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Com perfume machuabo…

Aroma de Quelimane no renovadíssimo pavilhão do Ferroviário da Beira. Timo, o Ismael Nurmamad, o “machuabo”, fez estragos! Com penetrações de quebrar o joelho, quer na zona frontal, quer pela linha de fundo, Timo desestabilizou a defesa do Ferroviário de Maputo. Mudanças de direcção, tiros curtos e exteriores, foram as armas para Timo contabilizar 21 pontos, cinco assistências e três ressaltos durante os 34:05 minutos em que esteve na quadra. Defensivamente, esteve impecável na primeira linha de defesa. Chiveve curvou-se perante a sua classe. A alternar entre o bom e o mau neste “play-off” da final, a melhor de cinco jogos, Octávio “Maguila” Magoliço completou a sinfonia com 17 pontos e três ressaltos durante os 34:01 minutos em que permaneceu na quadra. Do lado do Ferroviário de Maputo, “nuestro irmano” foi a melhor unidade com 19 pontos e dois ressaltos nos 35:25 minutos em que esteve na quadra.

Outro machuabo mau, cujas lesões não vencem o seu talento, mostrou que ainda é o melhor base-armador desta “pátria de heróis”, como diria o agora contestado homem da poesia de combate. Lingras, o Pio Matos Jr. (com 16 pontos), esteve igualmente em destaque ao nível ofensivo, transportando a bola com segurança, fazendo o passe no timing certo e penetrando como se deve. Difícil pará-lo. Tem apenas que melhorar ao nível defensivo. É, enfim, a sinopse do jogo três do “play-off” da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal que teve na arbitragem de Guidion Matsinhe, Charles Foster e Carlos Menete o parente pobre do espectáculo. Não tiveram, claramente, influência no resultado. Mas prejudicaram claramente o Ferroviário de Maputo com faltas não averbadas a alguns jogadores da equipa da casa. Mais: forçaram a desqualificação de Custódio Muchate e Edson Monjane, forçando, de resto, o conjunto de Milagre Macome a jogar com um base e quatro extremos na última etapa do quarto período. Isto porque Sergio Valdizan, espanhol, saiu lesionado num lance dividido com David Canivete Jr, extremo do Ferroviário da Beira.

Já agora, por uma questão de justiça, David Canivete foi um elemento preponderante nos vice-campeões nacionais, sobretudo, ao nível defensivo. Nelito, o metódico “coach” do Ferroviário da Beira, percebeu que o puto de Belchior precisava de mais minutos na quadra, contrariamente ao que aconteceu na fase regular. Está de volta o Mano que fez estragos com Nelson “Snoop” Jossias, Augusto “Matos” Jr., Paulo Sambo, Helmano Nhantitima, Pio “Lingras” Matos, Sérgio “Serginho” Hitie, entre outros, na equipa do Desportivo de Maputo que em 2015 sagrou-se campeã nacional.

Muito Papaíto para pouco Nando…

Sexta-feira, a experiência rimou com mais-valia. Sim senhor. André “Papaíto” Velasco, base armador do Ferroviário da Beira, mostrou que ainda é um jogador a ter em conta. Papaíto, que andou arredado das quadras devido ao acidente de viação que sofreu, partiu a loiça no embate em que a sua equipa venceu ao Ferroviário de Maputo por 90-69. Penetrou e disparou da zona do tiro exterior. Fez a sua equipa jogar, armando com qualidade e tranquilidade. Fez recordar os bons tempos. Um bom exemplo para os mais novos. À semelhança do que acontece com o “mais velho” Custódio Muchate (Ferroviário de Maputo), ele que tem demonstrado muita maturidade e sentido de liderança na quadra. Muchate que, diga-se, adaptou-se a nova realidade do basquetebol. Aparece em zonas distantes do cesto, a explorar o tiro exterior. O que se recomenda, hoje por hoje, aos homens das posições quatro e cinco.

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