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Corrupção na INAE pode repelir investidores, adverte ministro da Indústria e Comércio

Foto: O País

Fiscais corruptos podem desencorajar negócios e investimentos no país, considera Silvino Moreno, ministro da Indústria e Comércio. O governante reagia à recente detenção, nas cidades de Maputo e Tete, de dois agentes da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) por corrupção.

Os esquemas de corrupção, a comercialização de bens ou oferta de serviços contrafeitos e a concorrência desleal são alguns problemas que mancham a imagem da INAE.

Falando num encontro com os delegados provinciais da INAE, o ministro da Indústria e Comércio não passou ao lado dos problemas que afectam a instituição sob sua tutela, principalmente a corrupção, e exigiu medidas de prevenção.

“Sucede que, de algum tempo a esta parte, têm sido reportados, de forma recorrente, casos de corrupção, na instituição em que V. Excias são dirigentes. Assim, torna-se imperioso que se instituam mecanismos internos para a sua prevenção e combate, pois esta prática tende a deitar abaixo os êxitos granjeados pela INAE”, explicou o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno.

O governante lembrou ainda que cabe à INAE “a responsabilidade pela manutenção de um bom ambiente de negócios. A existência de fiscalizadores corruptos pode propiciar o abandono de investidores no país, e, por conseguinte, dificultar o crescimento da economia nacional. Por isso, queremos encorajá-los a combater a corrupção”.

Moreno alertou que o Ministério da Indústria e Comércio “vai ser implacável diante de actos de corrupção”.

 

INAE PROMETE MÃO DURA CONTRA ESPECULADORES DE PREÇOS

Em relação ao agravamento dos preços de produtos de primeira necessidade, a nível nacional, que deriva do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, a inspectora-geral das Actividades Económicas, Rita Freitas, prometeu controlar a especulação de preços.

“Estamos com todos os delegados para receber orientações do ministro em relação à questão da subida do preço dos combustíveis, que acaba por afectar os outros sectores de actividade económica e evitar que haja especulação de preço dos produtos”, garantiu Rita Freitas.

No evento, foram empossados João Zatinta, para o cargo de delegado provincial da INAE, na Província de Maputo; Nelson Chamo, delegado provincial em Gaza; e Félix Sulumudine, ao cargo de chefe do Departamento de Auditoria Interna na Inspecção da Indústria e Comércio.

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