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O alerta foi dado pelo Serviço Nacional de Saúde britânico depois de se terem verificado reações em dois funcionários do sistema de saúde, que recuperaram logo depois terem sido tratados. O conselho aplica-se a quem sofra reações a medicamentos, comida ou vacinas, escreve a Euronews.

A Rússia avança com a vacinação com a sua Sputnik V. Milhares de inoculações têm estado a decorrer. A vacinação de médicos e professores começou no fim de semana. Mesmo a Sibéria já recebe os primeiros lotes.

Segundo a Euronews, um dos responsáveis pela vacina, Alexander Gintsburg, nega a ideia de que quem é vacinado deve abster-se de beber álcool durante dois meses e evitar tomar imunossupressores, conforme foi pedido pela vice-primeira-ministra para saúde, Tatiana Golikova.

“Eu percebo que temos que fazer algo. Os números aumentam continuamente e nada melhora. Ao mesmo tempo penso que as pessoas acabam se reunirem em casa. Ou seja, não podem sair num ambiente controlado e vão estar num ambiente não controlado em casa”, disse Alexander Gintsburg.

A vacina contra o novo Coronavírus só atingirá o objectivo pretendido se for disponibilizada no mundo e adoptada uma abordagem coordenada da sua administração baseada nos factores de risco, defendeu o Chefe do Estado e Presidente em exercício da SADC, Filipe Nyusi, durante a 31ª sessão especial e virtual da Assembleia Geral da ONU, em resposta à pandemia da COVID-19.

No seu discurso, recentemente, Filipe Nyusi falou das medidas que África, em particular Moçambique e SADC, colocaram em prática para contrariar os efeitos da pandemia. Mesmo assim, não foi possível evitar o abrandamento da economia e o agravamento da inflação, o que piorou “ainda mais as desigualdades”.

Segundo o Presidente da República, “o impacto da COVID-19 nas nossas economias e no sistema de saúde terá efeitos duradouros, cuja inversão, a médio e longo prazo, exigirão esforços adicionais”.

Filipe Nyusi manifestou preocupação com o facto de os países do Ocidente serem vergastados, “nas últimas duas semanas”, por “uma segunda vaga do vírus”.

Neste contexto, apesar do optimismo em relação à possibilidade de haver vacina para travar a propagação da COVID-19, o impacto desta continua incerto, bem como “a forma como a vacina será distribuída para assegurar a equidade em todas as regiões do mundo”.

Para o Chefe do Estado, o continente africano acredita que “uma pandemia global requer uma resposta global”.

Assim, “a vacina só atingirá o objectivo pretendido se for disponibilizada em todos os cantos do mundo e se for adoptada uma abordagem coordenada da sua administração baseada nos factores de risco”, declarou Filipe Nyusi, no virtual da Assembleia Geral da ONU.

Nyusi destacou o trabalho da SADC, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), para assegurar que as infra-estruturas de vacinação estejam equipadas para garantir o cumprimento dos requisitos da vacina contra a COVID-19. “Por isso, é desejo dos países membros” da sub-região que “os nossos parceiros de cooperação internacionais apoiem no acesso à tão almejada vacina”.

O Presidente da República apelou ainda às Nações Unidas para que façam o uso do seu mandato e das instituições, desenvolvendo mecanismos que garantam o acesso equitativo à vacina, assim que esta estiver disponível.

Brasil registou, nas últimas 24 horas, 842 mortes devido à COVID-19 e 51.088 casos de infecção, anunciou o Ministério d Saúde do Brasil citado pelo Notícias ao Minuto.

Actualmente, o país conta com 6.674.999 pessoas infectadas e 178.159 óbitos desde a chegada da pandemia no Brasil.

Segundo o Notícia ao Minuto que cita o último boletim epidemiológico do Governo brasileiro, a taxa de incidência da COVID-19 aumentou para 85 mortes e 3.176 casos por cada 100 mil habitantes.

Entre as 27 unidades federativas do Brasil, as que concentram mais mortes são São Paulo, (43.282), Rio de Janeiro (23.270), Minas Gerais (10.345) e Ceará (9.738).

Já a lista de estados com mais casos de infeCção é liderada por São Paulo (1.296.801), Minas Gerais (444.800), Bahia (428.024) e Rio de Janeiro (374.753).

