O País – A verdade como notícia

 

As internacionais basquetebolistas moçambicanas Onélia Pérola Mutombene e Tamara Seda qualificaram-se, esta quinta-feira, para a final da 36.ª edição do Campeonato Angolano de basquetebol sénior feminino após o 1º de Agosto vencer o Inter Clube de Benguela, por 81-45, no jogo dois dos “play-offs” das meias-finais.

As “agostinas” fizeram o 2-0 na série depois de, na quarta-feira, terem derrotado o Inter Clube de Benguela, por 93-45. Na final, o “Priii” vai medir forças com o Inter, campeão em título. Depois de terem conquistado a Taça de Angola, domingo, Tamara e Onélia procuram agora fechar com beleza a sua aventura pelo basquetebol angolano diante das “polícias” orientadas por Apolinário Paquete.

O clube do Ministério do Interior assegurou a presença na final ao derrotar a sua equipa “B” por 72-53 no segundo jogo das “meias”.

A final, a melhor de cinco jogos, começa a ser disputada domingo, 25 de Julho, no pavilhão da Cidadela, em Luanda.

Arrancam, oficialmente, esta sexta-feira, os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 com a realização da cerimónia de abertura do evento no novo Estádio Olímpico. Moçambique faz-se representar, nas olimpíadas, por dez atletas, a maior delegação de sempre desde a estreia em Moscovo, Rússia, em 1980.

A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos estão associadas a grandes coreografias, imensos adereços e a abundância de dançarinos, actores e luzes. Não será o caso da abertura dos Jogos de Tóquio, esta sexta-feira.

Será uma cerimónia muito mais sóbria. Mesmo assim, com uma bela estética japonesa. Muito japonesa, mas também em sincronia com o sentimento de hoje, a realidade da pandemia da COVID-19. Os discursos de boas vindas, içamento das bandeiras e a parada das nações deverão marcar o momento.

Os líderes de pelo menos 15 países e organizações internacionais confirmaram a sua presença na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que decorrerá na sexta-feira, informou esta quarta-feira o governo japonês.

O número de líderes que estarão presentes na cerimónia de abertura foi bastante reduzido em relação aos 40 líderes que participaram na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, devido à pandemia e às fortes restrições sanitárias impostas pelo Japão.

Até agora, entre os que confirmaram presença no novo estádio olímpico de Tóquio estão o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro da Mongólia, Luvsannamsrai Oyun-Erdene, além da primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden.

 

CONHEÇA A MISSÃO MOÇAMBIQUE A TÓQUIO 2020

Moçambique irá participar nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, com um total de dez atletas em seis modalidades. Esta é a maior delegação de sempre nas olimpíadas de verão, desde a estreia em 1980, em Moscovo, na Rússia. Numa competição sem público, os moçambicanos poderão acompanhar a evolução dos seus compatriotas, ao longo dos 17 dias, nos canais SuperSport da DSTV e Gotv, segundo uma nota enviada e com comentários em português. Os atletas, inspirados em Maria de Lurdes Mutola, única campeã olímpica moçambicana (conquistou a medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Sidnei 2000, a 25 de Setembro), prometem lutar para alcançar excelentes resultados no maior evento desportivo do planeta.

DEIZY NHAQUILA: foi a primeira atleta moçambicana a conseguir a qualificação aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, concretamente a 12 de Outubro de 2019, ao conquistar o primeiro lugar no Campeonato Africano de Vela, na classe Laser Radia, decorrido na Argélia. Vai marcar a sua primeira presença em Jogos Olímpicos. Velejadora de 21 anos (nasceu a 30 de Julho de 2000), natural de Maputo, vai disputar a prova da classe de Radial. E pertence ao Clube Marítimo.

DUPLA MARIA MACHAVA E DENISE PARRUQE: A dupla Maria Machava e Denise Parruque, na modalidade de vela Classe 470 Laser Radial, conseguiu o apuramento aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 em Angola, ao conquistar a primeira posição na prova africana. Maria Machava nasceu na cidade de Maputo a 09 de Maio de 2004 e conta, actualmente, com 17 anos de idade. E é atleta do Clube Marítimo.  Denise Parruque, natural de Maputo, tem 18 anos de idade (nasceu a 05 de Fevereiro de 2003) e é atleta do Clube Marítimo de Maputo

