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Deslocados queixam-se de fome nos centros de reassentamento em Cabo Delgado

A população deslocada por conta dos ataques terroristas em Cabo Delgado queixa-se da falta de comida nos centros de reassentamento e queixou-se ao primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, esta terça-feira, durante uma visita à localidade de Nanjua, no distrito de Ancuabe, onde vivem cerca de 500 deslocados.

“Estamos aqui [no centro de reassentamento] há três meses e não conseguimos nada para comer. Estamos a passar fome. Assim, pedimos um grande favor, que o Governo acabe com esta guerra para retornarmos às nossas casas e machambas”, disse Antumane Ibraimo, o único deslocado que interveio no breve encontro que Carlos Agostinho do Rosário manteve com as vítimas.

O primeiro-ministro reconheceu a preocupação dos cidadãos, mas pediu paciência e apelou para que haja aposta na abertura de novos campos de produção nas terras que o Governo tem estado a atribuir.

“Vamos sim apoiar com comida, mas sempre com a perspectiva de nós próprios aproveitarmos esta época para que quando a chuva vier, possamos produzir” alimentos “para comer de manhã, à tarde e à noite, a qualquer momento que quisermos”, pediu Carlos Agostinho do Rosário, ajuntando que as vítimas devem estar num local seguro, garantir vigilância nos centros de reassentamento e apoiar às Forças de Defesa e Segurança.

Além de visitar o centro de reassentamento de Nanjua, no primeiro dia de visita a  Cabo Delgado, o primeiro-ministro reuniu-se com o Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado. A reunião foi alargada aos membros do Conselho Executivo da província.

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