No Brasil, país lusófono mais afectado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, mais de 5,8 milhões de pessoas recuperaram da doença e 642.131 casos continuam activos sob cuidados médicos.

O Brasil enfrenta um aumento no número de infecções e mortes, o Governo brasileiro continua sem apresentar um plano definitivo de vacinação contra o novo Coronavírus, o que tem gerado muita pressão por parte de governadores e prefeitos de todo o país, escreve o Notícias ao Minuto.

Os resultados do inquérito sero-epidemiológico realizados em Novembro último, nas cidades de Xai-Xai e Chókwè, província de Gaza, são públicos desde esta terça-feira. “A cidade de Chókwè apresenta a maior seroprevalência na comunidade a nível do país”.

Paulo Arnaldo, investigador principal do inquérito, afecto Instituto Nacional de Saúde (INS), referiu que o perfil de resultados encontrados em Xai-Xai e Chókwè é diferente, o que significa que o vírus se manifesta de forma desigual nas duas cidades da mesma província.

“Na cidade de Xai-Xai, os vendedores de mercados e os profissionais de saúde são os grupos profissionais mais expostos à COVID-19, enquanto em Chókwè os transportadores de passageiros e as Forças de Defesa e Segurança são os principais grupos mais expostos”, explicou o interlocutor.

Segundo Paulo Arnaldo, os resultados podem justificar-se pelo facto “de se registar uma alta mobilidade nas duas cidades, Xai-Xai como um corredor e Chókwè um importante polo comercial” de Gaza.

A nível da comunidade, o apresentador do estudo que referiu “Chókwè apresenta a maior seroprevalência na comunidade quando comparado com todos os locais onde o inquérito foi realizado até ao momento, com 5.3%, seguido de Nampula com 5.0%; e Lichinga e Tete apresentam a mais baixa com 0.7%”.

Reagindo a estes resultados, o Secretário de Estado da Província de Gaza, Amosse Macamo, mostrou-se preocupado com o que a pesquisa sugere, tendo assumido que a província fará de tudo para inverter o cenário.

“Temos que focalizar os nossos esforços e reverter este cenário (…). Os resultados do inquérito inquietam-nos, apesar dos esforços que temos feito”, disse Macamo, reiterando a necessidade de “cumprimento do distanciamento, da desinfecção das mãos à entrada” nos mercados, por exemplo, do “uso obrigatório da máscara”, entre outras acções de prevenção da COVID-19.

Em Xai-Xai, de acordo com os dados do INS, igualmente divulgados esta terça-feira, os comerciantes e profissionais de saúde são os grupos mais expostos à COVID-19, com 5.7 e 5.9%, respectivamente.

Nos estabelecimentos comerciais verificou-se uma taxa de exposição ao novo Coronavírus de 3,3%; nos agregados familiares 3.7% e nos transportadores 3.8%.

Os mercados Central e Limpopo são os mais propensos ao vírus, com 9.2% e 6.7%, respectivamente.

Ainda em Xai-Xai, os enfermeiros (12.3%) e técnicos de laboratório (9.1%) apresentaram maior exposição à COVID-19. Os técnicos de medicina aparecem a seguir, com 5.7%, e o pessoal administrativo com 3.8%.

Nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) apurou-se uma taxa de 1.7%.

Em termos de idade, indivíduos de nas faixas etárias de 15 a 34, 35 a 59 e mais de 60 anos surgiram com maior seropositividade, 4.0, 4.9 e 4.7%. O bairro Patrice Lumumba “B” é mais expostos, seguido pelos Inhamissa “B” (5.5%) e 2° Bairro Comunal (4.9%).

Dezassete escolas primárias e secundárias enceraram as portas, este mês, por ordem da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), devido ao incumprimento das medidas de prevenção e combate ao novo Coronavírus.

De acordo com Tomás Timba, porta-voz da INAE, das irregularidades verificadas no período em alusão, constatou-se a falta de recursos humanos em quantidade e qualidade para responder aos desafios impostos pela pandemia.

A fonte disse ainda que nos 17 estabelecimentos de ensino fiscalizados, havia falta limpeza, termómetros para medição da temperatura dos alunos e utentes, inexistência de cartazes com informações sobre COVID-19, bem como ausência de plano de gestão de entrada e saída de alunos em turnos.

Segundo o porta-voz da INAE, no mesmo período também foram inspecionados 216 estabelecimentos comerciais, dos quais sete empreendimentos turísticos, 16 de restauração e venda de bebidas, 63 bancas e barracas e 10 estabelecimentos de prestação de serviços.

