, Marítimo FC, Moura, todos em Portugal, Noggom FC do Egipto e, recentemente, Al Hilal do Sudão.

Longe, claramente, de se equiparar a outras paragens cujos valores envolvidos e mediatização colocam qualquer um “boquiaberto”, o mercado de transferências no futebol moçambicano já dá sinais de algumas movimentações.

Para já, assinalam-se “regressos”. Uns à terra que os viu nascer, outros a clubes que representaram no passado sem, no entanto, maravilharem.

Segundo classificado no Moçambola-2021 com 18 pontos, e com os olhos postos no título que lhe foge desde 2015, o Ferroviário de Maputo contratou, na segunda janela de inscrições, o internacional moçambicano Raúl, jogador que actuava no Fafe de Portugal.

O médio, de 24 anos, assinou um contrato válido por duas temporadas com o Ferroviário de Maputo.

Raúl já representou o Ferroviário de Pemba, Ferroviário de Nampula, Costa do Sol e Liga Desportiva de Maputo, dando, a parir deste último, o salto para o futebol português.

“Estou feliz por regressar a Moçambique e logo para um clube grande que é o Ferroviário de Maputo. É um clube que dispensa apresentações e que luta sempre pelos títulos. Sinto-me mais maduro do que há dois ou três anos. O futebol português, independentemente da divisão, é sempre competitivo e sinto que cresci bastante e estou pronto para ajudar o Ferroviário. Prometo golos e juntos vamos lutar para alcançar os objectivos definidos”, disse o jogador ao sítio do Ferroviário de Maputo, no acto da sua apresentação.

Falando desta contratação ao sítio do clube, Isidro Amade, Director Desportivo do Ferroviário de Maputo, disse que o médio é uma mais-valia para o Ferroviário de Maputo até porque é um jogador da seleccção nacional: “Estamos na janela de transferências e o clube está a tentar melhorar o plantel com mais qualidade, ajustando o défice que temos e equilibrar o nível de idades. Portanto, partimos com estes princípios para a contratação do Raúl, que é um jogador bem referenciado no país. É um jogador de selecção e neste momento faz parte dos quadros do Ferroviário para os próximos dois anos. Vem reforçar a equipa principal na perspectiva daquilo que são os nossos objectivos, que passam por ganhar os troféus que estão ou estarão em disputa no nosso calendário desportivo”, frisou Isidro Amade.

O Director Desportivo (DD) dos “locomotivas” da capital acrescentou que há, ainda, espaço para contratação de mais jogadores para se atacar o tão almejado título: “Estamos no mercado a procura de um ou dois jogadores para fazer face aquilo que são as necessidades da equipa em termos de ajustes. O treinador já disse quais são as posições a reforçar e inclusive há jogadores identificados, mas o segredo é a alma do negócio. Em tempo útil iremos anunciar. Paralelamente a entradas haverá também saídas. Aqueles que não se adaptaram ao modelo do treinador, teremos que ver como cedê-los para outros emblemas que queiram contar com os seus préstimos”, notou Amade.

 

PARKIM REGRESSA A VILANKULO

Com vista a garantir maior estabilidade e opções no sector intermediário, a Associação Desportiva de Vilankulo assegurou, nesta janela de transferências, os préstimos de Luís Melville Parkim.

O médio troca o Incomáti de Xinavane pelo actual quarto classificado do Moçambola-2021 com 14 pontos, marcando o regresso ao “Alto Massaca” dois anos depois.

Nado no Costa do Sol, clube que representou até 2016, Parkim rumou depois para a União Desportiva do Songo, clube que representou durante duas temporadas (2016-2018).

Depois, o médio ofensivo rumou para o Ferroviário de Maputo, conjunto que representou durante uma temporada.

Os Mambas conquistaram, na tarde de hoje, o torneio triangular de futebol, ao empatarem com Eswatini a uma bola. O avançado moçambicano, Estevão, foi o melhor marcador da competição que decorreu de 02 a 08 do corrente mês, no Estádio Nacional de Zimpeto (ENZ), com três golos.

Com Francisco Bonera e Geny Catamo já disponíveis na selecção, Horácio Gonçalves colocou dois jogadores a jogarem no início. Os jogadores que, na quarta-feira, não fizeram o jogo frente ao Lesotho, por terem chegado tarde a Maputo, forçaram algumas alterações no onze.

Gonçalves deixou no banco de suplentes Martinho e Fernando Macaime. Assim sendo, Moçambique, que manteve Ernan na baliza, jogou com três centrais: Shaquile, Betão e Bonera. Este esquema dava mais liberdade para Bruno do lado esquerdo e Ciganinho do lado direito voarem.

