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CTA afirma que aumento da taxa de juro prejudica o sector produtivo

Foto: Sala de Estudo

O sector privado diz que o aumento da taxa de juro beneficia as gasolineiras e prejudica o sector produtivo. O Banco de Moçambique reiterou ontem que a medida tomada visa prevenir problemas que a economia viria a enfrentar com a subida generalizada de preços.

A subida da taxa de juro de 13.25 para 15.25 por cento pelo Banco de Moçambique, há quase uma semana, nunca agradou ao empresariado que, esta terça-feira, usou de uma reunião virtual, que contou com a representação do banco regulador, para fundamentar aquilo que chamam de injustiça.

“É uma grande preocupação que para o benefício de alguns operadores de combustíveis se prejudique todo sector económico, tendo em conta factor externo, o custo da comoda, que pode, de alguma forma, voltar a baixar”, afirmou Miguel Jóia, membro do pelouro de Política e Serviços Financeiros da CTA.

A CTA vai mais longe, ao afirmar que não vê relação alguma entre as taxas de juros e a inflação. O empresariado prevê, ainda, consequências significativas para as pequenas e médias empresas com implementação da medida.

“Mesmo estas empresas que dão apoio aos grandes projectos vão, também, sentir dificuldades em executar seus projectos e suas encomendas. Sinceramente não vejo nenhuma co-relação entre as taxas de juros e a inflação”, acrescentou Miguel Jóia.

Silvina de Abreu, administradora do Banco de Moçambique, não fez mais, além de reiterar aquilo que o governador Rogério Zandamela já tinha explicado. A medida é preventiva.

“Num cenário em que a inflacção atinge dois dígitos, ficaria com a sua capacidade de poder de compra mais limitado, o que seria um problema muito mais complicado de resolver. Esta medida visa evitar que corramos esses riscos”, explicou Silvina de Abreu, administradora do Banco de Moçambique.

Os intervenientes falavam durante informe da CTA sobre medidas do comité de política monetária e perpectivas para 2022. Na mesma ocasião, o empresariado moçambicano sugeriu a criação de uma comissão em que participem o Ministério da Economia e Finanças, o Banco de Moçambique, a Associação Moçambicana de Bancos e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique.

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