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Edmilson regressa aos relvados um ano depois

Edmilson Dove está de volta aos relvados. O internacional moçambicano que ficou afastado dos relvados desde o início da época passada, devido à uma lesão

Edmilson regressa aos relvados um ano depois

Edmilson Dove está de volta aos relvados. O internacional moçambicano que ficou afastado dos relvados desde o início da época passada, devido à uma lesão

O mundo desportivo está, actualmente, concentrado nos Jogos Olímpicos de Tóquio em curso, à medida que diferentes atletas lutam pela glória. No entanto, à medida que os atletas se empenham pelo sucesso olímpico, nem todos os participantes que terminam no pódio levam para casa a mesma recompensa em dinheiro.

De acordo com os dados adquiridos por Finbold, os atletas de Singapura ganham USD 744.000 por cada medalha de ouro, USD 372.000 pela medalha de prata e USD 286.000 pela medalha de bronze. O dinheiro do prémio de ouro é pelo menos 20 vezes mais do que os USD 37.500 ganhos pelos atletas dos Estados Unidos. Para as medalhas de prata e bronze, os atletas americanos ganham USD 22.500 e USD 15.000, respectivamente.

Entre 12 países seleccionados, os atletas de Singapura ganham o primeiro lugar enquanto os EUA estão na 11ª posição. Noutros lugares, Hong Kong ocupa o segundo lugar, com os atletas a levarem para casa USD 644.000, USD 322.000, e USD 161.000 pelas medalhas de ouro, prata, e bronze, respectivamente.

Os atletas anfitriões no Japão ganham USD 45.200, USD 18.100, e USD 9.045 pelas medalhas de ouro, prata e bronze, respectivamente. A Austrália ocupa o 12º lugar, com os participantes olímpicos do país a levarem para casa USD 15.100 por medalhas de ouro. Os dados sobre os ganhos dos atletas olímpicos são fornecidos por dinheiro com menos de 30.

 

Explicando a diferença nos ganhos em dinheiro dos prémios olímpicos

Apesar de o Comité Olímpico Internacional (COI) gerir os jogos, a organização não paga prémios em dinheiro aos vencedores. Por conseguinte, muitos atletas recebem pagamentos dos seus países, o que explica a grande diferença entre o prémio em dinheiro. No entanto, nem todos os países oferecem um prémio por uma medalha ganha nos Jogos Olímpicos. Por exemplo, a Grã-Bretanha não paga dinheiro adicional por medalhas.

Vale a pena notar que atletas de países competitivos como os Estados Unidos estão a ganhar menos dinheiro do que outros países menos competitivos como Singapura. A variação entre os países competitivos e menos competitivos é demonstrada pela posição actual das medalhas. Por exemplo, ao escrever, Singapura não estava entre os países que tinham ganhado uma medalha nos jogos. Por outro lado, os EUA ocupam o segundo lugar com 61 medalhas, incluindo 21 de ouro.

Além disso, os países que pagam uma elevada quantia de dinheiro ainda estão a tentar estabelecer-se nos Jogos Olímpicos. Portanto, o considerável prémio monetário actua como um factor crítico de motivação para os atletas.

Para os países competitivos, os ganhos dos atletas são substituídos por outras fontes de receita como os endossos das empresas. Além disso, estes atletas têm ganhos monetários e não monetários dos países anfitriões para terem um lugar no pódio. As respectivas associações desportivas pagam bolsas de formação, seguro de saúde e bolsas de estudo universitárias.

Tal apoio financeiro permite aos atletas concentrarem-se no seu treino e desempenho e não serem distraídos por pressões financeiras. Vale a pena notar que as Olimpíadas ocorrem normalmente após quatro anos, o que significa que muito poucos competidores acabam por ganhar dinheiro de patrocínio suficiente para garantir toda a sua carreira.

Com um número limitado de medalhas nas Olimpíadas, muitos atletas não têm a sorte de conseguir patrocínios, endossos e prémios de medalhas. Portanto, em alguns países, os atletas que planeiam participar nos Jogos Olímpicos são patrocinados pelos seus governos, família, amigos, e comunidades locais.

