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Desconhecidos tentam raptar empresário em Maputo

Quatro indivíduos, até aqui desconhecidos, tentaram, sem sucesso, raptar um empresário na tarde de hoje, na avenida Olaf Palm, em Maputo.

O cidadão indiano de nome Adir Mansur, que se fazia acompanhar pela sua esposa e duas crianças, saía do Hotel e Restaurante Taka-Taka quando o facto ocorreu por volta das 14 horas e 30 minutos.

Segundo conta uma testemunha ocular, os raptores se faziam transportar numa viatura cinzenta, de marca Toyota e modelo Mark-X. Os indivíduos portavam armas do tipo AK-47, saíam da avenida Eduardo Mondlane em direcção a avenida Maguiguana e ao chegarem ao local, dois desceram do carro, para interceptar a vítima.

“O senhor (a vítima), apercebendo-se do que estava para acontecer, voltou a correr para entrar no restaurante, mas já era tarde, seguiram-no, deixaram cair, e enquanto isso, o carro onde se faziam transportar aproximou-se para facilitar a operação”, contou.

Mas enquanto isso, segundo narrou a testemunha, a mulher e os filhos menores de oito anos, correram para socorrer à vítima. Ela puxava o marido e bloqueava a porta para que Adir Mansur não fosse levado. Já as crianças tentavam ajudar o pai, até que um desconhecido aproximou-se e tirou uma das crianças do local.

Entretanto, na confusão, um dos sequestradores deixou cair a arma, a outra criança apanhou e tentou entrar no restaurante.

“Mas o bandido conseguiu recuperar a arma. Quando nos apercebemos da confusão, tentamos aproximar e eles deram dois tiros para o chão”, disse acrescentando que “eles estavam a vontade, nem parecia que estávamos a gritar, só quando viram que já não podiam continuar, desistiram, entraram no carro e foram embora. Eles não estavam encapuzados e saíram calmamente”.

Nas proximidades há câmeras de vigilância que podem ajudar a localizar os malfeitores. Logo após o sucedido, a Polícia fez-se ao local para investigar o caso.

“Fomos comunicados e prontamente nos fizemos ao local, fechamos todas as prováveis rotas de fuga, mas não tivemos o sucesso que ansiávamos. Os criminosos conseguiram se escapulir”, disse o porta-voz da PRM, Leonel Muchina.

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