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COVID-19: Ministério da Educação descarta anulação do ano lectivo 2020

Ainda que se prolongue o Estado de Emergência, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano diz que o ano lectivo 2020 não está perdido porque as aulas por televisão, rádio e outras plataformas revelam sucesso.

30 de Abril é o último dia do Estado de Emergência em Moçambique e há de quase todos os lados, incertezas sobre o prolongamento desta fase como forma de conter a propagação do novo coronavírus no país.

Ainda que se estenda o período do Estado de Emergência, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano descarta a anulação do ano lectivo.

“Aí nós não consideramos o ano lectivo perdido, mas estamos aqui no campo das suposições porque não sabemos que orientações virão mais adiante” afirmou Gina Guibunda, porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, acrescentando que caso se prolongue o Estado de Emergência “continuaremos a ministrar as nossas aulas, usando, também, todas estas plataformas”.  

E as plataformas usadas para as aulas são a televisão, a rádio e a internet que, segundo as autoridades da Educação são um sucesso, mas não se sabe se os alunos estão ou não a acompanhar as aulas.

“É verdade que ainda temos um desafio no sentido de apurar se, de facto, os nossos alunos tem estado a resolver os trabalhos e quantos estão a estudar”, duvidou Gina Guibunda. 

Além da monitoria, preocupa a forma como são leccionadas aulas nas zonas recônditas, onde não há acesso à energia e muito menos internet, porém, a porta-voz do Ministério da Educação tranquiliza. 

“Os professores, em grupos pequenos, têm ido às escolas, elaborado textos de apoio assim como fichas de exercícios e os pais e/ou encarregados de educação são contactados para irem lá buscar e depois fazem chegar aos seus filhos”, explicou a porta-voz do pelouro da Educação, revelando, igualmente, que foi definido que uma parte do valor do apoio directo às escolas será usado para apoiar “os alunos que não tenham capacidade de poder reproduzir essas fichas”.  

Sobre alguns erros cometidos por alguns professores que leccionam as aulas na televisão e na rádio, Gina Guibunda diz ser normal. “O professor que é professor sabe que mesmo sem estar em frente a uma câmara está susceptível de quando em vez, cometer alguma falha e a ela (a falha) é cometida por quem trabalha”, justificou Gina Guibunda.   

Entretanto, com o método de aulas à distância, o Ministério da Educação garante que os professores estão a receber seus salários sem nenhum desconto. 

 

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