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Crentes voltam com orações para que igrejas não voltem a fechar

Foto: O País

Hoje, foi o primeiro domingo de cultos presenciais após a reabertura das igrejas. Os crentes, que de forma tímida se fizeram à casa de Deus, levaram consigo mensagens de esperança e perseverança, mas, mais do que isso, os fiéis oram para que as igrejas não mais voltem a fechar as suas portas.

Para os crentes, os locais de culto são de grande importância em momentos de atribulação, como estes com COVID-19 e o terrorismo que assola o país, e por isso, apesar de fazerem as suas preces em casa, os crentes sentem-se de mãos atadas.

“Em casa, oramos através dos nossos telefones, vemos TV ou lemos a pregação dos nossos pastores, em comunhão com a nossa família, mas não é a mesma coisa que estar na igreja. Estar na casa do Senhor e junto dos irmãos a adorarmos a Deus é diferente, por isso não gostaríamos de voltar a passar pela mesma situação, pelo que oramos pelo fim deste mal, a pandemia da COVID-19”, disse Carolina Manhiça.

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição, chamada também por Sé Catedral, perdeu, na terceira vaga, muitos crentes, segundo o pároco Georgio Ferretti. Foi um momento difícil que os fiéis atravessaram, principalmente por estarem afastados, por conta do confinamento.

“Somos muito felizes de poder retomar o culto, depois de um jejum que vivemos de oração e eucaristia; agora voltamos e com todas as medidas de prevenção e também com força de pedir a Deus para que acabe com a pandemia.”

Os cultos retomaram, mas sob as mesmas condições que as anteriores – o cumprimento rigoroso das medidas de prevenção da COVID-19, o que leva à redução do número de crentes. Por isso, para não deixar de fora os que não podem fazer-se à igreja, continua-se a recorrer à tecnologia.

Na Sé Catedral, têm-se transmitido as missas através do Facebook, que, segundo Georgio Ferretti, têm tido muitos participantes, na sua maioria idosos, pessoas doentes e crianças.

“Oramos e temos fé que, até ao natal, estaremos todos juntos”, exultou.

Igualmente, o secretário da Paróquia do Khovo, da Igreja Presbiteriana, Amone Singa, considera esta retoma como uma oportunidade de juntos poderem adorar a Deus, pelo que insta os crentes a não terem medo.

O secretário avançou que, por causa da pandemia, mesmo com a retoma, a igreja continua com a higienização e com palestras sobre a prevenção a cada fim da missa.

“Hoje, por ser o primeiro dia do culto, estamos aqui dentro, mas, nos próximos, faremos as nossas orações fora, de modo a recebermos mais pessoas”, referiu Singa.

Já na Igreja Anglicana, a terceira vaga não foi tão severa quanto nas outras. Ainda assim, mensagens de perseverança são as que reinam naquele templo, que, logo nas primeiras horas deste domingo, já recebia crentes.

“Estávamos com sede de regressar à casa de Deus, ouvir de perto a palavra e comungar com os irmãos esses ensinamentos”, disse a diaconisa da Igreja Anglicana, Alda Mabunda.

Mabunda encoraja os crentes a não temerem e que orem contínua e permanentemente até que se vença a pandemia da COVID-19.

As igrejas reabrem após terem sido encerradas na primeira quinzena de Julho, no pico da terceira vaga, na qual mais de 30 pessoas morriam em 24 horas, vítimas da COVID-19.

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