RADY GRAMANE: é natural de Maputo e tem 26 anos (nasceu a 11 de Novembro de 1995). Apurou-se para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, em Fevereiro de 2020, em Dakar, no Senegal, no Torneio Africano de Qualificação Olímpica Combate na classe dos 75 kg. É pugilista da Academia Lucas Sinóia. Em Março de 2021, conquistou a primeira posição no Campeonato Africano de Boxe da Região III, em preparação da presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

ALCINDA PANGUANA: de 27 anos (nasceu a 27 de Fevereiro de 1994), natural de Maputo, é pugilista do clube Academia Lucas Sinóia. Conquistou o direito de participar nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 em Dakar, no Senegal, no Torneio Africano de Qualificação Olímpica, na categoria dos 69kg. Em Março de 2021, conquistou a primeira posição no Campeonato Africano de Boxe da Região III, em preparação da presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

ALÍCIA MATEUS:  foi a última atleta a integrar a Missão Olímpica de Moçambique na sequência do convite da organização no mecanismo da universalidade dos jogos. Nasceu na cidade de Maputo a 9 de Maio de 2004, tem 17 anos de idade, é especialista nos 50 metros livres (com o seu melhor tempo fixado em 29.42 segundos). É nadadora do Clube Golfinhos de Maputo.

IGOR MOGNE: de 25 anos de idade (nasceu a 01 de Agosto de 1996), natural de Maputo, vai registar a sua segunda presença em Jogos Olímpicos, depois de ter estado em Londres 2012.  É filho de Ana Carolina Araújo, nadadora que integrou a Missão Olímpica de Moçambique aos Jogos de Seul 1988, também na modalidade de natação, mas nos 100 metros costas. É bolseiro olímpico e pertence ao Sporting Clube de Portugal. É especialista nos 400 metros livres (e o seu melhor tempo está fixado em 1.52.48 minuto).

CREVE MACHAVA: O barreirista moçambicano compete nos 400 metros barreiras (com a marca de 49.54 segundos com o seu melhor tempo), é bolsista olímpico e está radicado na Alemanha. Com 25 anos de idade (nasceu a 8 de Fevereiro de 1996), não conseguiu os mínimos de qualificação para a olimpíada, mas beneficiou-se do convite, também designado “Wild Card” (convite) da Solidariedade Olímpica, e será o único na modalidade de atletismo, na qual o país já conquistou uma medalha de ouro, através de Maria de Lurdes Mutola.

KEVIN LOFORTE: judoca da categoria dos 66kg, de 24 anos (nasceu a 27 de Fevereiro de 1997), natural de Maputo, qualificou-se aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, graças à pontuação alcançada na sequência do terceiro lugar no Campeonato Africano de Dakar, que decorreu em 2021, passando a ocupar 67.ª posição mundial com 809 pontos, beneficiando-se da Cota Continental da Federação Internacional de Judo.

JOAQUIM LOBO: O canoísta especialista na classe C1 e C2 na distância de 1000 metros beneficiou-se do critério tripartido, estabelecido pelo Comité Olímpico Internacional (COI) para marcar presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Com 26 anos de idade (nasceu a 06 de Janeiro de 1995), Lobo é natural de Maputo, vai marcar a sua segunda presença numa olimpíada, pois esteve em 2016 nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Desde então, tem participado em várias competições internacionais e ocupou o 3º lugar Copa do Mundo da Hungria – 2020

O Ferroviário da Beira e a Associação Black Bulls defrontam-se, domingo, às 14h:30, no Caldeirão do Chiveve, no jogo de destaque da 12ª jornada do Moçambola-2021. A ronda abre esta sexta-feira com dois jogos: Associação Desportiva de Vilankulo vs União Desportiva do Songo e Ferroviário de Lichinga vs Textáfrica de Chimoio.

Dezembro de 2018. Caldeirão do Chiveve. Final do Campeonato Nacional de Juniores. Black Bulls varreu a Papeline da Maforga (9-1). Nas meias-finais, a ABB bateu, curiosamente, o Ferroviário da Beira por 4-1. Cinco atletas daquela promissora quanto talentosa equipa evoluem, hoje, nos seniores: Martinho, Pepo, Fidel, Jesus e Kimiss Zavala.

São estes e tantos outros artistas que, domingo, sobem ao relvado do sempre difícil Caldeirão do Chiveve para manterem a sua invencibilidade na prova. Voltará o Caldeirão do Chiveve a ser talismã para os “touros”? A ver vamos. Uma coisa é certa: independentemente do resultado, a liderança da prova não está ameaçada. Mas, nem por isso a Associação Black Bulls vai deixar de entrar com todas as suas armas para alcançar a décima vitória na prova.

