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Defesa de Guebuza “sem conhecimento formal” do processo do Tribunal de Londres

O advogado de defesa do antigo Presidente da República, Armando Guebuza, reagiu ao despacho da secção comercial do Tribunal Supremo de Londres (Reino Unido), onde o antigo estadista é citado no processo sobre as chamadas dívidas ocultas

Alexandre Chivale diz que quer ele, quer o seu constituinte, tudo o que sabem é através das redes sociais e pela imprensa.

“Tudo o que nós sabemos sobre este facto de que faz referência é através das redes sociais. Desde sexta-feira (21) que temos visto a circular o documento e, da análise que fiz, sem muita perícia, parece-me ser um despacho sanador, ou despacho qualquer de um processo e, portanto, repito, o conhecimento que temos é por via das redes sociais e por aquilo que se tem dito nalguma imprensa” disse Chivale, em entrevista à nossa reportagem.

Aquele causídico disse ainda que, com base na análise feita ao documento posto a circular nas redes sociais, ainda assim, assegura, Guebuza não é réu.

“Nós vimos analisando esse documento e, efectivamente, ele é citado com outras empresas e outras figuras, como terceiro na causa. Alguma imprensa, com alguma malícia, tem estado a dizer que ele (Armando Guebuza) é réu, mas não é o que está ali (no documento) ” explicou.

Sobre o que, efectivamente, o tribunal londrino pretende de Guebuza, Chivale diz desconhecer, justificando com o facto de não ter recebido qualquer comunicação acerca do processo.

“Não sei o que iriam precisar que ele esclarecesse… Alguma imprensa tem estado a dizer que o Tribunal de Londres quer o ouvir. Não sei. Talvez essas pessoas estejam melhor informadas. Aliás, como a nossa Procuradoria-Geral da República nos habituou a colocar as coisas na imprensa, antes de nós sabermos, pode ser que estes jornais saibam com base neste modus operandi da Procuradoria de uns tempos para cá, o que é estranho, mas, prontos, o que lá está, é o que lá está” avançou.

Para a defesa de Armando Guebuza, por trás deste caso, há uma perseguição política protagonizada contra a família do antigo estadista, em particular.

“Aqui é o chamado combate à corrupção, entre aspas, que mais não é, se não uma verdadeira caça às bruxas. Não é, também, senão um ajuste de contas políticas…portanto, temos razões de sobra para repetir que estamos perante um processo de purga política, um processo em que há uma verdadeira judicialização da política e politização da justiça”, sentenciou.

 

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