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O académico e escritor moçambicano Narciso Matos lançou, na quinta-feira, na cidade de Maputo, a sua mais recente obra literária, Kusheni, assinada sob o pseudónimo de Musumbuluku Nhuvu. O livro propõe uma viagem pelos últimos cinquenta anos da história de Moçambique, cruzando memória pessoal e história colectiva através da trajectória de uma família moçambicana.

Inspirada em factos e personagens reais, a obra acompanha o percurso de um jovem, da sua companheira e dos seus filhos, tendo como pano de fundo alguns dos principais acontecimentos que marcaram o País desde a Independência Nacional até aos nossos dias.

Durante a apresentação do livro, Narciso Matos afirmou que Kusheni resulta de um esforço de preservação da memória histórica e de valorização das identidades moçambicanas.

“Quando os colonizadores chegaram às nossas terras, tiraram-nos os nomes e, com eles, tiraram-nos o clã, a tribo e o grupo social. Depois disseram que nós não temos história. Musumbuluku procura negar essa falsidade. Procura dizer que temos, sim, um passado, temos um presente e desenhamos um futuro”, declarou.

Segundo o autor, a obra procura evitar que experiências, vivências e acontecimentos marcantes da história nacional caiam no esquecimento, preservando testemunhos para as gerações actuais e futuras.

Na ocasião, o académico, escritor e chanceler da Universidade Politécnica, Lourenço do Rosário, destacou a originalidade da narrativa, observando que Narciso Matos recorre ao personagem Musumbuluku Nhuvu para relatar a sua própria história na terceira pessoa.

Para Lourenço do Rosário, Kusheni ultrapassa a dimensão estritamente autobiográfica, constituindo igualmente o retrato de uma geração que viveu a transição para a Independência, participou na construção do Estado moçambicano e testemunhou profundas transformações sociais e políticas ao longo das últimas cinco décadas.

«A teoria literária consagra diferentes formas de um autor se apresentar como outro, seja através de pseudónimos ou heterónimos. Contudo, neste caso, Musumbuluku Nhuvu remete-nos para uma realidade associada às identidades construídas ao longo da história dos cidadãos moçambicanos nascidos no Estado colonial», referiu.

Kusheni é a quarta obra publicada por Musumbuluku Nhuvu, depois de Ndangu wa Txindi na Musumbuluku (2023), Mishu 1952–1975 (2024) e Matlavi (2025), consolidando um percurso literário marcado pela valorização da memória, da cultura e da identidade moçambicanas.

Através desta obra, Narciso Matos convida os leitores a revisitarem momentos marcantes da história recente de Moçambique, reflectindo sobre a construção da identidade nacional, os desafios enfrentados por diferentes gerações e a importância da preservação da memória colectiva.

 

As cantoras líricas Stella Mendonça e Sónia Mocumbi apresentam, esta noite, às 19h00, no Auditório MUSIARTE, em Maputo, o recital “Golden Opera Duets”, um espectáculo dedicado a algumas das mais emblemáticas obras da ópera e da música vocal erudita.

O concerto reúne composições de Wolfgang Amadeus Mozart, Gioachino Rossini, Gaetano Donizetti e Pauline Viardot, proporcionando ao público uma viagem musical marcada por momentos de grande expressividade artística, virtuosismo vocal e riqueza interpretativa.

O programa integra duetos, árias e peças de câmara que abordam temas universais como o amor, a amizade, o poder, o sacrifício e a redenção, evidenciando a profundidade dramática e a elegância características do repertório lírico europeu.

As intérpretes serão acompanhadas ao piano por Susana Swanenpool, considerada uma das mais destacadas referências musicais da África Austral. A participação da pianista confere maior dimensão artística ao espectáculo, que procura igualmente valorizar o crescimento da música clássica em Moçambique e destacar a importância da formação especializada no desenvolvimento de talentos nacionais.

O recital insere-se na programação cultural da Fundação MUSIARTE, instituição que se tem afirmado como uma referência na promoção da educação musical, da criação artística e da divulgação do património cultural internacional junto do público moçambicano.

Através desta iniciativa, a Fundação MUSIARTE reafirma o seu compromisso com a formação de jovens músicos, a criação de oportunidades de apresentação para artistas nacionais e o fortalecimento do diálogo cultural através da música.

