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Declarado Estado Nacional de Desastre devido à catástrofe na África do Sul

O caos causado pelas chuvas torrenciais em KwaZulu-Natal, África do Sul, é demais para o problema limitar-se só à província devastada, disse o Presidente Cyril Ramaphosa, esta noite, numa comunicação à Nação, durante a qual declarou um Estado Nacional de Desastre e anunciou um plano de mitigação.

Segundo o Chefe de Estado sul-africano, diz a News24, “a designação de um desastre provincial é inadequada para lidar com os danos sofridos em KwaZulu-Natal. Este desastre tem implicações além de KwaZulu-Natal. Os danos no porto de Durban têm um impacto de longo alcance do que apenas em KwaZulu-Natal”.

Cyril Ramaphosa explicou que a tarefa imediata é abrigar as pessoas que foram deslocadas pelas inundações, que mataram, até esta segunda-feira, pelo menos 443 pessoas e outras 63 são dadas como desaparecidas.

A economia mais pujante da África Austral mergulhou num dos maiores dramas da sua história e urge recuperá-la, uma recuperação no meio do susto que ainda ensombra o país, desde que a pandemia da COVID-19 fustigou, sem precedentes, a terra do rand.

Ramaphosa assegurou que os preparativos para fornecer abrigos temporários às pessoas afectadas estão em andamento e espera-se que a construção dessas unidades comece até ao fim desta semana.

Ainda em relação às medidas para mitigar o sofrimento da população, a assistência financeira, através de um sistema de vouchers, está a ser disponibilizada às famílias de modo que reconstruam as suas casas parcialmente danificadas, acrescenta a News24, salientando o Presidente que advertiu sobre a necessidade de não haver espaço para corrupção.

Contudo, “um dos desafios mais urgentes nas áreas afectadas é garantir o fornecimento de água potável, comida e abrigo”, estando em curso, neste sentido, “um extenso trabalho para restabelecer os serviços básicos, como água, electricidade, saneamento e remoção de resíduos em várias áreas” de KwaZulu-Natal.

“Esses esforços estão a ser prejudicados por danos nos principais sistemas de abastecimento de água e inacessibilidade de algumas áreas. Portanto, o reparo em algumas dessas áreas levará tempo”, afirmou o Presidente sul-africano.

Prosseguindo, Ramaphosa informou que o Departamento de Água e Saneamento está a liderar os esforços para restaurar o abastecimento do precioso líquido em diferentes áreas do município de eThekwini, cujas infra-estruturas foram gravemente assoladas.

Na próxima semana, Ramaphosa vai solicitar uma sessão conjunta da Assembleia Nacional para garantir que supervisione as acções de socorro às populações, escreve a News24.

O Fundo de Solidariedade, criado no auge da pandemia da COVID-19, como plataforma para quaisquer acções de ajuda, abrirá uma conta bancária separada para os sul-africanos e parceiros internacionais doarem dinheiro para apoio.

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