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Conflito de terra desaloja família em Pemba

Uma das famílias que perdeu a sua casa devido a um conflito de terra, na cidade de Pemba, vive numa barraca construída de bambú, e diz estar confusa com o caso, que supostamente está a sofrer manipulações.

“O País” conheceu a casa da família Atuia antes de ser destruída, e testemunhou as demolições, mas voltou ao quarteirão 24, do bairro Eduardo Mondlane, para ver onde e como vivem as vítimas de um dos maiores conflitos de terra na baia de Pemba.
Composta por oito pessoas, a família vive numa barraca construída de bambús, com menos de 10 metros de comprimento, e cinco de largura.
Entretanto, para além de não acreditar, a família Atuia, que está surpreendida com a decisão do Município, de revogar o Título de Direito de uso e aproveitamento de terra, considera estranho o processo de registo da propriedade localizada no espaço em conflito.
Apesar de várias tentativas de confirmar a revogação do DUAT, a nossa reportagem não conseguiu ouvir o Conselho Municipal de Pemba.

Família traumatizada…

A destruição da casa criou um trauma pra a família Atuia, que deseja conhecer pessoalmente o General Alberto Chipande, para encerrar o caso de forma amigável e pacífica.
A família Atuia perdeu vários bens durante a destruição da casa, no entanto, está mais preocupada com os filhos que supostamente vivem traumatizadas com o que viram no dia das demolições.
A família Atuia espera que o Tribunal ajude, na reposição da sua casa que foi reduzida a um entulho de blocos e ferros. Para evitar mágoas pedem um encontro com o seu actual vizinho, o dono da propriedade.
As demolições de casas no quarteirão 24 foram interrompidas temporariamente, mas a operação poderá retomar, caso não haja um novo acordo, com outras 23 famílias.

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