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Crise de água leva à disputa de poço em Nampula

A crise de água que se vive na cidade de Nampula traz outros contornos bem curiosos: dois homens disputam um furo de água, depois de acordos entre ambos que supostamente não foram cumpridos. O caso chegou à Polícia.

Bairro de Muatala, unidade comunal de Cossoro. Em 2017, iniciava uma parceria entre dois moradores do mesmo quarteirão que culminou com a abertura de um furo no quintal de um deles, de nome Isac Roque, depois de um investimento de 350 mil meticais suportado pelo outro no talhão alheio.

O queixoso, que agora considera-se vítima de invasão da propriedade privada, diz que o furo foi aberto no seu quintal porque depois de estudos geofísicos concluiu-se que na sua parcela ocorre um lençol de água subterrânea e para não se fazer o furo na rua, o maior foi entrar num acordo para que fosse aberto no quintal de Isac Roque.

O acordo verbal havido na altura foi no sentido de construir-se um depósito elevado para, primeiro, fornecer água gratuitamente ao proprietário do terreno e depois ao dono do furo e por último outros vizinhos. Entretanto, com o andar do tempo não aconteceu o combinado e dai começou o conflito entre ambos.

“Desistiu do furo no ano passado e não me disse qual era a razão. Decidi reunir o valor, comprar uma bomba e passei a usar com a população. Ele veio no dia 31 alegando que ia fechar o furo, mas nesse dia pedi que não fechasse para sentarmos para negociações”.

Apesar do alegado apelo, o proprietário decidiu mandar os sues homens para encerrarem o furo, tendo colocado cimento em quase toda a profundidade. Isac Roque decidiu levar o caso à polícia, alegando invasão da propriedade privada.

“Eu levei estas intimações, não é pelo facto de ter fechado o furo, é a invasão da minha privacidade”.

Fomos ao encontro do acusado que preferiu falar em anonimato, tendo acusado o seu antigo parceiro de falta de honestidade. “Repentinamente ele removeu a bomba e foi deixar na minha casa, alegando que não estava satisfeito e não me deu nenhuma satisfação plausível sobre porquê estava a fazer tal acto, em 2017. Eu achei melhor encerrar aquilo que me pertence e fi-lo da forma como fiz”, disse.

Segundo explicou, a abertura do furo-lhe custou 350 mil meticais em 2017. O problema acaba ganhando outras proporções por causa da crise de água que se vive na cidade de Nampula.

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