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Crentes renovam orações para fim da violência armada e COVID-19 no país

Foto: O País

No primeiro domingo do ano 2022, centenas de crentes na cidade de Maputo foram à igreja para, dentre várias razões, agradecer àquele que se acredita ser o criador do céu e da terra, por tê-los feito chegar a 2022 e orar para o fim dos males que assolam o país.

A libertação da pandemia da COVID-19, que assola o país e o mundo desde finais de 2019, e do terrorismo em Cabo Delgado e que, agora, tende alastrar-se para Niassa, estão entre as principais orações dos fiéis.

Para a paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Sé Catedral, 2021 foi um ano de muitas perdas, foi um ano em que a congregação perdeu vários membros por conta da COVID-19, e este ano os crentes não querem voltar a viver momentos iguais.

“O ano passado foi de muita desgraça, por isso, nesta primeira missa do ano, da Epifânia do Senhor, pedimos-lhe que seja um ano de libertação e anulação de todo mal, como a pandemia da COVID-19; oramos por um basta a todos esses males na sociedade”, disse Padre Geórgio Ferretti, Pároco da Sé Catedral.

No entanto, os fiéis sabem que não se deve deixar tudo nas mãos de Deus, que eles mesmos têm um papel importante, tanto para o fim da pandemia, bem como para o fim das guerras, é por isso que o padre Sérgio Bambo, pároco da Igreja Anglicana, São Cipriano, evangelizou para que houvesse paz nos corações dos fiéis.

“Devemos amar-nos uns aos outros, semear a paz para também colher a paz. Devemos distanciar-nos de guerras que não nos levam a lado algum, que só semeiam luto e dor. Este ano, devemos focar-nos nesses aspecto, mais do que pedir a Deus”, disse o Padre Geórgio Ferretti

Dos planos de 2022, para as igrejas continua a aposta nas tecnologias para melhor pregação da palavra de Deus, uma vez que, em 2020 e 2021, as igrejas se viram obrigadas a reinventar-se para que a fé dos cristãos não fosse abalada.

A secretaria-adjunta da Igreja Presbiteriana da Paróquia de Khovo, Anina Terafina, tem fé de que 2022 será um ano em que o mundo vai ficar livre da COVID-19, mas, enquanto isso não acontece, já que as visitas semanais às casas dos crentes estão interditas, e há algumas restrições nas igrejas, continuarão a ser usadas as redes sociais e outras plataformas para interagir com os crentes, fazer orações e pregar a palavra de Deus.

“Foi isso que fizemos nos últimos dois anos, deu certo, paramos de vir à igreja, mas não paramos de colocar a nossa fé em prática e essas plataformas foram muito úteis, por isso iremos continuar com esses métodos”, avançou a crente.

Os crentes oraram ainda para este ano por mais amor, paz, prosperidade, sucesso, fé e muitas bênçãos aos moçambicanos.

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