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Commonwealth exorta líderes a aprofundarem conversações sobre o clima

Foto: The Commonwealth

A Secretária-Geral da Commonwealth, Patrícia Scotland, apelou aos líderes mundiais presentes na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP 26) para colmatar a lacuna nas negociações em curso esta semana em Glasgow, com milhões de vidas e meios de subsistência em risco nos países vulneráveis às alterações climáticas.

Patrícia Scotland entregou hoje a sua declaração ao segmento de alto nível retomado da conferência, horas depois de um projecto de documento final ter sido divulgado pelo Reino Unido, como presidente da cimeira.

“Se perdermos nações vulneráveis que lutaram com coragem e resiliência, perdemos a luta contra as alterações climáticas. Se as lacunas em matéria de emissões não forem colmatadas, se o acesso melhorado ao financiamento climático não se materializar, arriscamo-nos a que as nações mais vulneráveis entre nós sejam subsumidas pelas subidas do nível do mar e sejam engolidas pela dívida, exacerbada pela pandemia de Covid-19”, disse Scotland.

Mais de 2,5 mil milhões de pessoas vivem nos 54 países-membros da Commonwealth, 60 por cento dos quais com menos de 30 anos de idade. Isto inclui 32 pequenos Estados e 14 dos países menos desenvolvidos do mundo que estão a enfrentar o impacto das alterações climáticas.

“Milhões já estão a perder vidas e meios de subsistência devido aos impactos das alterações climáticas, mas estão a lutar. Nós também temos de lutar. Eles sabem que, sem acção, a força e a frequência do tempo violento, do fogo, da escassez de alimentos, de água e da ameaça da subida dos mares continuarão a intensificar-se até que a situação os ultrapasse. Eles exigem acções inclusivas, justas e equitativas”, acrescentou Scotland.

As catástrofes climáticas na Commonwealth duplicaram em número desde o período 1980-1990 (431) até ao período 2010-2020 (815), tendo os prejuízos económicos aumentado de 39 mil milhões de dólares para 189 mil milhões de dólares durante os mesmos períodos de tempo.

Em discussões anteriores na COP 26, o Secretário-Geral reiterou o apelo aos países desenvolvidos para que entregassem os prometidos 100 mil milhões de dólares em financiamento anual do clima para apoiar as nações em desenvolvimento, tanto para fins de adaptação como de mitigação.

Acrescentou que os fundos também precisam de ser acessíveis aos países mais pequenos e vulneráveis, que actualmente têm dificuldades em obter financiamento devido à falta de capacidade e de dados.

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