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Delma, Madina e Sandra fixam-se no New Mexico Junior College

Fotos: NMJC

As internacionais basquetebolistas moçambicanas Delma Estevão Zita, Madina Camara e Sandra Magoliço irão representar o New Mexico Junior College dos EUA, depois das duas primeiras terem dado nas vistas no Seward County Community College.

Seward County Community College (Lady Saints) foi, é e, decerto, continuará a ser a porta de entrada para jovens talentosas basquetebolistas moçambicanas nos EUA.

Pois, em verdade, e socorrendo-se de números, a instituição baseada em Kansas City é a que mais atletas moçambicanas recebeu no seu bojo: Deolinda Carmen Ngulela, Ilda Chambe, Vaneza Junior, Clitan de Sousa, Sílvia Veloso, Carla Covane, Vilma Covane, Tamara Seda, Manuela Fungate,  Neide Ocuane, Aquila Mucubaquire, Vanda Cuambe, Madina Camara e Hulda Joaquim (ndr: continua no SCCC).

Madina Camara e Delma Zita, o presente do futuro, foram as mais recentes “inquilinas” no Kansas City, deixando, claramente, boas indicações antes mesmo de darem o salto para as “Thunderbids”, neste caso New Mexico Junior College.

Em ano de estreia no basquetebol colegial norte-americano, Delma Zita, tem uma média de 57.5% nos lançamentos de campo (52 lançamentos concretizados em 90 tentados), 34.8% nos tiros exteriores (oito tiros certeiros em 22 tentados), 86.4% na linha de lances livres (19 concretizados em 22 tentados) em 22 jogos.

Mais há mais no que aos seus “targets” nas “Lady Saints” diz respeito: 3.0 ressaltos (65 no total, sendo 15 ofensivos e 60 defensivos), 64 assistências (1.1 por jogo) e igual número de perda de bola e 52 roubos de bola.

A base armadora contabilizou 428 minutos (uma média de 19.5 minutos por partida), entrando para o cinco inicial em dez jogos.

A extremo Madina Camara, produto do Desportivo Maputo, apresentou-se com uma média de 7.9 pontos, 45.5% nos lançamentos de campo (60 concretizados em 132 tentados), 59.2 % na linha de lances livres (29 lançamentos certeiros em 49 tentados) e 35.4% na zona dos 6, 75 metros (17 tiros concretizados em 48 tentados) em 22 jogos.

Madina Camara tem, ainda, o registo de 4.2 ressaltos (89 “rebounds”, no total, sendo 58 defensivos e 31 ofensivos), 1.1 assistência por jogo (24 no global), 21 roubos de bola e 39 “turnovers”.

335 minutos perfazem uma média de 15.9 minutos na quadra, nos quais acrescenta ainda 66 faltas pessoais e duas desqualificações com cinco faltas.

 

DIAMANTES POR LAPIDAR

Com notável evolução, ao sair do Ferroviário das Mahotas (sucursal, diga-se, da equipa principal do Ferroviário de Maputo, bicampeã africana), Delma Zita deu um passo gigantesco ao assumir o papel de base principal da selecção nacional nas janelas de qualificação aos Jogos Olímpicos.

Outrossim, Delma Zita fez parte do “doze” que disputou em 2017 os Jogos da Commonwealth, em Gold Coast, na Austrália, num conjunto então treinado por Leonel “Mabê” Manhique e Deolinda Carmen Ngulela.

Foi, de resto, uma das “rookies” do Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino, em 2019, em Dakar, Senegal, tendo-se apresentado com médias de 3.4 pontos, 2.8 ressaltos e 4.6 assistências.

Fez escola nas selecções de formação, conquistando uma medalha de bronze no “Afrobasket” de sub-18, no Cairo, Egipto, ao lado de um leque de talentos Madina Camara, Carla Covane, Iolanda Pedro Francisco, Verónica Luís Salifu, Bruna da Vitória Argélio, Shelsea Rafael, Cariana Mariamo, Agnes Elisa Chemane, Stela Jone e Zélia Gilberto Banquim.

Nesta prova, na qual “MOZ” foi superiormente conduzido por Leonel “Mabê” Manhique, a base Delma Zita foi a segunda melhor cestinha da selecção nacional, com média de 7, 8 pontos/jogo, tendo sido superada por Sílvia Amadeu Veloso com 16.3.

Segue-se-lhe as peugadas Madina Camara, extremo que despontou no Desportivo Maputo e deu nas vistas no Ferroviário das Mahotas, equipa satélite das actuais bicampeãs africanas.

 

 

Aliás, reza a história, fez parte em 2018, da equipa “B” do Ferroviário que se sagrou vice-campeã nacional, deixando para trás um Costa do Sol sempre à espreita do título, mas a “morrer na praia”.

Camara cumpriu, igualmente, o processo de passagem pelas selecções de formação, ajudando, em 2016, no Cairo, Egipto, a selecção nacional de basquetebol sub-18 a açambarcar a medalha de bronze. Saiu desta prova com média de 7, 3 pontos/jogo, tendo sido a terceira melhor marcadora do país.

Filha do experimentado jogador Octávio Gregório Magoliço, ele que detém o recorde de participações em “Afrobasket’s”, Sandra Magoliço, com impressionante porte físico, é outra atleta que vai jogar no New Mexico Junior College.

Sandra Magoliço  marcou presença, em 2018, junto à compatriota Ester Gomes na NBA Academy Africa, em Dakar, Senegal.

Esta academia tem como objectivo fortalecer habilidades desportivas e de vida das atletas, bem como incuti-las capacidade de liderança.

Sandra Magoliço evoluiu, em 2019, na Tailândia, no Mundial de basquetebol sub-19, terminando a prova com média de 3 pontos, 3.1 ressaltos e 0, 6 assistências por jogo.

Na inédita presença de Moçambique no Mundial, a basquetebolista teve um registo de 25% nos lançamentos de campo (8 em 32), 41. 7% na linha de lances livres (5 em 12) e 22 ressaltos (14 defensivos e oito ofensivos) em 8 minutos na quadra (média de 11.4 minutos).

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