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CTA quer apoiar Governo no combate aos raptos  

Foto: O País

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) coloca-se ao dispor do Governo para apoiar no combate aos raptos no país, anunciou, este sábado, o vice-presidente da agremiação, Vasco Manhiça, durante uma conferência imprensa em repúdio aos crimes contra os empresários.

Os empresários moçambicanos têm sido alvo, nos últimos tempos, de vários crimes, com destaque para raptos, o que ameaça o ambiente de negócios, segundo indicou o vice-Presidente das Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Vasco Manhiça.

“Unindo a voz da classe empresarial, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) vem mais uma vez repudiar este acto criminoso e hediondo, cujas consequências afectam não só às famílias das vítimas e à classe empresarial, mas igualmente aos cidadãos moçambicanos no geral, na medida em que uma das vítimas é um cidadão que serve o povo no sector da saúde, um sector já fragilizado pela falta de pessoal médico para cobrir a demanda nacional e pelo impacto nefasto da pandemia da Covid-19”, repudiou Manhiça.

Para o CTA estes raptos só revelam que a criminalidade em Moçambique está a atingir níveis alarmantes, contribuindo para um maior clima de “desespero, incerteza e insegurança”, afectando negativamente o ambiente de negócios e o investimento privado em Moçambique.

“Neste momento de grande tensão, a classe empresarial se coloca, novamente, ao despor do Governo para apoiar no que for necessário. Se for necessário apoio material para capacitar as unidades específicas que lidam com esta matéria de raptos, estamos disponíveis para coordenar uma campanha onde empresários continuem e apoiam o Governo”, completou.

Por seu turno, o responsável pelo pelouro de segurança da CTA, Pedro Baltazar, diz que no âmbito da sua contribuição, já forma entregues aos Ministérios da defesa nacional e do ministério do interior resultado de inquérito feito com outros empresários, incluindo os sequestrados, concedendo informações privilegiadas e sugestões para o combate dos sequestros.

“Nós sugerimos igualmente que a polícia se apetreche de recursos humanos idóneos, desde os serviços de recrutamento, selecção dos agentes que vão lidar com estas matérias tenham outra roupagem e que tenham a formação adequada e não a básica. Queremos que a nossa polícia seja mais preparada. Que não seja de apenas músculos, mas que seja dotada de inteligência nas suas abordagens”, concluiu.

Para o sector empresarial, estes episódios não deixa ninguém a vontade para exercer as suas actvidades e como consequência há muita retração de novos investimentos no país.

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