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Confiança dos empresários na economia abranda

O Indicador do Clima Económico (ICE) em Moçambique interrompeu no mês de Fevereiro, a trajectória ascendente que vinha registando desde Setembro de 2018, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Este registo negativo do ICE deveu-se, sectorialmente, à queda da confiança em todos os ramos empresariais alvos do inquérito do INE, com maior destaque para o sector de alojamento, restauração e similares que registou uma queda significativa. A baixa confiança nesse sector de actividade interrompeu o perfil positivo de sete meses consecutivos que vinha seguindo.

O INE justifica que a avaliação desfavorável da confiança no sector em análise deveu-se à diminuição generalizada de todos os componentes do indicador síntese do ramo, com maior destaque para o volume de negócios e perspectiva da procura que tiveram uma grande amplitude de queda no período em análise. Em linha com o indicador síntese do sector, a perspectiva da capacidade hoteleira diminuiu substancialmente no mesmo período, facto acompanhado pela quebra profunda da perspectiva de preços futuros.

Cerca de 35% das empresas deste sector enfrentaram alguma limitação de actividade em Fevereiro, o que representou um aumento de 4% de empresas com constrangimentos face ao mês anterior, facto que esteve em linha com o indicador sectorial. Os principais factores referidos pelos agentes económicos do sector foram, a baixa procura (43%), a concorrência (20%) e a falta de acesso ao crédito (13%) em ordem de importância.

Já os sectores de transportes e dos outros serviços não financeiros registaram uma avaliação ligeiramente abonatória da confiança das suas actividades face ao mês anterior, realça o Instituto Nacional de Estatística.

O indicador da perspectiva de emprego registou uma queda ligeira no mês em análise, com o seu saldo a situar-se abaixo da média da respectiva série cronológica, uma situação que em média, à uma apreciação negativa da perspectiva de emprego nos sectores de alojamento e restauração, de outros serviços não financeiros, de construção e de comércio, apesar de registo de incremento da perspectiva de emprego da produção industrial e de transportes no mês em análise nesses sectores.

Em média, e acordo ainda com o INE, 30% das empresas inquiridas enfrentaram algum obstáculo no mês de Fevereiro, o que representou um aumento de 2% firmas com limitação de actividade face ao mês anterior. Essa situação foi influenciada, principalmente, pelos sectores de serviços de transportes, de alojamento, restauração e similares, bem como o sector da construção que viram mais de 30% das suas empresas afectadas por algum obstáculo no seu desempenho no período de referência.

Em contrapartida, os sectores de produção industrial, de comércio, de alojamento e restauração e dos outros serviços não financeiros apresentaram menos de 30% das empresas com alguma limitação de actividade.

 

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