O nigeriano, quase moçambicano, garantiu a liderança isolada da lista dos melhores marcadores, no final da primeira volta, ao apontar o seu 11º golo na vitória da sua equipa, a Black Bulls, diante do Incomáti de Xinavane. A jornada de fecho da primeira volta produziu 12 golos.

A primeira volta do Moçambola 2021 encerrou este final de semana com a disputa da 13ª jornada, que ao todo produziu 12 golos. Ejaita fechou em grande, ainda que pela porta pequena, ao marcar a grande penalidade, inexistente, que deu a vitória dos “touros” diante dos “açucareiros” de Xinavane.

Foi o seu 11º golo apontado na presente edição do Moçambola, aliás, na estreia da sua equipa na principal prova futebolística do país. O jogador tinha antes representado o Clube de Chibuto, em 2018, ano em que apontou apenas um golo, transferindo-se mais tarde para os “touros”. Chegou a ser contratado pelo Costa do Sol, em finais de 2019, mas não chegou a representar a colectividade devido a suspensão das provas nacionais por causa da pandemia do novo Coronavírus.

Este ano, Ejaita tem sido o El-Matador da Black Bulls, ao lado do companheiro Melque, tendo ambos apontado 18 dos 30 golos dos “touros” no Moçambola 2021, ou seja, mais que a metade dos golos.

Ejaita deu o gosto ao pé, e a cabeça, diga-se, nas vitórias diante do Ferroviário de Nampula, AD Vilankulo (onde apontou dois golos), UD Songo (no primeiro hat-trick da prova), Liga Desportiva de Maputo, Textáfrica de Chimoio (onde voltou a bisar) e Ferroviário de Lichinga, a fechar a primeira volta.

Foram 11 golos que dão a liderança isolada do jovem jogador de 21 anos de idade, que procura a nacionalidade moçambicana, por via da Federação Moçambicana de Futebol, por forma a representar a selecção nacional, os Mambas.

 

LAU KING E TELINHO TAMBÉM REGRESSAM DAS FÉRIAS

Quem também regressou aos golos depois de duas jornadas sem marcar é Lau King, avançado da União Desportiva de Songo. A última vez que o jogador tinha dado gosto ao pé, fora na 10ª jornada, na vitória dos “hidroeléctricos” diante do Incomáti de Xinavane, no canavial, por duas bolas a uma.

Assim, o internacional moçambicano fez o seu sétimo golo, alcança Melque, da Black Bulls, e Dje, do Ferroviário de Lichinga, que ficaram em branco nesta jornada, e entra na perseguição a Dayo, do Ferroviário da Beira, que não marcou e continua com oito golos.

Já Telinho, avançado do Costa do Sol, que não marcou nas últimas três jornadas, voltou a facturar na tarde de sexta-feira, no empate dos “canarinhos” diante do Ferroviário de Lichinga. Telinho apontou o seu sexto golo e é um dos três jogadores dos que fazem parte do top-10 a marcar.

Assim, o top-4 dos melhores marcadores da primeira volta fica fechado com Ejaita a liderar com 11 golos, seguido de Dayo com oito, Melque, Dje e Lau King, com sete, Henriques e Telinho, com seis.

 

CINCO JOGADORES EM ALTA NESTA JORNADA

Para além dos três jogadores referenciados acima, a jornada 13 teve outros cinco jogadores que voltaram a festejar um golo, pela segunda vez na presente edição do Moçambola.

Valter e Jafete, ambos da Associação Desportiva de Vilankulo, tinham marcado no jogo da 3ª jornada diante do Textáfrica do Chimoio e voltaram a festejar este domingo, na vitória diante do Desportivo Maputo. Ambos fizeram o seu segundo golo na prova.

O mesmo aconteceu com Luís, do Matchedje de Mocuba, que depois de ter marcado à Liga Desportiva de Maputo na 11ª jornada, voltou a facturar em Songo, apontando o primeiro golo da derrota da sua equipa perante os “hidroeléctricos”.

Aliás, nesse mesmo jogo Sidique fez o segundo golo da partida, o seu segundo na temporada, que deu, na altura, o empate da UD Songo, antes de Lau King dar a vitória aos 92 minutos. Sidique havia marcado ao Incomáti de Xinavane na 10ª jornada.

