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COVID-19 engrossa número de famílias vulneráveis…são mais um milhão

Foto: O País

Há mais um milhão de famílias vulneráveis devido aos efeitos da COVID-19 e outros fenómenos. Este número acresce-se a cerca de quinhentas mil que já recebiam, do Governo, o subsídio social básico. A informação foi avançada, hoje, pela ministra do Género, Criança e Acção Social.

O país celebra de segunda a sexta-feira a semana de protecção social cujo evento decorre na cidade de Maputo, sob o lema: Investir na protecção social é investir no capital humano.

Na abertura do evento, a ministra do Género, Criança e Acção Social revelou que o Coronavírus e outros fenómenos aumentaram o número de pessoas em situação de vulnerabilidade e que recebem apoio do Governo.

“Procedemos o pagamento adicional de três meses aos 592.079 actuais beneficiários dos programas de assistência social e atendemos mais de um milhão de novos agregados familiares, cuja vulnerabilidade foi agravada pelas calamidades, assim como pela COVID-19, através de transferências humanitárias e cabazes alimentares, entre outras formas”, revelou Nyelete Mondlane, ministra do Género, Criança e Acção Social.

O Programa Mundial de Alimentação e o Fundo das Nações Unidas para Infância são algumas das organizações que apoiam na assistência às pessoas vulneráveis, através do subsídio, tendo já beneficiado, em seis meses, 94 mil famílias da Zambézia e Tete, no valor de 1.500 meticais mensais.

“Estamos a apoiar no programa de transferência monetária, dependendo do tipo de resposta e adaptação à emergência. Usamos, também, o programa de apoio à resiliência a famílias moçambicanas nesta pandemia da COVID-19”, disse Antonella D’Aprile, directora do Programa Mundial de Alimentação em Moçambique.

Mais do que apoiar as famílias, a presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastre considera que é preciso repensar as estratégias de canalização dos subsídios para evitar choques.

“A implementação de ferramentas de transferências de renda por novos meios de pagamento e a informatização do registo de beneficiários para programas de resposta de emergência sem deixar nenhum afectado por desastres fora”, indicou Luísa Meque, presidente do Instituto Nacional de Redução do Risco de Desastres.

Além da COVID-19 e os eventos extremos da natureza, o terrorismo em Cabo Delgado e os ataques armados em Manica e Sofala têm engrossado o número de famílias em situação de vulnerabilidade.

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