Mais do que um concerto, “Golden Opera Duets” constitui uma celebração da excelência artística e da crescente afirmação da música erudita em Moçambique, proporcionando ao público uma oportunidade singular de apreciar um repertório de reconhecido valor histórico e cultural.

A Fundação MUSIARTE – Conservatório de Música e Arte Dramática dedica-se ao ensino, produção e difusão das artes, promovendo a excelência artística, a educação cultural e a formação de novas gerações de músicos e criadores em Moçambique.

Vários ataques israelitas causaram nove mortos e três dezenas de feridos na cidade libanesa de Tiro, a cerca de 80 quilómetros a sul de Beirute, noticiou esta terça-feira a agência estatal libanesa NNA. Os ataques ocorreram depois de as forças israelitas terem emitido ordens de evacuação de várias zonas da cidade milenar, incluindo pela primeira vez o bairro cristão.

Alguns dos feridos ficaram em estado grave e as autoridades libanesas admitiram a possibilidade de o número de mortos aumentar nas próximas horas, de acordo com agência espanhola Europa Press (EP).

Um dos ataques atingiu na manhã desta terça-feira um bairro de Tiro onde se encontra a mesquita de Rifai, noticiou o jornal libanês L’Orient-Le Jour.

A mesquita localiza-se a menos de 200 metros de um dos locais arqueológicos mais importantes de Tiro, classificada como património da humanidade pela UNESCO desde 1984.

Apenas alguns minutos antes dos ataques, o exército israelita divulgou novas ordens de evacuação para Tiro e várias localidades, bem como para campos de refugiados palestinianos próximos.

“Alerta urgente aos residentes da cidade de Tiro, incluindo o bairro cristão, e aos campos e bairros circundantes”, disse o porta-voz em árabe do exército israelita, Avichai Adrai.

“Perante as violações do cessar-fogo por parte do grupo terrorista Hezbollah e os ataques à frente interna israelita, o exército vê-se obrigado a agir contra ele com força”, avisou.

O porta-voz militar israelita aconselhou os residentes das zonas a sair de casa e a dirigir-se para o norte do rio Zahrani.

“A vossa presença perto de elementos do Hezbollah ou das suas instalações ou meios de combate põe em perigo a vossa vida”, alertou.

Justificou que as alegadas actividades do Hezbollah no bairro cristão de Tiro eram a causa da intervenção militar numa zona que até há pouco tempo tinha ficado excluída das ordens de evacuação.

Os governos libanês e israelita alcançaram na semana passada um acordo sobre um mecanismo para aplicar um cessar-fogo no Líbano, que foi arrastado para a guerra pelos ataques do Hezbollah contra Israel em apoio ao Irão.

O acordo implicava que o Hezbollah pusesse fim aos ataques contra Israel e se retirasse para o Norte do rio Litani.

O grupo xiita libanês apoiado pelo Irão recusou estas condições por o acordo não contemplar a retirada das tropas israelitas do Sul do Líbano nem mecanismos de garantias.

O Hezbollah assegurou, por isso, que manteria as operações, o que levou Israel a continuar os bombardeamentos, incluindo um no domingo contra Beirute.

A capital libanesa deveria estar fora dos objectivos militares israelitas na sequência do acordo e o ataque levou a que o Irão lançasse uma bateria de mísseis contra território israelita.

Os ataques iranianos provocaram uma resposta israelita, desencadeando um intercâmbio de confrontos pela primeira vez desde o cessar-fogo em vigor desde 08 de Abril no Irão, por acordo de Teerão com os Estados Unidos.

Israel e o Irão concordaram na segunda-feira cessar os ataques após uma exigência nesse sentido por parte dos Estados Unidos.

As forças armadas iranianas anunciaram que suspenderiam os ataques, mas advertiram para uma resposta caso Israel continuasse com os bombardeamentos contra o Líbano.

Estes desenvolvimentos ocorrem no meio de conversações entre Teerão e Washington para alcançar um acordo de paz que encerre a guerra desencadeada pela ofensiva israelo-americana de 28 de Fevereiro contra o Irão.

O Irão está há semanas a advertir contra as acções israelitas no Líbano e na Faixa de Gaza sob o argumento de que o acordo de cessar-fogo alcançado em Abril com os Estados Unidos cobria toda a região.

