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Degradação de ponte coloca três mil pessoas em risco de isolamento na Zambézia

Foto: O País

Mais de três mil habitantes da região de Inhangome, no distrito de Quelimane, na Zambézia, estão em risco de ficar isolados da cidade, devido ao desabamento parcial da ponte, em consequência da degradação das estacas que suportam o tabuleiro de madeira.

Trata-se de uma ponte com 150 metros, erguida há quatro anos, em 2018, em substituição de uma outra que desabou em 2013. A infra-estrutura, ora em risco de colapsar, devia ter pelo menos uma vida útil de cinco a 10 anos. Ou seja, pelo tempo da sua existência, esperava-se que a mesma ainda estivesse em condições de transitabilidade.

Pela ponte em alusão, transitam habitantes de Inhangome para a cidade de Quelimane e vice-versa, à procura de serviços básicos tais como saúde, água, educação e comércio.

Da Administração Nacional de Estradas (ANE), o “O País” apurou que as estacas que suportam o tabuleiro de madeira não foram devidamente assentados, a quando da sua construção, o que contribuiu para que cedessem à força da água e pressão da movimentação de pessoas, bens e viaturas.

Inhangome é uma zona agrícola, para onde se dirigem várias pessoas a partir da cidade de Quelimane.

Para os transeuntes, a degradação da infra-estrutura pode comprometer a vida de muita gente.

“Estamos tristes com esta situação. Nesta altura da época chuvosa”, a ponte pode ser derrubada “pela força da água. Quando a maré enche, por exemplo, as águas do mar galgam a parte de cima da ponte”, o que condiciona o trânsito de pessoas e bens, disse Diamantino Chico, residente em Inhangome.

Mariano Tavela, uma idosa que residente em Quelimane, e que diariamente se faz ao povoado de Inhangome, para fazer machamba, pediu solução do problema, de modo a evitar o sofrimento para as famílias.

Além do drama a que são sujeitos os habitantes que procuram diferentes serviços na cidade de Quelimane, Mariano Tavela, sente pelas mulheres grávidas.

Para corrigir o problema, segundo uma fonte da ANE, são necessários pilares de betão e um trabalho de engenharia.

“O País” procurou ouvir a Administração de Quelimane, tendo em conta que é o responsável pela infra-estrutura. O administrador Simplício Andrade prometeu pronunciar-se sobre a situação depois de se inteirar da mesma.

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