Das 216 instituições, 17 foram notificadas por causa da constatação de irregularidades. A título de exemplo, na província de Nampula, a INAE destruiu 250 caixas de fígado de frango com prazo vencido para o consumo humano.

Na Zambézia três máquinas de jogos de fortuna e azar foram apreendidas por instalação ilegal, enquanto na província de Maputo houve apreensão de 15 caixas de pedaços de frangos, por terem sido contrabandeados.

Ainda na província de Maputo, as autoridades fiscalizaram sete restaurantes e três bottle stores devido à superlotação, funcionamento fora do horário estabelecido, transformação de restaurantes em discotecas, falta de condições higiénicas para a realização de eventos, poluição sonora e inobservância das medidas contra a COVID-19.

Para fazer face ao período da quadra festiva, a partir do dia 15 de Dezembro, a INAE vai realizar uma campanha no sentido de assegurar a observância das medidas preventivas do novo Coronavírus e evitar a especulação de preços.

Quarenta e sete pessoas testaram positivo para a COVID-19 na cidade e província de Maputo, em Sofala e Cabo Delgado. Outras oito recuperaram da doença na Zambézia.

A capital do país foi a que registou maior número de caso (33), seguida pelas províncias de Sofala (10), Maputo (03) e Cabo Delgado (01). O total de indivíduos infectados subiu para 16.373.

Com os oito pacientes recuperados, o cumulativo atingiu 14.437, mais de 88% do total de casos positivos.

Moçambique tem um cumulativo de 136 óbitos devido à COVID-19 e 1.796 casos activos, refere um comunicado do Ministério da Saúde.

A instituição refere que tem estado a observar “um grande relaxamento no cumprimento das medidas de prevenção” do novo Coronavírus e lembra que este “continua a representar um grande perigo” à saúde.

Em África, a COVID-19 matou mais 248 pessoas nas últimas 24 horas, tendo o cumulativo chegado a 54.101.

No continente africano, de acordo com actualização diária do Centro de Controlo de Doenças de África (CDC-África), foram registados 2.271.809 casos, 1.937.982 dos quais recuperados, refere a nota Saúde em Moçambique.

O país europeu (Reino Unido) mais afectado pela COVID-19, com mais de 61 mil mortos e mais de 1.7 milhões de casos positivos é primeiro no mundo a ter autorizado a utilização da vacina anti-COVID-19 desenvolvida pelo grupo farmacêutico norte-americano Pfizer e pela empresa alemã BioNTech e será o primeiro país ocidental a iniciar a sua campanha de vacinação, escreve a Euronews citando a Lusa.

Num comunicado divulgado no fim de semana, o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, citado pela Euronews, disse que os primeiros grupos que irão receber a vacina serão “os mais vulneráveis e aqueles com mais de 80 anos”, bem como os funcionários de lares e residências seniores e do serviço de saúde público britânico.

Segundo as autoridades de saúde britânicas citadas pela Euronews, as especificidades da vacina Pfizer/BioNTech, que necessita de uma conservação a 70 graus negativos, representam um desafio logístico.

Para a Saúde as doses têm de ser transportadas por uma empresa especializada e que o respetivo descongelamento demora várias horas.
O Reino Unido encomendou 40 milhões de doses da vacina Pfizer/BioNTech, o que permite proteger 20 milhões de pessoas, uma vez que esta vacina se administra com duas doses.

Numa primeira fase, estarão disponíveis 800.000 doses no Reino Unido.
Apesar da rapidez com que o regulador britânico aprovou a vacina Pfizer/BioNTech, a directora-executiva do organismo, June Raine, reiterou que “os mais elevados padrões” internacionais foram aplicados.

Três homens de 43, 63 e 75 anos de idade morreram por COVID-19, este domingo e esta segunda-feira, na cidade de Maputo, revelou o Ministério da Saúde. As vítimas são todas de nacionalidade moçambicana.

Duas mortes aconteceram no domingo e uma esta segunda-feira. Os doentes estavam internados. Até o momento, Moçambique registou um cumulativo de 136 óbitos devido à COVID-19, dos quais 105 na capital do país, onde já há registo de 8.520 pessoas infectadas – 7.002 recuperaram.

Dos 647 doentes internados, desde que a pandemia foi diagnosticada, 40 continuam acamados.

