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Combate ao crime organizado deve ser prioridade da PGR

Filipe Nyusi empossou, hoje, dois magistrados do Ministério e deixou recomendações, com vista a um combate cerrado ao crime organizado, numa altura em que falta esclarecimento para vários casos criminais.
O Presidente da República diz que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve tomar o combate à criminalidade organizada como sua prioridade. “Exigimos do Ministério Público uma actuação célere e audácia das acções de prevenção e combate à criminalidade organizada, mantendo-a como uma das prioridades da sua agenda”, disse Nyusi.

Januário dos Santos e Américo Julião são os homens empossados hoje pelo Chefe de Estado, para ajudarem a combater o crime, na qualidade de Procuradores-Gerais-Adjuntos. São magistrados que fizeram carreira no Ministério Público e que passam a coadjuvar, directamente Beatriz Buchili.

Na cerimónia, Filipe Nyusi falou, também, da corrupção e diz que o Ministério Público deve ser mais interventivo no controlo da legalidade. “A corrupção retira a credibilidade das nossas instituições. O Ministério Público assume, igualmente, a função de combater, veementemente, todas as formas modernas e sofisticadas de corrupção, que põe em causa os anseios e as expectativas daqueles em quem jurámos servir”, realçou o estadista moçambicano, reiterando que “um Ministério Público forte é fundamental para a eficiência e eficácia da justiça do nosso país e para a garantia do Estado de direito que queremos consolidar”.

Já os empossados dizem estar prontos a empreender o seu conhecimento pela melhoria do funcionamento da PGR, mas alertam que o combate ao crime não deve ser uma tarefa reservada apenas ao Ministério Público. “A questão de fundo é que o crime não é um papel só do Ministério Público. Toda a sociedade deve se unir nessa luta”, disse Américo Julião.

Além da Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, e outros quadros da PGR, a cerimónia de empossamento de Procuradores-Gerais adjuntos contou com a presença do presidente do Conselho Constitucional, Hermenegildo Gamito, Provedor de Justiça, José Abudo, os Presidente do Tribunal Supremo, Adelino Muchanga, e do Tribunal Administrativo, Machatine Munguambe, os Ministros do Interior, Basílio Monteiro, e da Justiça, Assuntos Religiosos e Constitucionais, Isac Chande.

 

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