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Covid-19: Receio de propagação do coronavírus causa enchentes nos supermercados e mercearias da capital

Por temerem dias piores com a propagação do coronavírus, famílias correm a procura de adquirir a maior quantidade possível de produtos alimentares e higiénicos nos supermercados e mercearias da capital.

O receio de propagação do coronavírus já se faz sentir na cidade de Maputo, com a procura pelos produtos da primeira necessidade e de higiene. Este sábado por exemplo, a baixa da capital esteve um verdadeiro caos, com um movimento desusado caracterizado por filas longas, lojas lotadas e muito engarrafamento nas vias de acesso.

“Todas mercearias estão cheias”, explica Jéssica Mabika, que desde sexta-feira procura reforçar a sua dispensa. ”Receio que nos próximos dias não possamos sair de casa, por causa desta pandemia, vou comprando tudo que poder” frisou.

Numa outra mercearia concorrida, houve necessidade de intervenção da polícia municipal para organizar a fila. “Eu só vim para comprar um produto não esperava essa fila toda, nem no final do mês temos um movimento assim” desabafou Salvador Mutumbela.

Teresia Regnifridi é da Tanzânia e missionária de igreja nossa senhora de Fátima de Naamacha, habitualmente tem feito as compras na fronteira entre Moçambique e Eswatini mas pelo medo da propagação do vírus que já esta naquele país optou pela baixa da cidade.

“Vim de Naamacha até aqui para comprar produtos alimentares e de higiene, tenho que levar muitas quantidades porque podem nos mandar ficar em quarentena, na Tanzânia, meus familiares já estão em casa fechados”, disse a irmã da igreja.

“Estamos surpreendidos com esta enchente não esperávamos, mas estamos preparados para atender todos” disse revelou Muzamane Augusto, gerente do supermercado recheio.

Para evitar aglomerado de pessoas no interior do supermercado recheio, a gerência optou por organizar as filas do lado de fora e desinfetar todas pessoas que entrassem na loja.

“Estamos a implementar as medidas que Presidente da República recomendou, dentro da loja entram cinco pessoas de cada vez”.

Os armazenistas não descartam a possibilidade de limitar as compras de produtos por pessoa caso haja eclosão da doença.

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