Também Danilo apontou o segundo golo na temporada após marcar o golo de empate da sua equipa na recepção ao Ferroviário da Beira. O jogador do Textáfrica do Chimoio tinham feito o seu primeiro golo na 10ª jornada, também a fazer o empate na recepção a Liga Desportiva de Maputo.

A fazerem estreia na lista dos melhores marcadores estiveram Maricoa, do Ferroviário de Lichinga, Soares, do Ferroviário de Nacala, Cley, do Ferroviário de Nampula e Fabrice, do Ferroviário da Beira.

 

193 GOLOS APONTADOS NA PRIMEIRA VOLTA

Ao fim das 13 jornadas do Moçambola 2021, 193 golos foram apontados pelas 14 equipas que disputam a prova, com a Black Bulls a contribuir com maior número de golos: 30.

Os “touros” venceram em quase todas categorias da primeira volta, nomeadamente a conquista do título de inverno, com maior número de pontos (33), tem o melhor ataque (30), tem o melhor marcador (Ejaita com 11 golos) e é a segunda melhor defesa, a par do Ferroviário da Beira (ambos sofreram oito golos). Neste item só perdem para o Ferroviário de Maputo que em 13 jornadas sofreu apenas cinco golos.

Depois dos “touros”, os “locomotivas” de Chiveve seguem com 20 golos apontados, fechando o top-3 o Ferroviário de Lichinga e a Associação Desportiva de Vilankulo, com 18 golos cada uma.

O Lille do Internacional moçambicano, Reinildo Mandava, entrou em 2021/22 da melhor maneira possível: com um triunfo, o primeiro troféu da temporada e a primeira Supertaça da sua história.

Este domingo, no estádio Bloomfield, em Telavive, em Israel, o Lille derrotou o PSG por uma bola a zero.
O único golo da partida foi marcado em cima do minuto 45, pelo português Xeka.

O remate forte, um verdadeiro míssil do médio, não deu hipótese a Keylor Navas, guarda-redes dos parisienses, e colocou o Lille em vantagem.
Uma vantagem que o PSG não conseguiu desfazer até ao final.

No segundo tempo, a equipa de Mauricio Pochettino, que não contou com Neymar nem Mbappé no jogo, teve dificuldades em criar oportunidades e o Lille do lateral-esquerdo beirense segurou a vantagem pela margem mínima até ao fim da partida conquistando assim o primeiro troféu da temporada.

Na última edição, o Paris Saint-Germain tinha vencido o Marselha por 2-1, naquele que foi o primeiro título conquistado pelo treinador do PSG, o argentino Mauricio Pochettino.

A pugilista moçambicana, Rady Gramane, foi derrotada este sábado no combate referente aos quartos-de-final da categoria 69-75 Kg dos Jogos Olímpicos de Tóquio, por uma pugilista russa, campeã mundial da categoria. O combate terminou com o resultado de 4-1 para a russa que garantiu a qualificação às meias-finais, afastando Moçambique da possibilidade de conquistar uma medalha nesta competição interplanetária.

A experiência da pugilista russa veio acima em todos os combates, perante uma atleta moçambicana que fazia a sua estreia nas provas dos jogos olímpicos sem, no entanto, facilitar.

O primeiro assalto foi totalmente dominado pela russa Zenfira Magomedalieva, que levou toda a pontuação do júri, mas Rady Gramane deu luta no segundo assalto, mais equilibrado, e onde dois dos cinco juízes deram vantagem à moçambicana, atribuindo o máximo de pontuação de 10, porém insuficiente para contrariar a vantagem que a sua adversária trazia do primeiro assalto.

No terceiro e último assalto, a russa voltou a ser mais forte, todavia Gramane ainda tentou contrariar o favoritismo e a experiência da Zenfira, que queria terminar com um KO, contudo sem sucesso. Com a galhardia da Rady Gramane, os membros do júri foram obrigados a dividir, novamente, a sua pontuação, sendo que, neste assalto, apenas um júri deu a nota máxima à atleta da academia Lucas Sinóia.

