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Deslocados dos ataques armados recusam-se a regressar às zonas origens

Foto: O País

Há mais de seis meses que não se registam ataques armados na região Centro do país. Apesar do calar das armas, os deslocados, que vivem nos centros de acomodação, receiam regressar às suas zonas de origem.

Moisés David Chimoio vive no centro de acolhimento de Mazicuera há dois anos. Fugiu dos ataques armados na região de Mucorodzi, os quais eram atribuídos à Junta Militar da Renamo. Construiu a sua habitação e é no local onde leva uma nova vida. Quando a equipa de reportagem do “O País” chegou, sua mulher e três filhos estavam na machamba.

Moisés sabe que já não se ouvem sons de tiros em Mucorodzi, mas nem pensa em regressar à sua zona de origem.

Numa outra casa, o jornal “O País” testemunhou um ambiente de verdadeira festa. Ao som de um gira-disco, mulheres e crianças procuravam esquecer o sofrimento por que passaram devido aos ataques armados.

Falando ao nosso jornal, disseram sentir-se seguros onde actualmente vivem, além de terem acesso à água e unidades sanitárias.

A cada dia, os mais de cinco mil deslocados procuram reerguer as suas vidas num ambiente de paz e tranquilidade.

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