Na intermediária, foram escalados Nilton, Candinho e Geny Catamo. Este último tinha a missão de apoiar Melque e Estevão Novela no ataque.

A estratégia até que resultou, porque, muito cedo, aos dois minutos, Bruno Langa galga o corredor esquerdo e centra para o meio, onde aparece o Melque a rematar com o pé direito, no entanto viu o seu pontapé a esbarrar no corpo de um defensor.

Aos 18, Melque, uma vez mais, volta a causar calafrio na grande área do adversário. Flecte pelo corredor esquerdo e a entrada da área remata de pé trocado, mas o guarda-redes aplicou-se arrojado no relvado e evitou mal maior.

Os Mambas, que tinham dominado por completo o jogo contra Lesotho, continuavam iguais a si e Eswatini limitava-se a “mastigar” a bola na zona intermediária.

Bruno de longe voltou e lembra Eswatini que estava em jogo. Aos 38 minutos, manda um míssil que só o travessão parou.

As duas equipas recolheram-se aos balneários com nulo no marcador. No regresso, Horácio Gonçalves faz igual ao que fez diante do Lesotho – substitui Candinho no miolo do terreno e lança maestro.

Precisou o técnico de apenas sete minutos para ver o resultado da sua operação. Pela esquerda, depois de atravessar o meio campo, Geny Catamo troca os olhos a um defesa, vai para o interior e descobre o desmarcado maestro quase a entrada da área. De primeira, maestro orientou Estevão, que estava posicionado na zona da grande penalidade a colocar só o pé esquerdo, o resto, as redes acusaram – 1-0, estavam transcorridos 42 minutos.

Horácio Gonçalves espevitou-se e eventualmente quis avaliar os outros jogadores. Fez uma série de substituições – lançou Salas no lugar de Melque e Danilo, no lugar de Bruno Langa.

Até aqui, tudo bem. Mas o pior estava por vir. Começou a faltar entrosamento entre os sectores, o Eswatini tomou conta do jogo. Como corolário, aos 86 minutos avisou que o pior estava por vir, na sequência de um remate fortíssimo de fora da área, mas Ernan esticou-se para evitar que as suas redes abanassem. Na sequência, na cobrança de pontapé de canto, acabou mesmo por acontecer o pior. De cabeça, o Eswatini chega ao golo perante a defesa impávida que ficou pregada no relvado. Ernan, nada pode fazer, simplesmente comtemplou. Estava restabelecido a igualdade.

Horácio Gonçalves até tirou Estevão Novela do campo para lançar, o atacante da Black Bulls, Vitor, mas não mudou o rumo dos acontecimentos. Ainda os Mambas saíram-se vitoriosos no triangular.

MAMBAS SUPERIORES A TODOS OS NÍVEIS 

O avançado da Liga Desportiva de Maputo, Estevão Novela, foi destaque no torneio que decorreu no Estádio Nacional de Zimpeto, de 02 a 08 de Junho.

Forte, com bom domínio da bola, tecnicamente evoluído e bom a ocupar espaços, o jogador foi o melhor marcador do evento, ao apontar três golos.

Contra Lesotho, o homem, que tem o seu reinado em “Hanhane”, fez o terceiro e quinto golos dos Mambas. Ontem contra Eswatini, fez o único golo do combinado nacional.

Além da distinção individual de Estevão Novela, os Mambas foram a defesa menos batida do torneio, a par do Eswatini. As duas selecções sofreram apenas um golo, curiosamente no jogo entre as ambas.

A pior defesa pertence ao Lesotho que, em dois jogos, sofreu seis golos. Cinco contra Moçambique, naquela que foi a humilhação à moda antiga e um frente ao Eswatini. Com estes dados, a competição produziu um total de oito dos quais seis são de Moçambique e dois de Eswatini. O Lesotho saiu da competição sem violar as redes adversárias.

A selecção nacional de futebol, Mambas, recebe, hoje, às 15h00, no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), a sua similar de Eswatini, em jogo de encerramento do torneio “Triangular” envolvendo ainda o Lesotho.

É um jogo que vai decidir o vencedor desta competição, até porque os Mambas golearam na estreia o Lesotho por 5-0, numa partida dominada pelo conjunto orientado por Horácio Gonçalves.

Eswatini arrancou, este sábado, uma vitória à tangente (1-0) diante do Lesotho e, hoje, vai procurar vencer para conquistar esta competição.

