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Como estão as contas nos quatro Estados que vão decidir a eleição nos EUA?

O órgão escreve igualmente que ao quarto dia após as eleições nos Estados Unidos da América (EUA), e com Joe Biden a assegurar 253 grandes eleitores contra os 213 conseguidos por Donald Trump, ainda há centenas de milhares votos por contar em estados decisivos como Arizona, Georgia, Nevada e Pensilvânia. Dessa contagem depende o resultado oficial da eleição, mau grado a acusação de “fraude eleitoral” do atual presidente Trump. Entretanto, a responsável pela Comissão Federal de Eleições, Ellen Weintraub, já veio dizer que “não existe qualquer evidência de fraude” nem de “votos ilegais”.

À tarde deste sábado, em Moçambique, os quatro Estados acima referidos apresentavam vantagem clara para Joe Biden, mesmo o Arizona, tradicionalmente republicano. Aqui, com 90 por cento dos votos contados e 173 mil ainda por contar, Biden liderava com 49,7%, deixando para trás Trump com 48,8% dos votos.

“Na Pensilvânia, que em 2016 votou em Donald Trump — representando uma das grandes conquistas republicanas onde o partido não ganhava desde 1992 — e agora garantiria a sua reeleição, a contagem afigura-se renhida: Biden está à frente de Trump por apenas quatro décimas (49,6% contra 49,2%). Ainda faltam apurar 89.282 votos, sendo que, em Filadelfia, há entre 20 e 25 mil votos por correio — segundo a CNN, estes votos são os mais difíceis de validar, pois uma assinatura no local errado ou um envelope mal digitalizado são suficientes para obstar e tornar mais lento todo o processo”, acrescenta o Expressso.

Por sua vez, na Georgia foi anunciada a recontagem dos votos devido à proximidade nos votos a favor de ambos os candidatos presidenciais, de 49,5% para Joe Biden e 49,3% para Donald Trump.

“O Nevada é o Estado que denota mais atraso na contagem, com 87% dos votos apurados. Mesmo assim, o candidato democrata já liderava com 49,5% dos votos, ofuscando um Trump que apenas conseguiu obter 48%. A importância estratégica deste Estado prende-se com o rápido crescimento da população nas últimas duas décadas devido à maior presença de votantes latinos, asiáticos e negros dos EUA. Recorde-se que, em 2016, a candidata democrata Hillary Clinton obteve no Nevada uma confortável margem de 2,4 pontos percentuais”, refere o órgão que temis vindo a citar.

“Um quinto Estado em que os trabalhos estão a decorrer é Carolina do Norte, onde o candidato republicano tem há anos vantagem assegurada, o que se voltou a confirmar: desta feita, arrecadou 50,1% dos votos contra 48,7% dados aos democratas. Também no Alaska, onde ainda falta contabilizar 50% dos votos, Donald Trump surge como vencedor”.

“A grande pergunta que se formula neste momento é quando é que haverá um resultado final da eleição — ou seja, quando será oficialmente declarado um vencedor. Este ano, sobretudo devido à pandemia de Covid 19, uma grande quantidade de eleitores (68%, sendo que em 2016 esse número fixou-se nos 34%) votaram antecipadamente, sobretudo pelo correio. Isto tornou o processo mais vagaroso”, avança ainda.

Num outro desenvolvimento, o Expresso diz que, nestas eleições, mais de 300 processos judiciais deram entrada, alegando violação da lei eleitoral. Esperam-se muitos mais, centrados em supostas irregularidades do voto por correspondência e na mudança de regras durante a pandemia.
“De tudo isto se depreende que o fim das eleições pode chegar daqui a dias ou mesmo meses, dependendo dos obstáculos que vão surgindo pelo caminho”, conclui.

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