“Vinte e quatro estão em estado clínico moderado, 13 em estado grave e três em estado crítico”, diz o Ministério da Saúde, esclarecendo que os enfermos “padecem de patologias crónicas diversas, sendo que as mais frequentes são a hipertensão arterial e as diabetes”.

De acordo com a instituição, mais 82 indivíduos testaram positivo para o novo Coronavírus, elevando o total para 16.013, desde Março último, altura em que foi registado o primeiro paciente infectado em Moçambique.

Das novas infecções, 76 aconteceram no país e seis são “importadas” da vizinha África do Sul.

Ainda de acordo com a Saúde, mais 13 pessoas estão livres do Coronavírus. Sete são da província da Zambézia e seis de Tete. Todos os pacientes recuperados são moçambicanos.

Assim, em Moçambique existe um cumulativo de 14.429 recuperados. Ou seja, acima de 88.4% de todos os infectados (16.013).

Actualmente, o país tem 1.757 casos activos da COVID-19.

Neste momento, 7.505 pessoas observam ainda a quarentena domiciliária e outras 3.363 são contactos de casos positivos em seguimento.

A Saúde diz que já “uma ligeira redução de casos diários” da COVID-19, mas “o número de mortes tende a crescer, com particular enfoque para a cidade de Maputo que continua a registar mais que a metade de todos os indicadores da doença”.

Neste contexto, a instituição reitera o apelo para o cumprimento das medidas de prevenção da doença, “particularmente neste mês festivo de Dezembro. Um eventual relaxamento no cumprimento rigoroso das medidas de prevenção pode ter efeitos devastadores para a saúde de cada um de nós e da sociedade, de uma forma geral”.

Refira-se que a província de Sofala não tem casos do novo Coronavírus. Dos 506 pacientes, um morreu e 505 recuperaram.

Nas últimas 24 horas, o continente africano registou mais 310 óbitos, o cumulativo ficou em 53.853.

“Actualmente em África existem 1.927.697 pessoas recuperadas da COVID-19”, num total de 2.261.589 infectados, segundo a actualização diária do Centro de Controlo de Doenças de África (CDC-África), citado pelo Ministério da Saúde moçambicano.

No mundo, a doença matou 1.541.752 pessoas, das 67.393.283 que testaram positivo. Outras 46.294.963 recuperaram da doença.

O número de mortos devido à COVID-19 em África subiu para 53.853, com registo de mais 310 óbitos, nas últimas 24 horas, de acordo com os dados do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC) citados pela Lusa.

Dados da África CDC indicam que mais 13.320 pessoas foram infectadas, nas últimas 24 horas, elevando o número de pessoas infectadas para 2.261.589 nos 55 membros da União Africana.

O número de recuperados, nas últimas 24 horas, foi de 11.470, para um total de 1.927.697.

O maior número de casos de infecção e de mortos regista-se na África Austral, com 914.769 casos e 23.885 vítimas mortais.

Nesta região, a África do Sul, o país mais afectado do continente, tem 814.565 casos de infecção e contabiliza 22.206 mortes.

O Norte de África é a segunda zona mais afectada pela pandemia, com 786.467 pessoas infetadas e 20.497 vítimas mortais.

A África Oriental contabiliza 283.097 casos e 5.362 mortos, na África Ocidental, o número de infeções é de 210.450, com 2.902 mortos, enquanto a África Central regista 66.806 casos e 1.207 óbitos.

O Egito, que é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista 6.771 mortos e 118.432 infectados, seguindo-se Marrocos, que contabiliza 6.245 vítimas mortais e 379.657 casos de infecção.

Entre os seis países mais afectados estão também a Tunísia, com 104.002 infectados e 3.561 mortos, a Argélia, com 88.252 infecções e 2.499 mortos, a Etiópia, com 113.295 casos e 1.747 vítimas mortais, e a Nigéria, com 69.255 infectados e 1.180 óbitos.

Em relação aos países de língua oficial portuguesa, Angola regista 354 óbitos e 15.591 casos, seguindo-se Moçambique (133 mortos e 16.244 casos), Cabo Verde (109 mortos e 11.063 casos), Guiné Equatorial (85 mortos e 5.166 casos), Guiné-Bissau (44 mortos e 2.441 casos) e São Tomé e Príncipe (17 mortos e 997 casos).

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