O certo é que, nesta deslocação, o Ferroviário da Beira quer evitar que seja de um “total passeio” do líder do campeonato. Aliás, já não perde há três jornadas no campeonato, tendo goleado antes mesmo da interrupção o seu homónimo de Nacala por 3-0, em pleno Estádio 25 de Junho.

Feitas as contas, a Associação Black Bulls tem um saldo positivo em termos de resultados fora de portas com quatro vitórias e um empate. Já o Ferroviário da Beira venceu três jogos e perdeu dois em casa.

A bola começa, no entanto, a rolar esta sexta-feira com a realização de dois jogos. Em Lichinga, o Textáfrica de Chimoio, penúltimo classificado com sete pontos, procura exorcizar o fantasma dos maus resultados no campeonato. Para os “fabris do planalto”, é ganhar ou ganhar! Mas os números são sempre números, tem a seu valor e não jogam a seu favor: quinto classificado na prova, com 18 pontos, o Ferroviário de Lichinga tem feito bons resultados em casa com quatro vitórias. Um arranque em falso, com três derrotas consecutivas, foi depois ofuscado com o acerto do passo que coloca a equipa de Antoninho Muchanga no “top 5” na tabela classificativa.

No alto Massaca, a Associação Desportiva de Vilankulo (ADV) “faz” sala a União Desportiva do Songo, num duelo entre o sexto e quarto classificado da prova, respectivamente.

A ADV não perde como também não vence há cinco jogos, tendo registado igual número de empates nas últimas rondas. A última vitória foi justamente na 5ª jornada diante do Ferroviário de Lichinga, por 2-1. A União Desportiva do Songo, essa, arrancou uma vitória apertada na última ronda frente ao Ferroviário de Nampula, por 1-0, mas a sua campanha tem alternado entre os bons e maus resultados na prova. Os números dizem muito da sua campanha: cinco vitórias, quatro derrotas e dois empates.

Com uma campanha pobre (apenas uma vitória), que empurrou a equipa para a zona de despromoção (12ª posição com apenas oito pontos), o Desportivo Maputo tem uma deslocação dificílima ao Estádio 25 de Junho, onde se lhe espera um Ferroviário de Nampula em franca “recuperação” na tabela classificativa. É verdade que perdeu, no último jogo, com a UD Songo (0-1), mas é também verdade que, com a chegada de Nelson Santos, os “axinenes” arrancaram duas preciosas vitórias que permitiram sair da zona de sufoco.

Terceiro classificado com 22 pontos, e proibido de perder pontos sob o risco de ver os concorrentes na luta pelo título dispararem, o Ferroviário de Maputo vai a Quelimane bater-se com o lanterna vermelha da prova. Aos “militares”, somente um resultado interessa: vitória. É que, em caso de mais um desaire, as contas da manutenção complicam-se cada vez mais.

A meio da tabela classificativa, Incomáti de Xinavane recebe um Ferroviário de Nacala carente de vitórias na prova: venceu apenas dois, e a última vez foi precisamente a 16 de Maio diante da Liga Desportiva, por 1-0.

Campeão em título, o Costa do Sol joga domingo com a Liga Desportiva de Maputo, num duelo interessante de seguir. Os números dos “canarinhos”, em casa, não são tão famosos: duas vitórias, igual número de derrotas e um empate.

Há, por isso, que apitar para que o Comboio tenha uma marcha progressiva! A Liga Desportiva de Maputo, na 7ª posição, e sem pressão, quer impor a terceira derrota aos “canarinhos” no seu terreno e manter-se em lugares confortáveis.

 

EJAITA, O MATADOR

Ejaita Efoni tem sido, por estas bandas, o marcador em serviço. Definitivamente, o avançado nigeriano é o “cara” da Associação Black Bulls (ABB) com um total de 10 golos em 11 jornadas disputadas. O “stricker”, de 21 anos, é responsável por 10 dos 29 golos marcados pelo actual líder do Moçambola-2021.

Logo na primeira jornada, na primeira vez dos “touros” no campeonato nacional da primeira divisão, fez o gosto ao pé ao marcar, aos 26 minutos, no duelo entre o Ferroviário de Nampula e a sua equipa. O jogo terminou com a vitória da ABB por 2-1.

O engodo pela baliza voltou a estar em evidência na segunda jornada, no Complexo Desportivo do Tchumene, quando bisou (marcou aos 42 e 58 minutos) na vitória dos “touros” na recepção da Associação Desportiva de Vilankulo (ADV).

