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Comissão Internacional de Juristas pede justiça no processo eleitoral do Zimbabwe

A Organização Internacional de Juristas, com sede em Genebra, não está sozinha nas preocupações relativamente às eleições de 2018. A oposição daquele país vizinho tem estado a levar a cabo uma ofensiva diplomática, pedindo à comunidade internacional que não reconheça o Executivo do Presidente Emmerson Mnangagwa, que acusa de ter chegado ao poder através de um golpe.

No mês passado, a demissão do Presidente Robert Mugabe deixou o país em euforia. Desde então, a vida voltou ao normal, mas o exército, que ajudou Mnangagwa a chegar ao poder, ainda não regressou aos quartéis.

Os militares mantêm os postos de controlo nas estradas do Zimbabwe, algo que não é permitido numa democracia, segundo a Comissão Internacional de Juristas.

Durante a visita de uma semana ao Zimbabwe, os juristas levantaram preocupações quanto à reversão do Estado de direito, com o envolvimento dos militares nos esforços que levaram Mugabe a abandonar o cargo.

O organismo considera que a ausência de um processo eleitoral para uma mudança de Governo coloca todo o processo nas mãos de uma intervenção militar, o que constitui um golpe.

Esta sexta-feira, o ZANU-PF confirmou o Presidente provisório do país, Emmerson Mnangagwa, como seu líder e candidato presidencial às eleições do próximo ano, no congresso anual do partido, no qual se destacou a ausência do ex-Presidente Robert Mugabe.

 

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