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CTA repudia postura discriminatória do ocidente ao suspender voos

A Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique condenou, hoje, o que classifica como “postura discriminatória” do ocidente com suspensão de voos com o país, devido à nova variante da COVID-19.

Nuno Quelhas, presidente da Comissão do Sector privado de Resposta à COVID-19 na CTA A considera que o cancelamento de voos sugere “uma desarticulação e falta de união na luta contra” o novo Coronavírus, que tem afectado de forma severa a vida social e económica de vários países, sobretudo de economias em desenvolvimento, como Moçambique.

“Estas restrições poderão contribuir para a retracção dos investimentos e contracção do fluxo de actividade económica no país”, explicou Nuno Quelhas, em conferência de imprensa.

A CTA entende que o fluxo de viagens para Moçambique poderá fixar-se abaixo dos USD 180 milhões este ano, caso a suspensão continue, sendo o sector do turismo o que mais poderá ser afectado pelas medidas.

Face às restrições impostas devido à variante Omicron, os empresários moçambicanos sugerem a atribuição de incentivos aos que apresentem certificados de vacinação, para estimular a adesão e acelerar o processo de imunização.

A Confederação das Associações Económicas sugeriu ainda que o Governo moçambicano interceda junto dos países da região para a necessidade de levantamento ou racionalização das restrições de circulação em África e na União Europeia.

Vários países suspenderam voos com Moçambique, na sequência da descoberta da variante Ómicron do coronavírus na vizinha África do Sul.

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