Israel considerou o Líbano excluído do acordo, intensificou os bombardeamentos contra o Hezbollah e acelerou a invasão do País vizinho do Norte.

A artista e fotógrafa italiana Patrizia Bonfanti inaugura, nesta quarta-feira, no Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA), a exposição fotográfica “15 Meticais”.

“15 Meticais” é um retrato sensível e profundamente humano da resistência quotidiana na cidade de Maputo. Através de um olhar atento e poético, a exposição revela os gestos invisíveis que sustentam o dia-a-dia urbano: o trabalho nas ruas, o movimento constante dos chapas, as longas filas e a persistência silenciosa de quem vive do esforço diário.

Entre o ruído da cidade e a azáfama dos transportes colectivos, surgem imagens que captam a dignidade escondida nos pequenos actos: a banana cuidadosamente empilhada, o vidro limpo como tentativa de devolver brilho ao quotidiano, o cobrador que anuncia as paragens enquanto carrega o peso do dia.

Mais do que uma narrativa sobre o trabalho informal, a exposição destaca o orgulho que nasce da luta diária — a luta para sobreviver, sustentar famílias e seguir em frente, muitas vezes com apenas 15 meticais de cada vez.

 

Volvidas 72 horas desde o assassinato do bispo da Diocese de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso, continuam por esclarecer as circunstâncias do crime que chocou a comunidade católica e a sociedade moçambicana. Até ao momento, nem o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) nem a Diocese de Quelimane divulgaram informações sobre os possíveis autores ou motivações do homicídio.

Enquanto decorrem as investigações, a residência episcopal transformou-se num local de peregrinação e solidariedade. Fiéis, líderes religiosos, académicos e representantes de diferentes sectores sociais têm ido ao local para prestar homenagem ao prelado, assassinado na madrugada de sábado.

Entre as manifestações de pesar destaca-se a visita de membros da Comunidade Muçulmana Nativa, que expressaram consternação pela morte de uma figura reconhecida pelo diálogo inter-religioso e pela promoção da convivência pacífica.

“O falecimento do Reverendíssimo Bispo acabou sendo um grande pesadelo para nós. Não há motivos para tirar a vida de um líder que nunca fez mal a ninguém, um homem de convivência e de irmandade. Precisamos que este caso seja esclarecido porque é preocupante para todos nós”, afirmou Augusto Nobre, membro da Comunidade Muçulmana Nativa.

Também o docente universitário Gaudêncio Material destacou o legado de proximidade deixado por Dom Osório Citora Afonso.

“Foi um bispo que aproximava todas as camadas sociais e até visitava comunidades de outras religiões. Transmitia a mensagem de um pastor que procurava unir a sociedade. Não pode haver pessoas destinadas a morrer naturalmente e outras vítimas de assassinatos”, lamentou.

À medida que cresce a expectativa em torno dos resultados das investigações, especialistas defendem a necessidade de um trabalho forense rigoroso para o esclarecimento do caso.

O capitão na reserva Abdul Machava, com formação em Balística, considera que a natureza do crime sugere uma acção executada com elevado grau de preparação. Segundo a sua análise preliminar, baseada nas informações conhecidas até ao momento, a investigação deverá concentrar-se na trajectória do projéctil, na localização dos impactos secundários e nos vestígios deixados pela munição.

“É fundamental que a investigação seja conduzida com base em evidências científicas. A análise da trajectória do disparo, da distância do atirador e dos vestígios balísticos poderá ajudar a construir o perfil do autor e a compreender a dinâmica do crime”, explicou.

Machava alertou ainda para a necessidade de reforçar a componente forense das investigações criminais no País.

“Não podemos continuar a assistir a incidentes desta natureza sem respostas claras. É preciso recolher dados cientificamente sustentados que permitam determinar quem fez, como fez e em que circunstâncias actuou”, defendeu.

A morte de Dom Osório Citora Afonso continua a gerar profunda comoção em Quelimane e em várias partes do País. Reconhecido pelo seu trabalho pastoral, pela defesa da paz e pela promoção do diálogo entre comunidades religiosas, o bispo era considerado uma das figuras mais respeitadas da Igreja Católica na região Centro de Moçambique.

