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Comercialização da castanha de caju abaixo do previsto na província da Zambézia durante a campanha agrícola

A comercializou da castanha de caju atingiu 14 mil contra 16 mil toneladas planificadas na província da Zambézia. Em termos de receitas, o Instituto de amêndoas de Moçambique refere que nas mãos dos produtores, em toda a província, circulou mais de 500 milhões de meticais.

E espera-se que na campanha em curso 2020/2021, onde a previsão da meta é inalterada quando comparado com a campanha passada, pelo menos 600 milhões de meticais circulem nas mãos dos produtores.

Por detrás da situação há várias razões, nomeadamente, baixa qualidade da castanha produzida na província, causada pela colheita precoce, chuvas e ventos fortes que atingiram a província da Zambézia na fase de maturação.

De acordo com a secretaria de Estado da província da Zambézia, Judith Mussácula, há muitos outros factores que originaram o incumprimento da meta da comercialização da castanha de caju. Segundo ela, na campanha agrária 2019/2020, a castanha de caju esteve a ser comercializada abaixo do preço de referência de 34 meticais o quilograma. “Nos distritos de Namacurra e Nicoadala, o quilo chegou a custar 25 meticais ao produtor devido à baixa qualidade da castanha de caju”, disse.

Zambézia quer inverter o cenário na campanha em curso para manter a sua reputação na produção e comercialização da castanha de caju. Para o efeito, Mussácula exortou aos produtores e comerciantes no sentido de evitarem a colheita da castanha prematura.

“Para a campanha agrária 2020/2021 prevemos a comercialização de 16 mil toneladas da castanha de caju, e tudo faremos para que a meta seja alcançada. Queremos aproveitar este momento para apelar aos produtores para evitarem a situação de queimadas descontroladas nos campos de produção de comida”, disse a secretária de Estado.

Os produtores da castanha de caju dizem que tudo farão para que a presente campanha seja um sucesso. Reconhecem que a campanha finda não foi a mais desejada, embora tenham conseguido receitas para suportar a vida nas suas famílias.
Bernardo Jacinto, um produtor do distrito de Pebane, solicitou à margem do lançamento da campanha de comercialização da castanha de caju que o Governo aumentasse a qualidade e quantidade dos produtos químicos fornecido aos produtores para o tratamento dos cajueiros como forma de se garantir melhor produção e consequente melhor colheita da castanha.

Helena Alberto, outra produtora que também lamentou o insucesso da castanha, solicitou ao governo para buscar investidores do ramo no sentido de se ampliar o mercado dos produtos.

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