Ficou em branco na 3ª jornada, ronda na qual a ABB arrancou uma vitória em Quelimane sobre o Matchedje de Mocuba, por 1-2.

Voltou a carga na ronda seguinte, ou seja, 4ª, marcando no empate entre a Black Bulls e Ferroviário de Maputo a uma bola. “Onfire” assinou o segundo “bis” no Moçambola na goleada imposta pelos “touros” à União Desportiva de Songo, por 1-4.

Sem, quiçá, a pressão e a dúvida se a sua estrela voltaria a fazer a diferença, a ABB bateu na 8ª jornada a Liga Desportiva de Maputo, por 2-1, por sinal, com um “bis” do nigeriano.

Mais um “bis”, na jornada 9, a reforçar o estatuto de melhor artilheiro da prova-mor do futebol indígena. Na 11ª jornada, marcou um dos tentos que ditaram o triunfo dos “touros” na recepção ao FC Lichinga, por 4-1.

Segue-se-lhe Dayo, avançado do Ferroviário da Beira que fez balançar a baliza dos guarda-redes adversários em oito ocasiões.

Melque, avançado da Associação Black Bulls, e Dje, do Ferroviário de Lichinga, contabilizam sete golos.

Hernani (Ferroviário de Maputo) e Dany (Ferroviário de Lichinga), com três golos sofridos, são os guarda-redes menos batidos da prova.

Afinal, apenas quatro das 43 pessoas que acusaram positivo à COVID-19 nos testes rápidos, feitos a 88 elementos intervenientes nos últimos dois jogos do Torneio Nutrição, são efectivamente casos positivos. A positividade foi confirmada após a realização dos testes PCR.

Os resultados partiram do teste de anticorpos, com margem de erro quando feitos a indivíduos que tomaram a vacina, realizados pela Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 no desporto a um universo de 88 pessoas envolvidas na final e jogo do terceiro lugar do Torneio Nutrição.

Os casos positivos foram alarmantes, tendo roçado a metade, 43, o que forçou o adiamento da final (Ferroviário de Maputo vs Costa do Sol) e do jogo de atribuição do terceiro lugar (Maxaquene vs A Politécnica).

O cenário foi descrito como assustador, tendo criado pânico no meio desportivo, mas, porque há sempre uma margem de erro, recomendaram-se os testes PCR, com maior fiabilidade, que vieram provar que, afinal, das 43 pessoas com resultado positivo apenas quatro estavam contaminadas pelo Coronavírus.

“De todos aqueles que foram submetidos ao teste PCR, só quatro acusaram positivo. Destes, três tinham acusado positivo nos testes rápidos feitos no sábado”, clarificou Adélia Ndeve, chefe da Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 no desporto.

Os casos positivos resultaram de testes de anticorpos, ou melhor, recolha de sangue em detrimento do recomendável, o antígeno (recolha de gotículas através da boca e narinas).

Assim, um erro evitável conduziu a comissão de monitoria e controlo da COVID-19 no desporto a resultados “desastrosos”.

“A situação, na qual estávamos, deu-nos a ideia de que o grupo de basquetebol estava exposto à COVID-19. Fizemos o teste rápido e, depois dos resultados, fomos ao PCR. No entanto, o que está autorizado para aquela situação é o antígeno”, explica Ndeve, descartando o erro clamoroso.

“Não houve erro como tal ao fazer-se o teste de anticorpos. Foi o que nós tínhamos no momento e podia ser usado”, observou a médica.

Assim, está desfeito o equívoco. Está, portanto, autorizada a realização da final do Torneio Nutrição de basquetebol em seniores masculinos e jogo de atribuição do terceiro lugar num espaço de 14 dias após a testagem.

 

MOÇAMBOLA EM XEQUE

A divulgação dos resultados dos testes da COVID-19 nos clubes do Moçambola tem deixado a desejar. Como prova disso, o Presidente da República foi forçado a suspender a prova em Fevereiro, decorridas apenas quatro jornadas. O Chefe de Estado justificou a sua decisão, afirmando que os intervenientes da prova máxima do futebol nacional não observavam as medidas de prevenção da COVID-19.

Filipe Nyusi disse mais: “o futebol precisava de se organizar e, só assim, podia-se retomar o campeonato nacional”.

E não mesmo estava organizado! Aliás, após a suspensão, a Federação Moçambicana de Futebol retratou-se em público que os testes existentes na época haviam esgotado em apenas duas doses realizadas.

