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Combustível gera paralisação de “chapas” em Nampula

Foto: O País

Os transportadores semi-colectivos de passageiros paralisaram a actividade na cidade de Nampula. Os mesmos querem um aumento de 10 para 15 meticais para responder ao custo do combustível. Por outro lado, o desabamento de pontes naquela província está a prejudicar os transportadores.

A cidade de Nampula acordou agitada esta segunda-feira, com a população a caminhar ou a recorrer a mototaxistas para se deslocar de um ponto para o outro, devido à paralisação dos transportadores semi-colectivos de passageiros que querem a aprovação urgente de uma nova tarifa de transporte urbano, de 10 para 15 meticais.

“Vou a Muahivire, na escola, e aqui não há transporte”, lamentou Wagner Moura, de pasta nas costas, com os olhos perscrutando os lados na esperança de ver chegar um carro que pudesse o fazer chegar ao seu destino.

O facto é que a manhã e tarde foram de indiferença dos transportadores aos desejos dos utentes que enchiam as paragens e terminais. Camilo Afonso, um dos transportadores tomou a oportunidade por via da nossa reportagem para explicar o que motiva a paralisação: paramos por causa do custo do combustível. Subiu muito, de 64 para 72.72 meticais. E sobre a proposta de aumento, Zito Aíde, outro transportador, foi mais objectivo ao referir que “queremos que seja 15 meticais”, saindo dos actuais 10 meticais. A Polícia da República de Moçambique e a Polícia Municipal estiveram no terreno para acalmar os ânimos dos transportadores, que não estavam devidamente organizados para canalizar as suas preocupações.

No entanto, até ao fecho desta reportagem o Município e a associação dos transportadores rodoviários de Nampula estiveram em silêncio, mesmo perante o nosso pedido de entrevista. Lembre-se que a aprovação de novas tarifas do transporte urbano e feita pela Assembleia Municipal, ouvida a proposta dos transportadores e analisado o mérito e a oportunidade do aumento.

As contas estão cada vez mais complicadas para os empresários que operam no sector de transporte na província de Nampula. A destruição da ponte metálica sobre o rio Mutacaze no distrito de Mogovolas está a criar prejuízos para os transportadores

interdistritais que foram forçados a parquear as viaturas que circulavam para Moma e Angoche.

“Nós tínhamos um facturamento de pouco mais de 120 mil meticais por mês e nesta altura estamos a zero e ainda temos despesas correntes. Ainda estamos a fazer amortizações dos empréstimos destas viaturas e nesta altura, também as amortizações ficam paralisadas, infelizmente, e o Estado também fica sem possibilidades de cumprir com as obrigações que tem com os seus credores”, desabafou Zeca Alberto, que tem três autocarros parqueados, do lote dos que o Governo disponibilizou aos empresários em várias províncias a título de crédito.

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