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Continua conservação colaborativa entre a África do Sul e Moçambique

Foto: ANAC

Uma série de translocações de fauna bravia permitiu a introdução de 27 espécies zebra e 62 gnus no Parque Nacional do Zinave.

Os animais recém-chegados são oriundos do Kruger Park, na África do Sul, e juntam-se aos mais de 2300 reintroduzidos que estão agora a prosperar no âmbito dos programas de restauração e gestão que estão a ser implementados no Zinave.

Desde 2018, mais de 700 animais foram transcolados sob uma doação do Departamento de Florestas, Pescas e Ambiente da África do Sul para o Ministério da Terra e do Ambiente em Moçambique, apoiados pela Peace Parks Foundation, para repovoar e reconstruir parques-chave dentro da Área de Conservação Transfronteiriça do Grande Limpopo.

A restauração do PNZ tem sido uma das histórias de sucesso de conservação mais notáveis da África Austral. Após décadas de impactos humanos que perturbaram gravemente os 408.000ha ecossistemas naturais do parque e populações saudáveis de fauna bravia, iniciou-se o trabalho de restauração do Zinave à sua antiga glória em 2016, com a assinatura de um acordo de co-gestão entre a Administração Nacional de Áreas de Conservação (ANAC) e a Peace Parks Foundation. Através desta parceria, foram canalizados investimentos significativos para a melhoria da gestão da conservação, a luta contra a caça furtiva, o desenvolvimento de infra-estruturas, turístico e as intervenções de desenvolvimento comunitário.

Com as doações da África do Sul e Zimbabwe, o PNZ já tem 13 espécies, incluindo impala, reedbuck, waterbuck, búfalo, zebra, gnu, girafa, zibelina e elefante, prosperando no seu habitat seguro e abundante, o que permitiu a duplicação do número para perto de 6 000 animais. Com as populações herbívoras a prosperarem, os primeiros predadores, um clã de quatro hienas malhadas, foram reintroduzidos no parque no final de 2020 e já produziram a sua própria descendência.

Os parques nacionais de Kruger e Zinave, respectivamente, constituem âncora do corredor transfronteiriço de vida selvagem do Grande Limpopo. A monitoria da vida selvagem identificou várias espécies, tais como elefantes, leões e cães selvagens, que estão a utilizar esta rota de migração transfronteiriça para aceder a água, alimentos e locais de reprodução.

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