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Companhia Moçambicana de Gasoduto ganha direito de preferência para compra de 30% das acções da Sasol

A CMG, afiliada da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH EP), em parceria com o iGas, afiliada do Fundo Central de Energia (CEF) uma instituição do Governo da República da África do Sul, anunciaram a decisão de exercitar o direito de preferência para a aquisição de 30% das acções da Sasol no Gasoduto da ROMPCO, no valor de 4,145 Bilhões de randes.

Segundo uma nota enviada ao “O País” esta decisão advém do anúncio público  emitido pela Sasol no dia 14 de Maio de 2021, que indicava que tinha concluído o Acordo de Venda e Compra de 30% das suas acções na Companhia do Gasoduto da República de Moçambique (ROMPCO – Republic of Mozambique Pipeline Company), sujeito ao direito de preferência pela CMG e o iGas, sendo estas entidades os outros accionistas.

“A bem-sucedida conclusão do SPA irá posicionar o iGas e a CMG como accionistas maioritários pois as suas acções irão aumentar de 25% para 40% respectivamente, sendo que a Sasol irá deter 20% de acções minoritárias no 865-quilómetros do gasoduto de transmissão de gás de Moçambique para África do Sul”, lê-se na nota.

O Presidente do Conselho de Administração e Director Executivo da ENH, Estevão Pale, disse que para além do impacto sócio-económico para o país, “a decisão conjunta da CMG e do iGas de exercitarem o direito de preferência na compra das acções da Sasol representa um novo capítulo para ROMPCO, promovendo maior espaço de cooperação entre a ENH e o CEF.”

Pale clarificou ainda que “ter os governos dos dois países como accionistas maioritários no gasoduto transfronteiriço é estratégico, considerando que o gasoduto da ROMPCO é a única fonte de gás para o mercado da Africa do Sul, e o gás é o fornecedor alternativo imediato de energia mais limpa”.

Por sua vez o Director Executivo do Grupo CEF, Ishmael Poolo, disse que o acordo é resultado de “um esforço conjunto para acelerar a aquisição destas acções, o que simboliza um marco na estratégia de investimento do grupo na cadeia de valor de energia, orientado para estimular a economia sul africana e responder a demanda de criação de empregos. A aquisição destas acções anuncia uma nova era na promoção de parcerias como também no estabelecimento de uma base sólida para se enfrentar os desafios que se colocam à frente da segurança do futuro energético da Africa do Sul”, disse  Poolo.

Por seu turno a Presidente do Conselho de Administração do CEF, Ayanda Noah, adicionou ainda que “o IRP (International Registration Plan) 2019 identifica uma cooperação mais estreita entre os governos da região como um passo fundamental para liberar a flexibilidade que o gás introduz na matriz energética da África do Sul. Uma maior participação neste activo será um passo importante para a concretização desse objectivo de cooperação, como também para o reforço da transição na região para uma economia com baixo teor de carbono”, frisou.

A ROMPCO transporta actualmente gás natural desde as áreas de Pande e Temane, em Inhambane, até ao território sul-africano. Quando os recursos estiverem esgotados, poderá ser uma potencial rota para o mercado do gás natural liquidificado.

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