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Críticos da Força Local estão a baralhar comunidade internacional, diz Nyusi

Foto: O País

O Presidente da Frelimo diz que os comentários negativos sobre a Força Local que combate o terrorismo em Cabo Delgado confundem a opinião pública e baralham a comunidade internacional. Filipe Nyusi reitera que o grupo, constituído por combatentes e jovens voluntários, está a ajudar a combater o mal e a proteger as populações.

Foi durante a cerimónia de abertura da VI Conferência Nacional da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN) que Filipe Nyusi voltou a falar da Força Local. Para o Presidente da Frelimo, não faz sentido que haja pessoas a fazer críticas aos combatentes que estão a defender as populações e a ajudar as Forças de Defesa e Segurança, identificando, inclusive, os terroristas.

“Não vamos aceitar que, quando os terroristas estão a ser perseguidos, estejamos a cometer infracções. Os combatentes da Força Local vivem nas aldeias, estão ao lado das Forças de Defesa e Segurança, da Polícia, dos nossos parceiros e sabem quem é o terrorista. Não iriam matar os seus familiares. Se têm dúvidas, perguntem às pessoas no terreno, ao invés de confundir a opinião pública e baralhar a comunidade internacional”, rebateu, para depois continuar dizendo que “Rendemos homenagem aos combatentes das Forças Locais, cuja acção tem contribuído para pôr término às injustiças e aos crimes hediondos perpetrados pelos terroristas”.

 

“PAÍS ESTÁ ATENTO À QUESTÃO DOS DIREITOS HUMANOS”

O também Presidente da República disse que o seu Governo está atento às acções no terreno e que não irá permitir que haja violação dos direitos humanos. “Quando os pensadores falam de atacar e violar as comunidades, os direitos humanos, o país está atento, porque concordamos com o respeito dos direitos humanos. Qualquer sinal que existir, seremos nós os primeiros a intervir”, garantiu.

 

MAIS DE 88 MIL COMBATENTES RECEBEM REGULARMENTE PENSÕES

Perante os 492 participantes da conferência, dos quais 386 delegados, Nyusi disse que o seu Governo está sensível à situação do combatente. O Presidente do partido no poder reconheceu ainda que há muitos combatentes que têm direito à pensão, mas não se apresentaram aos órgãos competentes.

“O Governo conseguiu registar 97 867 veteranos da Luta de Libertação Nacional, no Ministério dos Combatentes e, destes, 88 299 já têm as suas pensões. Uma parte dos combatentes que foram registados não receberam as suas pensões fixadas, porque não se dirigiram às autoridades para as levantar. Notamos esse cenário nas províncias e até aqui, na Cidade de Maputo, onde há muitos combatentes que não levantam as suas pensões e, como forma de reverter esse cenário, demos orientações, de modo a que se possa procurar esses combatentes”, referiu.

Uma vez que se celebrou, esta segunda-feira, o Dia Mundial de Luta Contra a Malária, Filipe Nyusi aproveitou a ocasião para reiterar a importância do uso da rede mosquiteira e da eliminação dos charcos para o combate à doença.

“Os indicadores reduziram, no último ano, a 8%. Também reduziram as mortes devido à malária. Contudo, nos preocupam os indicadores de internamento de crianças menores de 5 anos e mulheres grávidas, que têm tido malária severa”

Recorde-se que as províncias da Zambézia e Nampula são responsáveis por 50 dos casos de malária no país.

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