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Cobranças na Circular de Maputo começam a 1 de Fevereiro

Foto: O País

A partir de 1 de Fevereiro, as quatro portagens montadas na Estrada Circular de Maputo vão começar a cobrar valores que variam de 40 a 580 meticais. A medida não agrada aos automobilistas, que dizem que é mais uma conta a pagar, num custo de vida já bastante alto.

Deviam ter entrada em funcionamento no ano passado, mas só agora é que foram concluídas. A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) vai mesmo começar a cobrar pela circulação na Estrada Circular de Maputo.

Para as viaturas de classe 1, o preço é de 40 meticais, classe 2, 140 meticais, classe 3, 380 meticais e as de classe 4 vão pagar 580 meticais. Há, entretanto, um sistema de descontos para utilizadores frequentes.

Para ter os descontos, o automobilista terá de ser utilizador frequente e, quanto maior for o número de viagens, menos vai pagar em cada vez. De 11 a 20 viagens, o automobilista terá desconto de 40 para 37 meticais; de 21 a 30 viagens, o desconto é de 40 para 35; e de 31 a 40 viagens, o valor será reduzido de 40 para 32 meticais.

Para quem fizer de 41 a 50 viagens, o valor poderá ser reduzido até 27 meticais, fazendo 51 a 60 viagens, pagam-se 22 meticais, sendo que o desconto máximo irá para quem conseguir viajar 60 vezes num mês, ou seja, passar duas vezes por dia. Esse poderá pagar 16 meticais. Isto para a classe 1.

Os semi-colectivos vão pagar dez meticais, quando o preço normal devia ser de 40 meticais. Já os autocarros de passageiros vão pagar 35 meticais, ao invés de 140 meticais da sua classe.

São quatro pontos de cobrança, nomeadamente, Costa do Sol, Zintava, Cumbeza e Matola-Gare. Contudo, a REVIMO diz que quem tiver, no mesmo percurso, dois pontos de portagem, é obrigado apenas a pagar no primeiro ponto e, no segundo, só tem de apresentar o recibo, caso contrário, paga outra vez.

E mesmo pagando só uma vez, não deixa de ser um custo adicional que, aliás, não é bem-vindo para os utentes da circular.

“É um sufoco para o bolso do cidadão comum, é complicado, principalmente neste período da COVID-19. Estamos numa situação em que não é fácil que se aumente mais uma despesa no nosso dia-a-dia”, reclamou uma automobilista que encontramos a atravessar a portagem da Costa do Sol que já funciona, embora sem cobranças.

Outro aspecto que preocupa aos automobilistas é o facto de não haver vias alternativas para quem não possa fazer o pagamento que se cobra nas portagens.

“É praticamente uma proibição para que nós usemos nossas próprias viaturas para ir à cidade”, declarou outro automobilista.

A introdução de portagens já vinha sendo anunciada como forma de garantir a manutenção da Estrada Circular. Os preços anunciados esta terça-feira são próximos aos praticados pela Trac na EN4, com a diferença de que a sul-africana cobra pelo investimento da construção, ao passo que aqui é só pela manutenção.

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