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Custo de vida volta a subir em Moçambique

O custo de vida acelerou 0,11% no mês de Agosto passado, contrariando a tendência de deflação (queda de preços) registada nos dois meses anteriores (Julho e Julho), indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A divisão de restaurantes, hotéis, cafés e similares foi a que influenciou a subida geral de preços, ao contribuir no total da inflação mensal com aproximadamente 0,08 pontos percentuais (pp) positivos.

Da análise da variação mensal por produto, destaca-se a subida de preços das refeições completas em restaurantes (1,1%), do peixe seco (3,5%), do peixe fresco (1,8%), do feijão manteiga em grão seco (3,6%), dos veículos automóveis ligeiros novos (0,8%), do pão de trigo (0,5%) e da batata-doce (11,2%).

Este agrupamento, segundo o INE, contribuiu no total da inflação mensal com cerca de 0,27pp positivos.

Entretanto, alguns produtos com destaque para a cebola (12,6%), tomate (5,9%), açúcar castanho (2,8%), gasolina (0,3%), alface (4,8%), carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (1,8%) e couve (2,9%) contrariaram a tendência de subida de preços, ao contribuírem com cerca de 0,28pp negativos.

Relativamente a igual período do ano passado, ou seja, Agosto de 2018, consta que o país registou uma subida de preços na ordem de 2,02%, com as divisões de educação e de saúde, em termos homólogos, a registarem maior variação de preços com 4,38% e 4,33%, respectivamente.
 
INFLAÇÃO ACUMULADA
A poucos meses do fim do ano, o objectivo da inflação anual na casa de um dígito é cada vez mais tangível.

De Janeiro a Agosto de 2019, o país registou uma subida de preços na ordem de 1,18%, com as divisões de restaurantes, hotéis, cafés e similares e de alimentação e bebidas não alcoólicas a serem responsáveis pela tendência geral de subida de preços ao contribuir respectivamente com aproximadamente 0,34pp e 0,32pp positivos.

Desagregando a inflação acumulada por produto, merece destaque a subida dos preços do Pão de trigo, das Refeições completas em restaurantes, de Veículos automóveis ligeiros novos, do Consumo de electricidade, do Feijão manteiga, da Cebola e de Hambúrgueres, pregos, bifanas, cachorros e similares. Estes comparticiparam com 1,00pp positivos no total da inflação acumulada.

Desagregando a variação mensal pelos três centros de recolha que servem de referência para a inflação do país, concluiu-se que a cidade de Nampula teve no período em análise uma variação mensal mais elevada (0,65%), seguida da Beira (0,21%) e Maputo (-0,19%).

Em relação a variação acumulada, a cidade da Beira foi a que teve a maior subida do nível geral de preços com 2,52%, seguida de Nampula com 2,12% e de Maputo com 0,28%.

Já em termos homólogos, a cidade da Beira liderou a tendência de subida do nível geral de preços com 3,98%, seguida de Nampula com 3,55% e por último Maputo com 0,62%.

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