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COVID-19 mais agressiva e mortífera este mês

Nos primeiros 19 dias de Julho corrente, a COVID-19 já matou pelo menos 260 pessoas, contra 87 em igual período no início da segunda vaga, em Janeiro passado. Ou seja, matou três vezes mais. O Ministério da Saúde avisa que, se a prevenção continuar a falhar, a situação será mais grave em Agosto próximo.

Na segunda-feira, a directora-adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe, voltou a fazer soar o alarme ao afirmar que a pandemia da COVID-19 está a crescer de forma acentuada, em todos os indicadores, este mês, em comparação com o começo da segunda vaga, em Janeiro último.

Segundo a dirigente, só nos primeiros 19 dias do passado mês de Julho, que coincidem com o início da terceira vaga, o país registou 24.381 novas infecções, 1.132 novos internamentos e 260 mortes, contra 9.628 novos casos positivos, 419 hospitalizações e 87 óbitos em igual período no início da segunda vaga.

Por outras palavras, de acordo com a Direcção Nacional de Saúde Pública, estes números significam que, no início da terceira vaga, houve, em relação à segunda, um aumento de 14.753 novas infecções, 713 hospitalizações e 173 óbitos, uma subida de 153.2, 170.2 e 199%, respectivamente.

Por conta deste flagelo, disse Benigna Matsinhe, a terceira vaga está a ser marcada pela grande pressão sobre as hospitalizações. Consequentemente, das 583 camas disponíveis na Cidade de Maputo, 334, o que representa 57%, já estão ocupadas.

Em relação às outras províncias onde a situação da COVID-19 se deteriorou em tão pouco tempo e tende a tornar-se grave, a directora-adjunta de Saúde Pública explicou: “ademais, no país, há um total de 481 doentes internados devido à COVID-19, dos quais 309 são do sexo masculino e 172, feminino. As idades de 45 a 59 anos, igual ou superior a 60 anos são as mais afectadas pela doença.

Dos indivíduos internados, 296, mais de 61%, estão em estado clínico grave, 161 encontram-se em estado moderado e 24 em estado crítico.

Dos 481 pacientes hospitalizados, 403 precisam de oxigénio para respirar e 24 encontram-se sob cuidados intensivos.

Para a directora-adjunta de Saúde Pública, só um caminho pode evitar o caos no país: a prevenção.

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