À medida que avançam as investigações, familiares e fiéis aguardam respostas das autoridades sobre um crime que abalou, não apenas a Diocese de Quelimane, mas também a sociedade moçambicana, no seu todo.

A vida, a obra e o legado de Malangatana Valente Ngwenya estarão em destaque no ciclo de cinema “Ao Crepúsculo”, que decorrerá de 6 a 13 de Junho, sempre a partir das 17 horas, no Cine-Teatro Scala, em Maputo.

Sob o lema “Malangatana: Do Grito da Luta ao Brilho do Legado”, a iniciativa reúne sete filmes que oferecem diferentes perspectivas sobre o percurso artístico e humano de uma das mais importantes figuras das artes moçambicanas.

Organizado pela Associação Cultural Scala, em parceria com a Fundação Malangatana Valente Ngwenya, o ciclo integra o programa “Memória, Prática e Catarse: Rumo ao Centenário (1936–2036)”, assinalando os 90 anos do nascimento do artista e antecipando as celebrações do seu centenário, que terão lugar em 2036.

Segundo Mutxhini Ngwenha, membro da Fundação Malangatana Valente Ngwenya, esta iniciativa faz parte de um conjunto de acções destinadas a preservar e divulgar a obra do artista junto das actuais e futuras gerações. O responsável salientou ainda que o cinema constitui uma das formas encontradas para aproximar o público do pensamento, da criatividade e do legado de Malangatana.

A sessão de abertura será marcada pela exibição de “Malangatana Contador de Histórias”, longa-metragem de ficção realizada por Joaquim Lopes Barbosa. Proibido antes do 25 de Abril de 1974 e nunca estreado comercialmente, o filme permaneceu praticamente desconhecido do grande público. A obra conta com a participação de Malangatana no elenco, naquela que é considerada a sua principal incursão na Sétima Arte.

A programação inclui igualmente os documentários e filmes “No Trilho de Malangatana: Do Legado à Memória”, de Maria de Lurdes Macedo; “Pensar Alto”, de Rodrigo Gonçalves; “A Imagem Interior” e “Labirintos da Alma”, de Sol de Carvalho; “Ngwenha, o Crocodilo”, de Isabel Noronha; e “Malangatana (Homelands)”, documentário produzido pela BBC e realizado por Adrian Pennink.

Ao longo de uma semana, o público será convidado a revisitar diferentes momentos da trajectória de Malangatana, desde a sua produção artística e intervenção cultural até à influência que a sua obra continua a exercer sobre novas gerações de criadores, reafirmando a dimensão e actualidade do seu legado na cultura moçambicana.

O poeta e estudante angolano residente no Brasil Francisco Kibonda, conhecido artisticamente por “Maki, o Poeta”, conquistou, na cidade de São Luís, Estado do Maranhão, a 2.ª edição do concurso Slam Odara 2026.

Com a vitória, “Maki, o Poeta” obteve a pontuação máxima e garantiu vaga na final estadual de Spoken Word, marcada para Dezembro, competição que vai definir o representante do Maranhão na etapa nacional de 2027.

Em declarações ao Jornal de Angola, via WhatsApp, Francisco Kibonda afirmou que a conquista representa um sentimento de gratidão e o reconhecimento do trabalho que vem desenvolvendo por meio da poesia e da valorização da cultura africana na diáspora.

O projecto foi fundado em 2021 pelas lideranças femininas e quilombolas Sollamya, Micah e Mila.

Francisco Kibonda é natural de Luanda e nasceu a 14 de Dezembro de 2000. Actualmente, frequenta o 3.º ano do curso de Arquitectura e Urbanismo na Universidade Estadual do Maranhão.

O caso envolve nove arguidos, incluindo a antiga administradora de Xai-Xai. A sociedade civil exige responsabilização e celeridade do processo e alerta para o risco de atrasos processuais comprometerem a confiança dos cidadãos nas instituições de justiça.

O processo relacionado com o alegado desvio de donativos na província de Gaza deverá dar entrada nesta semana no Tribunal Judicial Provincial, três meses após a sua descoberta e detenção de nove altos dirigentes, confirmou a procuradora provincial, Evelina Selimane.