Na avaliação final do combate, a russa acabou por conquistar o passaporte para as meias-finais numa vitória por pontos, ou seja, de 4-1.

Rady Gramane entra, assim, na lista dos atletas moçambicanos que ficaram pelo caminho na delegação que representa o país nos Jogos Olímpicos de Tóquio, depois do afastamento de Igor Mogne e Alícia Mateus, na natação; Kevin Loforte, no Judo; Maria Machava, Denise Paruque e Deyse Nhaquila, na vela; Creve Machava, no atletismo e Alcinda Panguana, também no boxe.

Assim, as possibilidades de Moçambique terminar a sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio com uma medalha estão depositadas em Joaquim Lobo, na prova de canoagem, que terá lugar no próximo dia 02 de Agosto.

ALÍCIA MATEUS EM 8º E CREVE MACHAVA MELHORA MARCA

Antes da derrota sofrida pela pugilista Rady Gramane, Moçambique havia perdido outras duas competições, nomeadamente por Creve Machava, que tinha ficado em sétimo na sua prova dos 400 metros barreiras, pese embora tenha melhorado em alguns centésimos a sua marca nesta competição olímpica.

Quem também ficou pelo caminho foi a nadadora moçambicana Alicia Mateus, que não foi além da oitava e última posição da sua série dos 50 metros livres. Mateus fez o tempo de 29.63 segundos, na prova realizada na tarde desta sexta-feira, no centro aquático de Tóquio.

Mateus, que competiu na quarta série perante nadadores que também não avançaram para as meias-finais, não conseguiu melhorar o seu tempo com que se apresentou nesta olimpíada, o de 29.42 segundos, mas esteve melhor no tempo que efectuou nos Mundiais decorridos na China, em 2018, prova na qual fez a marca de 32.48 segundos.

Recorde-se que os Jogos Olímpicos de Tóquio iniciaram a 23 de Julho e terminam a 08 de Agosto próximo.

Artur Comboio já não é treinador do Costa do Sol. A decisão foi tomada depois de um encontro entre a direcção do Matchiki Tchiki e o técnico, que aconteceu no final de mais um empate dos “canarinhos”, desta feita diante do Ferroviário de Lichinga, a uma bola.

Artur Comboio chegou ao comando do Costa do Sol em finais de Abril para substituir Horácio Gonçalves, que acabava de ser nomeado para seleccionador nacional. Encontrou a equipa na oitava posição, com seis pontos, na altura da primeira suspensão do Moçambola devido à pandemia da COVID-19.

Teve duas semanas para preparar a equipa antes da retoma, onde foi a Quelimane empatar diante do Matchedje de Mocuba sem abertura de contagem.

Seguiram-se duas derrotas consecutivas diante do Ferroviário de Maputo, em casa, por 1-2, e na deslocação a Songo, por uma bola sem resposta.

Quando a contestação chegava ao ninho do “canário”, eis que duas vitórias, diante do Desportivo Maputo (2-0) e Ferroviário de Nacala (1-3), apaziguaram a situação e faziam transparecer o ressurgir de um canário que até então estava em voo razante.

Mas a crise não chegou a passar e seguiram-se quatro empates consecutivos, diante da Black Bulls (2-2), Textáfrica do Chimoio (0-0), Liga Desportiva de Maputo (0-0) e Ferroviário de Lichinga (1-1), estas duas últimas caseiras, que fizeram o copo transbordar e apagar o fogo do Comboio.

Terminou assim a odisseia da viagem do Artur no Comboio que o levou ao Matchiki Tchiki, sem glória nem honra, onde conseguiu duas vitórias, duas derrotas e cinco empates, deixando a equipa na 7ª posição provisória, ao fim da primeira volta do Moçambola 2021.

 

O EMPATE “DIABÓLICO” QUE AFASTOU COMBOIO DO MATCHIKI TCHIKI

Foi o primeiro encontro entre “canarinhos” e “locomotivas” de Lichinga no principal campeonato nacional de futebol. Mas o segundo entre Artur Comboio e Antoninho Muchanga. Comboio havia vencido Muchanga na 3ª jornada quando ainda comandava o Incomáti de Xinavane e queria repetir a dose já ao leme do Costa do Sol, mas Elmo não teve cabeça para dar esse gosto a Comboio e por duas vezes desperdiçou.

