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Desportistas defendem gestão profissional do ENZ

Fotos: O País

O renomado apresentador e jornalista da “Supersport” da África do Sul, Henrique Aly, entende que o país revelou uma incapacidade de gerir uma infra-estrutura desportiva de grande dimensão.

Aly diz ainda que, sob o ponto de vista da auto-estima, os moçambicanos podem sentir-se feridos, mas este é o caminho para uma gestão mais profissional. “Estamos a fazer a demissão da nossa incapacidade e, se quisermos ser mais rigorosos, da nossa incompetência. Nós herdámos aquela infra-estrutura em 2011 e aquilo que se percebe é que não somos capazes de gerir um ‘bicho’ daquela dimensão”, observou.

É fundamental, nesta altura, olhar para a solução que passa por proceder-se a uma gestão criteriosa que torne o ENZ um recinto sustentável. Esta é a opinião do desportista. “Somos especialistas na repetição de diagnósticos, mas depois nunca nos lembramos da cura. Neste momento, esse passo de se transpassar o estádio para uma entidade, ainda que seja estrangeira, é a cura. Eu vejo isso com muitos bons olhos se estivermos a falar de uma instituição que tem capacidade comprovada”, finalizou.

Figura incontornável no futebol moçambicano, Tico-Tico diz não fazer sentido que a selecção nacional pague uma factura alta da desorganização em termos de disponibilidade de infra-estruturas no país. A lenda do futebol moçambicano critica aquilo a que chama de “falta de sensibilidade” para com uma selecção que deve jogar diante do seu público e ter melhores condições de discutir os resultados.

“É embaraçoso ir jogar em casa emprestada. Isto nunca tinha acontecido antes para além de prejudicar a própria selecção nacional. A selecção nacional teve que jogar em casa onde tem apoio do seu público. Isso permite que tenha possibilidades de se qualificar”, notou o ex-capitão dos Mambas.

E agora? Estamos a seguir o caminho certo ao “trespassar” a gestão do Estádio Nacional do Zimpeto para sul-africanos? “O Estádio tem que ser gerido ao mais alto nível. Eu gostaria, naturalmente, que fosse uma entidade local, mas não havendo capacidade o melhor é que seja quem está em melhores condições. Eu espero que haja uma gestão profissional”.

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