O caso envolve a antiga administradora de Xai-Xai e o director do Gabinete da Governadora provincial, que estao a ser investigado por suspeitas de desvio de donativos destinados a fins sociais, num esquema que terá causado um prejuízo estimado em cerca de 350 mil meticais.

Segundo a Procuradora provincial, o processo encontra-se na fase final de preparação para submissão ao tribunal, marcando o início da fase judicial de um caso que tem gerado forte atenção pública na província.

“Três meses após a descoberta do alegado desvio de donativos em Xai-Xai, o processo deverá dar entrada no tribunal ainda esta semana”, confirmou a Procuradora-chefe provincial.

O caso envolve um total de nove arguidos, todos detidos no âmbito das investigações conduzidas pelas autoridades competentes, e continua a suscitar forte indignação pública, com apelos para que haja responsabilização efectiva dos envolvidos.

A organização da sociedade civil FONGA, que congrega mais de 200 associações, exige celeridade no julgamento, alertando para o risco de atrasos processuais comprometerem a confiança dos cidadãos nas instituições de justiça.

“Perante a gravidade das acusações, a sociedade civil exige celeridade na justiça e responsabilização dos envolvidos”, afirmou um representante da FONGA, sublinhando a necessidade de evitar percepções de impunidade.

O caso de alegado desvio de donativos tem sido acompanhado com expectativa na província de Gaza, num contexto em que cresce a pressão pública por maior transparência na gestão de recursos destinados a acções sociais e de assistência às comunidades vulneráveis.

Os realizadores moçambicanos, Michel William e Marco Ibrahimo, integram a lista dos participantes da Artlist Studio Challenge, uma competição internacional promovida pela plataforma Artlist, que desafia criadores de todo o mundo a desenvolverem conceitos de séries ou filmes produzidos integralmente com recurso à Inteligência Artificial.

A iniciativa reúne realizadores, argumentistas e criadores digitais de diferentes países, oferecendo ao projecto vencedor financiamento para transformar a sua proposta numa produção completa.

Entre os concorrentes destaca-se “Peace Hunter” (Caçador da Paz), um teaser concebido pelos dois cineastas moçambicanos e inspirado numa história verídica. A obra acompanha a jornada de um homem que perde tudo aquilo que deveria proteger. 

Mesmo diante da dor e da devastação, continua a caminhar, atravessando fronteiras físicas e emocionais, memórias do passado e a incessante procura por algo que o mundo insiste em afirmar que não existe: a paz.

O “teaser” apresenta uma narrativa visual intensa, construída a partir de cenas que se desenrolam numa aldeia marcada por conflitos, perdas e desafios humanos profundos. As imagens exploram temas como deslocação, sobrevivência, esperança e resiliência, oferecendo ao público uma reflexão sobre as consequências dos conflitos e a busca pela reconciliação.

Para a produção do teaser, Michel William e Marco Ibrahimo recorreram a ferramentas avançadas de Inteligência Artificial, explorando novas possibilidades criativas para a construção de cenários, personagens e ambientes cinematográficos. O resultado demonstra como as tecnologias emergentes podem ser utilizadas para contar histórias relevantes e socialmente impactantes, sem perder a sua dimensão humana e artística.

A participação dos dois realizadores representa também um marco para a presença moçambicana em plataformas internacionais dedicadas à inovação audiovisual. Num momento em que a Inteligência Artificial está a transformar os processos de criação artística em todo o mundo, projetos como “Peace Hunter” mostram o potencial dos criadores moçambicanos para integrarem debates globais sobre o futuro do cinema e da narrativa visual.

Mais do que uma competição, a Artlist Studio Challenge constitui uma oportunidade para que histórias locais alcancem audiências internacionais. Com “Peace Hunter”, Michel William e Marco Ibrahimo procuram demonstrar que experiências vividas em comunidades africanas podem gerar narrativas universais, capazes de sensibilizar públicos de diferentes culturas e geografias.

Caso seja selecionado como vencedor, o projecto poderá receber financiamento para a produção da obra completa, permitindo que a história ganhe uma nova dimensão e alcance um público ainda mais amplo. 

Enquanto isso, o “teaser” já se afirma como uma demonstração da criatividade, inovação e capacidade técnica de uma nova geração de realizadores moçambicanos que explora as fronteiras entre cinema, tecnologia e storytelling.

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