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Confrontos e feridos no velório de Maradona

A despedida do povo argentino a Diego Armando Maradona ficou marcada pelo caos e incidentes na Casa Rosada (sede do Governo) e em várias ruas da capital argentina.

Minutos de tensão foram vividos à entrada do velório de “Dieguito”, em Buenos Aires, na manhã desta quinta-feira, quando vários adeptos invadiram a Casa Rosada, palácio do governo e onde estava o corpo de Maradona em câmara ardente, com o caixão a ter de ser retirado, ficando sobre protecção de militares, escreve a imprensa internacional.

A confusão instalou-se quando a polícia tentou dispersar a multidão que estava fora das filas estabelecidas. Os adeptos forçaram uma das portas de entrada, empurrando a segurança, além de saltarem as grades que protegem a sede do governo. Apesar da intervenção das autoridades, cerca de 200 pessoas entraram no local.

A polícia foi obrigada a utilizar balas de borracha, bombas de gás lacrimogéneo e jatos de água para afastar a multidão, com a família de Maradona a decidir terminar o velório e começar o cortejo para o cemitério.

Segundo a Renascença que cita a imprensa argentina, dentro da Casa Rosada, o Presidente da Argentina, Alberto Fernández, avaliava como poderia continuar a homenagem a Maradona, mas a família decidiu terminar o velório e iniciar o cortejo fúnebre até ao cemitério Jardín Bella Vista, a 40 quilómetros de Buenos Aires.

Considerado um dos melhores futebolistas da história, Maradona morreu aos 60 anos, vítima de insuficiência cardíaca aguda. O corpo de Diego Armando Maradona foi enterrado esta quinta-feira numa cerimónia íntima num cemitério da periferia de Buenos Aires.

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