Como quem corre contra prejuízo, a Federação Moçambicana de Futebol, a Secretaria do Estado de Desporto e a Liga Moçambicana de Futebol foram à carga. Num encontro que tiveram com o Chefe de Estado, as três entidades, de viva voz, comprometeram-se a envidar esforços para a realização regular dos testes.

Sucede, porém, que o assunto dos testes não tem sido tão transparente pelo menos sob ponto de vista de divulgação de informação, de tal forma que Nyusi manifestou a sua inquietação sobre a situação na penúltima comunicação à Nação. Este cenário parece ter dias contados, segundo a responsável pela Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 no desporto, Adélia Ndeve.

“Em relação ao Moçambola e tantas outras provas, é obrigatório que nos passem os resultados dos testes feitos por cada equipa 48 horas antes da realização do jogo. Se a comissão não tiver o resultado da pré-testagem, tem o poder de interditar a realização dos jogos”, atirou.

Ndeve disse, ainda, que cabe aos clubes procederem à testagem e, à Liga Moçambicana de Futebol, divulgá-los. Se tal não acontecer, advertiu, a Comissão de Monitoria e Controlo da COVID-19 poderá fazer testes aleatórios.

É já esta sexta-feira em que o piloto moçambicano Rodrigo Almeida, de 17 anos, estreia na BMW M2 Cup, em Laustring, na Alemanha, competição com um total de seis provas.

Em Maio, Almeida e outros participantes da BMW M2 Cup tiveram a oportunidade de se familiarizar com os seus novos equipamentos e no traçado de Lausitzring.

Almeida, destaca a organização, é o mais novo jovem piloto a comprometer-se com a BMW M2. Apesar da sua tenra idade, a carreira tem sido marcada por aparições em eventos internacionais, com realce para a participação nas 24 horas de Dubai, em 2021, dirigindo um BMW M4 GT4 sendo um destaque particular.

O jovem piloto também tem experiência nas séries TCR DSG Europe e TCR Ibérico. A BMW M2 Cup oferece à Almeida e a outros talentos a melhor entrada possível no mundo do automobilismo, com enfoque para a série “single-make”.

Para além do moçambicano, esta prova inaugural irá contar com a participação de Czepiel que é a primeira mulher a pilotar um BMW M2 CS Racing.

A jovem polonesa teve um bom desempenho nas séries anteriores e mostrou que pode rapidamente se familiarizar com diferentes carros.

“Mery”, como gosta de ser conhecida, acumulou uma importante experiência no Campeonato Procar NGK UAE no Médio Oriente.

O “BMW M2 Cup” ganha ainda mais tarimba internacional com a confirmação da participação de Davit Kajaia, georgiano de 37 anos que dirigiu o novo BMW M2 CS Racing no lançamento oficial de Lausitzring. “BMW é meu fabricante favorito e esse foi um dos principais motivos pelos quais me inscrevi no campeonato”, diz Kajaia. “É um pacote fantástico e estou realmente ansioso para a temporada.”

Para os organizadores, esta competição promete. “O campeonato está a ganhar forma”, disse Christian Göbel, gerente do projecto assistente da série de marca única. “Claro, ainda há muitas coisas em nossa lista de tarefas, mas já alcançámos alguns marcos importantes com a apresentação dos primeiros oito carros e do primeiro conjunto de pilotos. Agora, iremos revelar o restante de nossos parceiros e motivadores passo a passo. ”

A qualificação para as  melhores posições de partida para as duas corridas, que começam às 11h: 50 no sábado e no domingo. A duração prevista da corrida são 30 minutos.

A Selecção Nacional de Futsal partiu, esta quarta-feira,  para Tailândia, onde vai participar no Torneiro Continental da modalidade. Na prova, o seleccionador nacional, Faruk “Farukito” Ismael, pretende simplesmente ganhar rodagem em preparação do Torneio COSAFA a realizar-se em Outubro na capital do país.

Tailândia vai fazer, de 25 a 30 do corrente mês, sala ao Torneio Continental de futsal. Moçambique estará lá, integrado no grupo B, com Kosovo, Tailândia e Uzbequistão, países que não permitem que o seleccionador nacional, Faruk Ismael, tenha margens para sonhar alto. Aliás, até que sonhar pode, porque, sabe o técnico, não paga imposto. No entanto, nesta empreitada, nada de estabelecer fasquias.