A jogar com a selecção olímpica, Horácio Gonçalves procura, nesta prova, conferir alguma rodagem aos atletas dos Mambas tendo em vista o Torneio da Cosafa, competição agendada para Julho próximo na África do Sul.

Aliás, o técnico pretende, igualmente, testar novas opções na selecção nacional no quadro de renovação gradual da mesma.

O seleccionador nacional de futebol não deverá fazer muitas alterações em relação ao onze que bateu, com categoria, o Lesotho na estreia do “triangular”.

Estes atletas deverão estar na base de dados de identificação de opções para o futuro, a começar pelas eliminatórias para o Campeonato do Mundo de Qatar, em Setembro.

Lembre-se que os Mambas estão inseridos no grupo “D”, juntamente com as suas similares da Costa do Marfim, Camarões e Malawi.

Os Mambas iniciam a sua caminhada no grupo D a 1 de Setembro diante da  Costa do Marfim, no Estádio Nacional do Zimpeto. Os Camarões, por sua vez, recebem o Malawi.

Depois, na segunda jornada, a selecção nacional de futebol desloca-se a 5 de Setembro ao Malawi, fechando a primeira volta desta fase de qualificação em casa a 6 de Outubro no reduto dos Camarões.

A 11 de Novembro, os Mambas jogam no terreno da Costa do Marfim. Três dias depois, ou seja, 14 de Novembro, o combinado nacional mede forças com o Malawi.

O  primeiro classificado de cada um dos dez grupos da primeira etapa de apuramento  qualifica-se para o “play-off” a ser jogado em duas mãos.
Os cinco vencedores do “play-off irão representar o continente africano no Mundial Qatar 2022.

FMF coopera com congenére portuguesa

É o reforço de uma parceria que se espera que venha contribuir para o desenvolvimento do futebol moçambicano.

No quadro da visita que o Secretário de Estado de Desporto, Gilberto Mendes, e o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, efectuam a Portugal, há uma série de contactos com a Federação Portuguesa de Futebol para o reforço de cooperação entre as duas agremiações em vários domínios.

É neste sentido que, semana passada, as federações moçambicana de futebol e portuguesa reuniram, em Lisboa, para reforçarem a sua actuação ao nível da formação e domínio técnico.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) pretende que a sua congénere portuguesa (FPF) seja um parceiro no domínio da organização, planeamento e resultados desportivos.

Este encontro contou com a participação de Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol,  Sidónio Chavisse, Inspector-Geral do Desporto da Secretaria de Estado do Desporto de Moçambique, Amélia Chavana, Directora do Fundo de Promoção Desportiva  (FPD), José Couceiro e Pedro Dias, ambos directores da FPF, e André Seabra, Director da Portugal Football School, estes três últimos em Federação Portuguesa de Futebol.

A internacional basquetebolista moçambicana, Chanaya Pinto, trocou o Northwest Florida State College (Raiders) pelo Oregon Ducks, depois de uma brilhante época na qual foi a melhor atleta da instituição.

Fez uma estrondosa época no Northwest Florida State College, liderando a equipa na conquista, pela primeira vez na sua história, da NJCAA (National Junior College Athletic Association).

Deixou, e as distinções são prova inequívoca, a sua marca com uma média de 14,6 pontos e 8,5 ressaltos por jogo, arrancando 19 duplo-duplos ao longo da temporada 2020-2021.

Influente, Pinto registou, ainda, uma média de 15,5 pontos nos quatro jogos do torneio nacional do Noroeste da Flórida, incluindo um duplo-duplo de 19 pontos e 10 ressaltos contra o Trinity Valley Community College, naquele que foi o jogo do título.

Como resultado dos seus “targets” consistentes, Chanaya Pinto foi nomeada melhor jogadora (NJCAA All-American) do torneio NJCAA.

Mas há mais que se diga, em termos de reconhecimento, da basquetebolista moçambicana, na segunda temporada ao serviço do Northwest Florida State College. Chanaya Pinto foi indicada duas vezes como jogadora da semana FCSAA / Região VIII.

A “rookie” no “Afrobasket” 2017 apresentou-se, esta temporada, com 51,4 por cento nos lançamentos de campo em 26,3 minutos por jogo. Pinto foi o segundo atleta com mais assistências nas “Raiders”, com 2,7 por jogo, para além de ter ganhado um total de 216 dos quais 147 defensivos. São números que ficam para a história do Northwest Florida State College e não deixaram indiferente o “coach” do Oregon, sua próxima paragem.