O Costa do Sol até esteve adulto na primeira parte e não surpreendeu que saísse a vencer, graças ao golo de Telinho, aos 43 minutos, depois de uma excelente jogada do queniano Raymond, que serviu o moçambicano para o seu 6º golo na prova.

Mas no reatar, os pupilos de Antoninho Muchanga voltaram transfigurados, mas quase eram surpreendidos, primeiro por Nilton, que enviou para as nuvens após passe de Elmo e depois por Telinho, que teve pontaria super afinada, e enviou a bola ao poste, quando Danny já estava batido.

Porém o Ferroviário de Lichinga cresceu e acreditou que podia sair do ninho do canário com outro resultado. Aliás, a turma de Lichinga só tinha somado derrotas (5) e vitórias (7) ao longo de toda prova e, se calhar, procurava o empate.

Um empate que chegou aos 70 minutos quando Marcoa, no centro da área, desviou uma assistência de Vivaldo, da esquerda, e deitou balde de água fria no Costa do Sol.

Desta vez não perdeu Antoninho Muchanga, que conquista o primeiro empate na prova, mas agudiza a crise de resultados no ninho do canário, que teve que tomar decisões mais drásticas para procurar se impor na segunda volta do Moçambola 2021.

Morreu o sonho de Alcinda Panguana chegar às meias-finais dos Jogos Olímpicos, na modalidade de boxe, na categoria dos 64-69 Kg.

É que a pugilista moçambicana de 27 anos de idade foi derrotada, esta sexta-feira, pela chinesa Hong Gu, em combate inserido nos quartos-de-final do torneio de Boxe dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, falhando uma presença inédita nas meias-finais do olimpo, que decorre no Japão.

Na primeira vez moçambicana, nos “quartos” dos Jogos Olímpicos, a mulher que fez um KO técnico na sua estreia de sempre, no boxe, não foi capaz de ir mais longe. Faltou, convenhamos, experiência diante de uma chinesa que tem no seu palmarés dois campeonatos asiáticos conquistados – 2017 e 2019, e foi por duas vezes medalha de prata nos campeonatos mundiais (2016, em Astana, no Cazaquistão e em 2019, em Nova Deli, na índia).

A pugilista moçambicana até procurava disfarçar a sua inexperiência através de iniciativas de golpe, sem no entanto ser mais certeira que a sua adversária. Foi assim nos dois primeiros combates.

Ora, no terceiro e último combate Alcinda Panguana apostou tudo no ringue, mas só um KO poderia inverter o resultado, contudo, uma vez mais a experiência da chinesa realçou-se, tendo vencido novamente o assalto.

Não houve mais, os juízes decidiram unanimemente dar vitória à pugilista chinesa, por 5-0, terminando desta forma o sonho de Alcinda Panguana chegar às medalhas, porque caso tivesse atingido as meias-finais teria direito, no mínimo, à medalha de bronze.

Agora, é só depositar toda a esperança em Rady Gramane, que vai entrar em cena para os “quartos” da competição, para defrontar Zenfira Magomedalieva do Comité Olímpico Russo, num combate marcado para este sábado, 31 de Julho, às 11h51 de Maputo (18:51 de Tóquio).

O barreirista moçambicano Creve Machava está fora dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Machava ficou em quinto lugar na segunda série dos 400 metros barreiras, realizada esta sexta-feira com o tempo de 50.37 segundos, abaixo dos  49.54 segundos com o quais entrara para as olimpíadas de verão.

Na sua estreia absoluta no maior evento desportivo do planeta, Machava conseguiu apenas superar o seu melhor tempo desta temporada, fixado em e 52.19 segundos.

Jaheel Hyade Jam, da Jamaica, foi o grande vencedor desta prova com o tempo de 48.54 segundos, seguido do americano Kenneth Selmon com 48.61 segundos.