“Vamos tentar fazer o nosso melhor. Sabemos que vamos encontrar selecções que não são do nível de Moçambique. São selecções que estão a preparar o Mundial. Não vamos com intuito de ir ganhar, se ganharmos, terá acontecido e será um bónus para nós”, observou Farukito ao deixar o claro objectivo de Moçambique na prova.

“Nós vamos à Tailândia para preparar o COSAFA e os adversários que teremos vão conferir-nos tarimba. Este torneio apareceu como um bónus de preparação e vamos aproveitar”, notou.

O conjunto está endiabrado, não obstante o défice competitivo. Aliás, tal como o técnico, os atletas sabem da qualidade dos adversários, mas nem por isso atiram a toalha ao chão.

“Estamos motivados. Não vamos à Tailândia a passeio, mas o nosso foco é a preparação da prova continental”, dissipa José da Silva.

À Tailândia, dos 22 atletas com quem trabalhavam, Farukito leva 18 que foram selecionados às “cegas”, tendo em conta que há quase dois anos que não há competição.

O seleccionador nacional de futsal sabe dos riscos que corre sob ponto de vista de produção, sabe também que, ao voltar, terá de fazer outro “scouting”.

“Baseamo-nos numa convocatória anterior. Ao voltarmos da Tailândia, vamos avaliar o nível de atletas que temos e, se calhar, olharmos para os outros jogadores que cá não estão”.

 

FRESCURA FÍSICA GRANDE CONDICIONANTE

Meses e meses a contemplarem a bola foram-se, desde que a COVID-19 abraçou os moçambicanos. Agora, com olhos para o COSAFA e de malas para o “continental” da Tailândia, Farukito e os pupilos lutam pela recuperação da forma, o que não tem sido fácil e pode condicionar, de certa forma, o desempenho da selecção.

“A condição física tem vindo a melhorar depois de muito tempo sem treinar. Nos primeiros dias, foi um choque, porque estivemos num cenário de espécie de pré-epoca”, anota Farukito, secundado pelos atletas.

“Ficamos muito tempo sem competir, mas estamos numa situação melhor, tratando-se de primeira. Ainda assim, estamos a tentar trabalhar para recuperar a frescura física de modo a que consigamos bater de frente com os adversários”, deseja José Da Silva.

 

CONDIÇÕES LOGÍSTICAS “AU POINT”

O chefe da delegação moçambicana que vai à Tailândia, Amilcar Jussub, garante estarem criadas todas as condições para que o combinado nacional participe na prova da melhor forma possível.

“Está tudo acautelado junto aos organizadores. À nossa ida, vamos sair de Maputo via Qatar e vamos fazer escala em Doha e seguiremos à Tailândia. No regresso, sairemos de Bangkok, escalaremos Doha, Johannesburg e depois Maputo”, explica Jussub a rota da viagem. E, esclareceu as razões de uma viagem longa e, acima de tudo, cansativa: “Esses são os voos possíveis, em função das condições financeiras que temos”.

Estando o mundo a passar por uma terceira vaga da COVID-19, Jussub alerta: “Temos de cuidar um dos outros, porque a Tailândia tem maior índice de casos de positividade da pandemia”.

Os Milwaukee Bucks são campeões da NBA, 50 anos depois. A conquista veio na madrugada desta quarta-feira (21/7), com uma vitória por 105- 98 contra o Phoenix Suns, que fechou a decisiva série melhor de sete jogos em favor do conjunto de Wisconsin.

Apesar de a “franquia” ter dado aulas sobre como construir uma equipa vencedora tendo a desvantagem de estar em um mercado pequeno, uma possível vitória dos Bucks foi questionada em diversos momentos ao longo das últimas temporadas.

Após ter recrutado e desenvolvido Giannis Antetokounmpo – que se tornou um dos jogadores mais dominantes da NBA- e ter construído um elenco digno ao seu redor, trocando por Khris Middleton e assinando com Brook Lopez, os Bucks passaram por eliminações traumáticas, que fizeram os analistas questionarem se esse “team” de Milwaukee era realmente um candidato ao título, ou apenas uma equipa sólida em temporadas regular.

As principais vítimas foram o técnico Mike Budenholzer, cuja estabilidade no seu posto, até o início da série contra o Phoenix Suns, não era garantida, e o próprio Greek Freak. As deficiências do bi-MVP foram amplificadas – a falta de consistência de seu jogo ofensivo e suas dificuldades na linha de lances livres – e começaram a pairar dúvidas sobre sua viabilidade como opção número um de uma formação com pretensões de título.