“Estamos entusiasmados com a contratação de Chanaya. Ela é uma jogadora muito versátil que pode lançar, ganhar ressaltos, apresentar boa percentagem na linha de lances livres e defender várias posições”, Kelly Gomes, treinadora do Oregon. E acrescentou, a propósito de outras qualidades da jovem basquetebolista na quadra: “Ela joga com tremendo entusiasmo e tem uma grande paixão pelo jogo. Ela é uma vencedora comprovada. Eu amo a sua experiência internacional e ela mostrou um talento especial para ser produtiva em grandes jogos”.

Para além de ter sido nomeada para a segunda equipa da “ NJCAA all-American”, a talentosa basquetebolista moçambicana recebeu honras da “FCSAA /Region VIII Allstate e All-Panhandle Conference”. A irmã da também basquetebolista Carla Pinto teve um desempenho fantástico com registo de mais de 20 pontos em cinco jogos na temporada 2020-21, incluindo o melhor desempenho da carreira de 28 pontos contra o Gulf Coast State College e um duplo-duplo de 22 pontos e 14 ressaltos diante do Indian River State College. Na temporada de estreia, em 2019-2020, Chanaya Pinto apresentou-se com uma média de 13,9 pontos e 8,3 ressaltos por jogo, marcando dois dígitos 25 vezes com cinco jogos. A extremo classificou-se em 8º lugar na FCSAA com 72 roubos de bola no total, registando vários “steals” em 22 de 31 jogos.

É o regresso, cerca de um ano depois, das competições de basquetebol ao nível da capital do país. Dentro, pois claro, de um protocolo sanitário definido pelas autoridades de saúde.

Sábado, 12 de Junho, é data prevista para a retoma do Torneio Nutrição, prova interrompida na 5ª jornada devido à pandemia do novo Coronavírus.

Com a retoma da competição em seniores masculinos e femininos, será disputada apenas a última jornada da fase regular, seguindo-se depois o cruzamento das meias-finais e final.

Depois, com previsão ainda para o mês de Junho, disputar-se-á o Campeonato da Cidade, igualmente interrompido na sua fase regular.

Esta é a prova-mãe do calendário de basquetebol da ABCM, sendo que a mesma movimenta sete equipas em masculinos: A Politécnica, campeã em título, Ferroviário de Maputo, vice-campeão, Costa do Sol, Maxaquene, Universidade Pedagógica de Maputo, Desportivo Maputo e Matolinhas.

Em femininos, prova bipolarizada pelo Ferroviário de Maputo e Costa do Sol comporta, ainda, as equipas d’ A Politécnica, Desportivo Maputo e Maxaquene.

Ferroviário de Maputo e Costa do Sol, até pela estrutura composta por jogadores de selecção nacional, repartam o grande favoritismo no certame.

A retoma de provas apresenta-se, sem sombra de dúvidas, como um balão de oxigénio para as equipas e selecções nacionais que têm compromissos nas competições da FIBA-África.

Tal é o caso do Ferroviário de Maputo, sem seniores femininos, que tem a árdua tarefa de defender o país num mês ainda por indicar, título de campeão africano de clubes conquistado em 2019, no Cairo, Egipto.

Agora, sob orientação do metódico Nasir “Nelito” Salé, as “locomotivas” terão, certamente, no Interclube, o seu principal adversário na Taça dos Clubes Campeões Africanos.

De resto, estas duas formações protagonizaram as finais de 2016 e 2018, em Maputo, e 2019, no Cairo, Egipto. Estaticamente falando, leva a melhor o Ferroviário de Maputo com duas finais ganhas e uma perdida.

Setembro, precisamente de 17 a 26, a selecção nacional de basquetebol sénior feminino vai disputar o “Afrobasket” da categoria, em Yaoundé, Camarões.

Moçambique qualificou-se automaticamente para a fase final da prova, depois de ter ocupado a quarta posição na última edição disputada em Dakar, Senegal.

No jogo de atribuição do terceiro lugar, lembre-se, Moçambique perdeu com o Mali por 54-66.

As “Samurais” falharam o pódio, certo, mas colocaram orgulhosamente duas jogadoras entre as melhores do “Afrobasket” 2019: Leia “Tanucha” Dongue, nos cinco ideais, e Tamara Seda, melhor ressaltadora.

Há, ainda, por indicar os representantes moçambicanos da Liga Africana de Basquetebol (BAL), competição organizada conjuntamente pela FIBA e NBA. Na edição de estreia, Moçambique foi bem representado pelo Ferroviário de Maputo, conjunto que terminou  a prova na quinta posição.

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