Na terceira e quarta posições ficaram Hiromu Yamauchi (Japão) e Constantin Preis (Alemanha), respectivamente, com os tempos de 49.21 e 49.73 segundos. Estes quatro primeiros classificados qualificaram-se para as meias-finais da prova dos 400 metros barreiras.

O recorde olímpico, nesta especialidade, pertence ao americano Kevin Young com o tempo de 46.78 segundos, fixado a 6 de Agosto de 1992, em Barcelona, na Espanha.

Já o recorde mundial pertence ao norueguês Karsten Nool com a marca de 46.70 segundos, estabelecido a 1 de Julho do corrente ano.

Prontos! Ficou, uma vez mais, evidente que Moçambique tem atletas de qualidade quanto baste. Tamara Seda arrancou, esta quinta-feira, 23 pontos e foi determinante para a vitória do Primeiro de Agosto diante do Inter Clube no jogo 4 da final do Campeonato Angolano de Basquetebol em sénior feminino, por 67-60.

Tamara foi considerada MVP da final da trigésima sexta edição do “nacional” de Angola. E foi justo, diga-se, depois de grandes exibições. Boa referência, depois de Leia Dongue que fez estragos nas “agostinas”.

Onélia Pérola Mutombene, base, não ficou atrás. Foi forte e fundamental com três tiros exteriores no segundo quarto, numa fase em que as “militares” estavam em desvantagem.
O Inter Clube, com pressão alta, esteve melhor no primeiro quarto, etapa em que venceu por 19_11. As “polícias” fizeram pressão alta, criando dificuldades as “militares” nas saídas sobre pressão.

O segundo quarto já foi mais equilibrado. O D’ Agosto melhor ofensiva e defensivamente, e, no final da primeira parte, o resultado era de 34-34. No final do terceiro do quarto, as “militares” venciam” por 55-48.

O quarto e último quarto foi equilibrado, tendo as “agostinas” sido mais consistentes nos momentos decisivos. Tamara e Onélia fizeram dobradinha, depois de no passado domingo terem conquistado a Taça de Angola.

Gregorio Paltrinieri dominou desde o primeiro instante. O italiano, campeão do mundo dos 800 metros livres, entrou na água com o objectivo de conquistar a medalha de ouro no regresso da distância aos Jogos Olímpicos.

Nos últimos 100 metros, cedeu. E Robert Finke, que até então estava a passar despercebido dentro do anonimato de quem ainda não tem grandes títulos na carreira, acelerou até ser o primeiro a tocar na parede.

O nadador norte-americano de apenas 21 anos, que para os amigos é apenas Bobby, conquistou uma medalha de ouro na estreia em Jogos Olímpicos e apresentou-se ao mundo – numa surpresa que só não é a maior da natação em Tóquio porque Ahmed Hafnaoui, o tunisino de 18 anos, ganhou nos 400 metros livres.

Apesar de ter entrado na final apenas com o 23.º melhor tempo das eliminatórias, Finke foi mais forte do que Paltrinieri, que ficou com a medalha de prata, foi mais forte do que Romanchuk, que ficou com o bronze, e deixou uma candidatura à prova de 1.500 metros livres, onde também vai competir.

Nascido em Tampa, na Flórida, dificilmente Robert Finke não seria nadador profissional. A mãe, Jeanne, nadou pela Ball State University, no Indiana; o pai, Joe, foi treinador do clube St. Petersburg Aquatics, na Flórida; a irmã mais velha, Autumn, nadou pela University of Florida; e a outra irmã mais velha, Ariel, nadou pela Florida State University.

Para além de representar o clube onde o pai era treinador, Robert seguiu o caminho da irmã Autumn e foi através da University of Florida que chegou aos trials norte-americanos, onde assegurou o apuramento olímpico para os 800 e os 1.500 metros livres.

Atleta fundista, especialista nas distâncias mais longas, Robert Finke faz sete a oito quilómetros por treino, sendo que praticamente todos os nadadores de alta competição fazem dois treinos por dia, ou seja, o norte-americano nada entre 14 a 16 quilómetros diários.  Finke, naturalmente, disse que só queria competir nos Jogos Olímpicos. Mas Finke competiu, surpreendeu e ganhou.

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