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Cruzeiro de turistas impedido de escalar Maputo

Um cruzeiro transportando 957 pessoas foi rejeitado a fazer turismo em Maputo no passado dia 10 de Dezembro, por negligência dos funcionários do Serviço Nacional de Migração. Em conexão com o caso, sete funcionários da instituição estão subprocesso disciplinar.

Trata-se de uma embarcação turística denominada “Marshal Island”, que atracou no porto de Maputo, no passado domingo e transportava pouco mais de 900 viajantes de várias nacionalidades. Os passageiros pretendiam escalar Maputo, por algumas horas para depois seguir a Durban. Segundo a porta-voz do SENAMI, a intenção dos viajantes foi abortada pelos seus colegas escalados para passar vistos de fronteira no Porto de Maputo por mau atendimento.

O SENAMI disse ter recebido de surpresa a informação referente à rejeição dos turistas, que só foi possível após a embarcação rumar de regresso a Durban, na vizinha África do Sul.

“Recebemos com insatisfação a notícia que dá conta do regresso do cruzeiro que foi rejeitado no Porto de Maputo, por nossos colegas que estavam escalados para atender e conceder vistos de fronteira aos viajantes. Tomamos conhecimento que a embarcação atracou no Porto por volta das 10:40h e, passadas três horas sem o atendimento, viram-se obrigados a retomarem a viagem”, disse Cira Fernandes.

A fonte referiu que, tal como acontece com os aeroportos com a aterragem dos aviões, também nos portos a comunicação acontece da mesma forma.

“Este cruzeiro era de conhecimento das autoridades que iria atracar no Porto de Maputo naquele domingo e naquelas horas, por isso mesmo que foi escalada uma equipa de técnicos para atender e conceder vistos aos viajantes”, disse.

O Serviço Nacional de Migração condenou a atitude dos funcionários e disse que vai responsabiliza-los pelos actos. “Assumimos que os funcionários, nossos colegas, agiram de má fé pois que não comunicaram as estruturas competentes, ou seja, a direcção de Migração da Cidade de Maputo”, salientou.

As respostas obtidas pelos viajantes foi: “as máquinas para a reprodução de vistos estão avariadas”

A esta informação, o SENAMI diz não ser verdade que os equipamentos estavam avariados.

Neste âmbito, o país perdeu pouco mais de 28 mil dólares com a rejeição dos 564 passageiros que pretendiam escalar a cidade das acácias, ao considerarmos que, cada turista pagaria 50 dólares pelo visto, aos 564 viajantes corresponderia uma receita de 1.692 mil dólares, ao câmbio de 60 meticais.

A embarcação atracou no Porto de Maputo, quando eram 10horas e 40 minutos de domingo, que tinha a previsão de retomar viagem para Durban, às 19 horas. Dos 957 viajantes, 393 eram tripulantes sendo que os viajantes eram compostos de 341 americanos, 131 canadianos, 18 alemães, 14 australianos e 11 britânicos.

 

 

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