Com o decepcionante afastamento para o Miami Heat nos “playoffs” da temporada passada e as inevitáveis críticas ao grupo de trabalho, Giannis entrou para a actual temporada com a renovação de contrato pairando sobre a sua figura. O grego iria renovar com uma equipa no modesto mercado de Milwaukee, que vinha somando prematuras saídas em pós-temporada, ou tentar a sorte em pastos mais…abastados, como Miami ou na Califórnia?

Giannis sempre se mostrou uma superestrela relutante, que nunca se sentiria à vontade em um mercado como Los Angeles e Miami. Com a lealdade posta à prova (e um belo incentivo financeiro), Antetokounmpo renovou com os Bucks por modestos USD 256 milhões, o maior salário da NBA, isto por um período de cinco anos. Sem a pressão e a dúvida sobre se a sua maior estrela desde Kareem Abdul-Jabbar permaneceria na cidade, Milwaukee foi ao mercado, reforçar a equipa para mais uma batalha.

Apesar de a “off-season” ter começado com uma decepção, a contratação de Bogdan Bogdanovic não se concretizou por uma falha de comunicação entre o atleta e a directoria do Sacramento Kings , Milwaukee, eventualmente, fecharia uma troca que mudaria os destinos da equipa na temporada 2020-21 da NBA. No dia 17 de Dezembro de 2020, os Bucks enviaram Eric Bledsoe, George Hill e três trocas de primeira “rodada” para o New Orleans Pelicans pelo armador Jrue Holiday. E o resto, como dizem, é história.

Milwaukee registrou um recorde de 46 vitórias e 26 derrotas na temporada regular, varreu o Miami Heat na primeira “ronda” dos “playoffs”, exorcizando o fantasma da temporada anterior, e contou com a “sorte” e grandes performances do criticado Khris Middleton para bater o badalado Brooklyn Nets com um impossível Kevin Durant e um endiabrado James Harden (Kyrie Irving sofreu uma lesão no tornozelo e ficou de fora dos jogos finais da série). Se a sorte é aliada de todo equipa campeã da NBA, ela pareceu ter abandonado os Bucks na final de conferência, contra o surpreendente Atlanta Hawks. No Jogo quatro, Giannis teve uma hiperextensão no joelho esquerdo e perdeu o restante da série, e os Bucks tiveram que, novamente, contar com Middleton, Holiday e seu elenco de apoio para chegar à primeira final da equipe desde 1974.

Contra o Suns, Giannis mostrou toda a sua resiliência, e o que era para ser uma ausência, se tornou uma presença surpreendente, com um jogo completo tanto na defesa quanto no ataque, em uma série que suas principais peças tiveram grandes momentos para ajudar Milwaukee a conquistar seu primeiro campeonato desde 1971, quando a equipa ainda contava com a lenda Kareem Abdul-Jabbar em seu elenco.

No jogo que fechou a série a melhor de sete, Antetokounmpo marcou 50 pontos, colectou 13 ressaltos e fez duas assistências, tornando-se apenas o sétimo jogador a arrancar 50 pontos numa partida da final (a lista é formada por LeBron James, Michael Jordan, Jerry West, Rick Barry, Elgin Baylor, Bob Petit e, agora, o Grego).

Aos 26 anos, o anel de campeão se junta a um currículo que conta com dois prémios de MVP, um MVP das Finais e um melhor defensor da temporada.

Uma jornada que o credencia para a conversa de um dos melhores jogadores de todos os tempos da sua posição. Kareem está orgulhoso.

O internacional moçambicano Jeremias Manjate foi apresentado, terça-feira, como novo reforço da equipa sénior masculino de basquetebol do Vitória de Guimarães, em Portugal.

O poste, de 22 anos, deixa, desta forma, o Sporting dois meses depois de se ter sagrado campeão nacional pelo clube após vitória sobre o FC Porto (86-85) no jogo 5 da final do “play-off”. Os “leões” voltavam a erguer o troféu na Proliga 39 anos depois.

Jeremias Manjate fez, na última temporada, 36 jogos dos quais 18 na Liga Placard, 12 na Proliga, 4 na Taça de Portugal e 2 na Taça da Liga.

Para além do campeonato, Manjate conquistou a Taça de Portugal, em Abril, numa final em que o Sporting bateu o Imortal (83-59) em Matosinhos.

Jeremias Manjate chegou a Portugal em 2015 para jogar no NB Queluz, vindo do histórico Maxaquene após passagem pela Bela Rosa. Mais tarde, representou o Belenenses antes de chegar ao Sporting na temporada 2019/2020. Apesar de ter integrado o plantel dos ‘leões’ nos últimos dois anos, o moçambicano, que actua como poste, foi cedido por duas vezes à Academia do Lumiar, da Proliga.

Jeremias Manjate estreou-se pela selecção principal de basquetebol em Novembro de 2020 na janela de qualificação para o “Afrobasket” 2021, havida em Ruanda. Depois, em Fevereiro último, voltou a ser chamado para representar Moçambique na derradeira fase de apuramento para o “Afrobasket” em Yaoundé, Camarões.

Nestas fases, o poste moçambicano teve uma média de 4,8 pontos, 5.4 ressaltos e 0.4 assistências num total de cinco jogos.

O poste acumulou 77 minutos (15.4 por jogo) com 9/30 nos lançamentos de campo ( 0 em 3 nos tiros exteriores (0 % de aproveitamento), 6 em 8 nos lances livres (média de 75%), 27 ressaltos dos quais 11 ofensivos e 16 defensivos, duas assistências e 24 pontos.

A melhor pontuação foi diante de Angola com 8, numa partida em que contabilizou 23 minutos quadra. Terminou, lembre-se, com 3 em 10 nos lançamentos de campo (30% de aproveitamento),

2 Em 4 na linha de lances livres (50%), 7 ressaltos (dois ofensivos e cinco defensivos) e duas perdas de bola.

Manjate não foi utilizado na última partida diante do Quénia por decisão do seleccionador nacional de basquetebol sénior masculino, Miguel Guambe.

O Lille, conjunto onde evolui o internacional moçambicano Reinildo Mandava, defronta, quinta-feira, 22 de Julho, o Benfica em mais um dos jogos de pré-época dos campeões franceses, inserido no Torneio Algarve.

Três dias depois, ou seja, domingo, o Lille vai medir forças com o FC Porto, no Estádio do Algarve, no seu último encontro de preparação antes de defrontar o Paris SG na Supertaça de França.
É a segunda vez em que os dois emblemas se encontram no Algarve, depois de os franceses terem batido a equipa de Sérgio Conceição, no verão de 2018, por 2-1, na Algarve Football Cup.
Estes jogos seguem aos que os franceses realizaram na Bélgica, onde, no último sábado, 17 de Julho, empataram com o KV Kortrijk a uma bola.  Reinildo esteve em destaque no primeiro jogo de estágio na Bélgica ao anotar o primeiro golo do Lille na vitória sobre o Waasland-Beveren, por 2-0. O Lille intensifica a sua preparação, tendo em vista o jogo da Supertaça da França, a 1 de Agosto, com o PSG, naquela que será a primeira prova oficial da época.

 

EMPATE NO ÚLTIMO TESTE NA BÉLGICA

 Desde os primeiros momentos, os belgas assumiram o controlo da bola e tentaram ultrapassar um bloco defensivo adversário muito bem colocado, uma semana antes do início do campeonato local. Depois de uma primeira combinação entre Xeka e Ikoné, o Lille sofreu um primeiro alerta, mas Sven Botman estava sólido. No entanto, no processo, Chevalier viu-se sozinho e ajustou Léo Jardim (1-0, 19 ‘). O Lille, punido, recuperou o controlo do jogo sem poder ser perigoso. Foi, finalmente, o capitão do dia, Benjamin André, que trouxe a única emoção real para a superfície belga com uma cabeça empurrada para a linha.

Quando voltaram do vestiário, os Dogues voltaram a nove contra dez, após as expulsões de Djaló e Xeka, enquanto os belgas caíram para dez (decisão do treinador). Em menor número, o Lille sofreu e Nlandu salvou o seu povo com um gesto acrobático. Por sua vez, e para os primeiros minutos de preparação, Yusuf Yazici foi interessante com duas chances no seu crédito. Mas, foram os jogadores do KV Kortrijk que tiveram as situações mais quentes, com Gueye ou Fixelles, enquanto os Mastiffs foram forçados a contentar-se com os golpes de génio, como uma abertura brilhante de Gomes para Weah. E, finalmente, graças a uma nova chamada afiada de Timothy Weah, os Mastiffs obtiveram um penálti que Yusuf Yazici transformou com calma (1-1, 84 ‘), permitindo que a sua equipa deixasse a Bélgica com um empate.

+ LIDAS

Siga nos

Visualizações: 18.544